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Ano: 2001  Vol. 5   Num. 2  - Abr/Jun Print:
Editorial
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Editorial
Author(s):
Dra. Tanit Ganz Sanchez,
Dr. Olavo Mion,
Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento
Palavras-chave:
Caros colegas:

Um assunto está agitando o meio editorial de algumas das principais revistas estrangeiras de Otorrinolaringologia e vale a pena ser discutido aqui também: o crescente número de autores por artigo recebido nos últimos 5 anos, em especial nos relatos de caso...

Pensando como advogado do diabo, vamos considerar todos os lados da questão:

1. frente à atual fase de pressão para publicação, em especial no meio universitário, seria de se esperar que um determinado artigo incluísse o nome de pessoas importantes dentro do serviço no qual foi realizado, como se fosse um agradecimento pela oportunidade de poder desenvolver pesquisa na referida instituição. São os chamados "autores honorários" ou "autores fantasmas", segundo Flanagin et al (1998).

2. o número crescente de "autores" faz com que ocorra disputas pela autoria: qual nome vai primeiro? O de quem teve a idéia do trabalho ou o de quem trabalhou mais por ele? E os outros nomes, em que ordem? Em um relato de caso cirúrgico, por exemplo, é comum que o(s) residente(s) faça(m) o levantamento bibliográfico e escrevam o relato, mas outras pessoas também ajudaram direta ou indiretamente: o médico assistente que operou o caso junto com o residente, o patologista que analisou o anátomo-patológico, o radiologista que realizou o exame de imagem, etc. Sem falar no professor titular...

3. de todos os tipos de artigo normalmente aceitos para publicação, os relatos de caso são os mais simples e rápidos de serem feitos. Embora muitas vezes deixem a desejar no sentido de acrescentar informações úteis à prática diária, justamente por centrarem-se em doenças raras ou novas, certamente servem como preparo para o jovem profissional que está se iniciando na arte da publicação.

4. Os relatos de caso apresentam algumas vantagens: quando bem feitos, apresentam inúmeros diagnósticos diferenciais da doença em questão, o que pode ser até mais útil do que o próprio relato em si. Além disso, é uma oportunidade para profissionais não ligados à área acadêmica de participar da atividade científica, descrevendo e publicando casos de sua prática diária, o que pode ser um incentivo para posteriores publicações.

Com base nestes aspectos, há quem cogite a extinção do relato de caso ou, pelo menos, o rígido controle sobre o número de autores em cada artigo, na tentativa de manter a qualidade da pesquisa científica. Embora não seja a nossa opinião, fica aí a atualização para o leitor...

Em virtude de seu crescimento e da demanda de artigos recebidos, mais uma mudança importante acaba de ser implementada à revista @rquivos da Fundação Otorrinolaringologia: seu número de páginas aumentou para 64! Portanto, há muito mais espaço para vocês publicarem seus artigos... mesmo que sejam relatos de caso!

Agradecemos a todos os colegas que continuam nos prestigiando com suas colaborações e solicitamos a todos os interessados que enviem seus artigos para a Fundação Otorrinolaringologia através do correio ou pelo email arquivos@forl.org.br.

Um abraço a todos...

Dra. Tanit Ganz Sanchez
Dr. Olavo Mion
Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento
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