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Ano: 2011  Vol. 15   Num. 3  - Jul/Set
DOI: 10.1590/S1809-48722011000300005
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Nvel de resposta das emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente em lactentes com refluxo gastroesofgico
Response level of the transient-evoked otoacoustic emissions on infants having a gastroesophageal reflux
Author(s):
Elizngela Dias Camboim1, Renata Coelho Scharlach2, Kelvnio Vitrio de Farias3, Lvia Karla Gadlha de Oliveira4, Dnis Vasconcelos5, Marisa Frasson de Azevedo6.
Palavras-chave:
refluxo gastroesofgico, emisses otoacsticas espontneas, audio, lactente.
Resumo:

Introduo: As emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente (EOAT) tm sido a tcnica mais utilizada para a realizao da triagem auditiva neonatal. Sendo importante analisar suas medidas correlacionando com outras alteraes que pode acometer o sistema auditivo da criana. Objetivo: Analisar a ocorrncia e os nveis de resposta das emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente em lactentes com refluxo gastroesofgico fisiolgico (RGEF). Mtodo: Estudo prospectivo foi realizado no Servio de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Juliana. Participaram do estudo 118 bebs, de recm nascidos h seis meses, encaminhados por pediatras e gastropediatras, nascidos pr-temo ou termo e distribudos em dois grupos: Grupo Estudo: 63 lactentes com diagnstico clnico de refluxo gastroesofgico fisiolgico, e Grupo Controle: 55 lactentes sem refluxo gastroesofgico fisiolgico. Foi realizada a avaliao da funo auditiva perifrica por meio dos exames de emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente e otoscopia realizada por otorrinolaringologista. Resultados: Os nveis mdios de respostas das emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente foram maiores no grupo sem refluxo para as bandas de frequncias de 2kHz, 2,5kHz, 3kHz, 3,5kHz e 4,5kHz bilateralmente, com diferenas estatisticamente significantes, obtendo-se valores mdios de 7,71dB e 7dB na orelha direita, encontrados nas bandas de frequncias de 2 e 4kHz, respectivamente. Concluso: Houve menor ocorrncia e menor nvel de respostas das emisses otoacsticas transientes em crianas com refluxo gastroesofgico fisiolgico quando comparados a crianas sem refluxo.

INTRODUO

As Emisses Otoacsticas (EOA) so sons subliminares que emergem do meato acstico externo, quando a membrana timpnica recebe vibraes vindas da cclea, transmitidas pela orelha mdia (1). Essas vibraes ocorrem como um subproduto de um mecanismo coclear especfico e vulnervel que se tornou conhecido como amplificador coclear e que contribui significativamente para a sensibilidade auditiva e a discriminao de frequncias (2).

Na prtica clnica as EOA podem ser registradas de maneira espontnea ou evocadas acusticamente por meio de estmulo transiente ou produto de distoro (3).

As EOA evocadas so registradas na maioria dos indivduos que apresentam funo coclear normal, independente da idade e sexo. Sua presena indica a integridade das clulas ciliadas externas da cclea (4).

Para a captao das EOA necessria a integridade da orelha externa e mdia, pois qualquer alterao na transmisso do estmulo acstico poder acarretar diminuio ou ausncia de resposta, comprometendo a anlise do exame (5).

Na pratica clnica possvel observar uma relao entre a diminuio dos nveis de resposta das emisses ou at mesmo ausncia de resposta em pacientes que apresentam alteraes de orelha media (6).

As causas mais comuns das alteraes de orelha mdia na criana esto relacionadas perfurao do tmpano, infeco ou lquido na orelha mdia e mais recentemente foi includo o refluxo gastroesofgico, o qual pode contribuir significativamente para a inflamao de orelha mdia e participar da fisiopatologia das otites com efuso, por ao do cido pepsina e pepsinognio (7,8).

O refluxo gastroesofgico (RGE) mais comum nos primeiros meses de vida. As regurgitaes ps-alimentares surgem entre o nascimento e os quatro meses de idade, apresentando resoluo espontnea, na maioria dos casos, at um a dois anos de idade (9,10).

O RGE foi classificado como fisiolgico em lactentes entre um e 12 meses, quando apresentavam dois ou mais episdios de regurgitao ao dia por perodo superior a trs semanas, sem histria de hematmese, broncoaspirao, apneia, dficit pondero-estatural ou postura anormal (11).

A regurgitao tende a desaparecer naturalmente at 12 meses, no entanto no significa que o refluxo no esta mais presente, pois em aproximadamente 5 % dos casos a permanncia do refluir sem regurgitao, pode causar sintomas otorrinolaringolgico como: laringites, sinusites e otites (12).

Tendo em vista a quantidade resumida de trabalhos correlacionando as emisses otoacsticas evocadas em bebs com RGE e mediante a necessidade desta avaliao na triagem auditiva neonatal (TAN), o objetivo deste trabalho foi analisar a ocorrncia e os nveis de resposta das emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente em lactentes com RGE fisiolgico.


MTODO

A coleta iniciou aps a aprovao do Comit de tica em Pesquisa da Universidade Estadual de Cincias da Sade de Alagoas UNCISAL, protocolo n 583. Estudo do tipo prospectivo realizado no Servio de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Juliana, Macei Alagoas. (Instituio Filantrpica Municipal) e segue a Resoluo 196/96 do conselho nacional de sade. O termo de consentimento livre e esclarecido foi lido e explicado aos responsveis pelos bebs, os quais concordaram e assinaram.

A amostra foi constituda por 118 lactentes, de ambos os sexos, com faixa etria de recm nascido h 6 meses, nascidos pr temo ou termo, distribudos em dois grupos: Grupo estudo (GE), formado por 63 lactentes com refluxo, com diagnstico clnico de mdicos pediatras ou gastropediatras. Esse diagnostico foi realizado por meio de um formulrio baseado no critrio de ROMA II que relata os sintomas do RGE. Quando identificado pelo menos 2 sintomas o beb foi includo no grupo com refluxo gastroesofgico fisiolgico. No foi identificado lactentes com refluxo patolgico. O grupo controle (GC) formado por 55 lactentes sem refluxo, pareados por idade, sexo e idade gestacional.

O grupo estudo, com refluxo foi composto por 36 crianas do gnero feminino e 27 do masculino, e o grupo sem refluxo por 30 crianas do gnero feminino e 25 do masculino. E em relao idade gestacional (nascidos a termo e pr-termo), o grupo com refluxo foi formado por 18 crianas pr-termo e 45 a termo; no grupo sem refluxo, 16 crianas eram pr-termo e 39 a termo.

Foram excludos lactentes com fissura lbio palatina ou m formao de orelha externa e ou mdia, m formao de cabea e pescoo, sndromes genticas associadas a alteraes auditivas, crianas com histria familiar de perda auditiva, alteraes neurolgicas e Displasia bronco-pulmonar.

O clculo do tamanho da amostra foi realizado no programa Statcalt no Epi info, verso 6.04. Onde foi atribudo um erro alfa e beta de 5%. Foi obtido um valor de amostra mnima de 82 lactentes.

Para analisar o RGE em relao anlise das amplitude e sinal/rudo das EOAT foi utilizado o Teste de Mann-Whitney e para a associao do uso de medicao na ocorrncia das EOAT foi utilizado o teste Qui-Quadrado para Independncia.

Foi realizada avaliao otorrinolaringolgica em todos os sujeitos da pesquisa, por meio da otoscopia com intuito de verificar integridade orelha externa e mdia

As emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente (EOAT) foram realizadas pela pesquisadora responsvel numa clnica otorrinolaringolgica em ambiente com baixo nvel de rudo e com o lactente em estado de sono natural no colo da me. Os exames foram realizados com equipamento otoRead da marca interacoustic, que permite a captao das respostas das emisses otoacsticas, por meio da colocao de uma sonda (com microfone acoplado) no meato acstico externo.

Utilizou-se como critrio de anlise, o parmetro de PASSA /FALHA descritos no protocolo do prprio equipamento com estmulo: clique; intensidade: 83 dBpeSPL; nmero de bandas de frequncias testadas: 6 (de 1500Hz a 4000Hz). Os valores para considerar teste PASSA foram: Emisses presentes numa relao sinal/rudo de 4 dB em pelo menos trs bandas de frequncia. O tempo de captao das EOA no equipamento de no mximo, 64 segundos, podendo parar automaticamente antes do tempo quando o resultado for considerado presente.

As duas avaliaes (otoscopia e EOAT) foram realizadas separadamente, porm no mesmo dia, sem que o examinadores tivessem conhecimento dos resultados desta avaliaes, antes da finalizao de todos os teste.


RESULTADOS

Os resultados sero apresentados comparando-se os grupos com e sem RGE na distribuio de frequncia relativa (percentuais) das variveis qualitativas.

A ocorrncia de EOAT nos grupos estudados aparece descrita nos Grficos 1 e 2.

Ao se comparar os resultados da ocorrncia das EOAT entre os grupos, observou-se maior prevalncia de EOAT presentes no grupo sem refluxo. Contudo, foi possvel tambm observar que, mesmo no grupo com refluxo, houve uma maior ocorrncia de EOAT presentes quando comparado aos resultados ausentes.

Na anlise da ocorrncia do uso de medicamento no grupo com refluxo observou-se que 81% do grupo com RGE nunca fizeram uso de medicamentos.

Em relao associao da medicao com a ocorrncia das EOAT foram observados os resultados descritos na Tabela 1. O teste estatstico utilizado para esta anlise foi o Qui-Quadrado.

Verificou-se que houve associao estatisticamente significante entre medicamentos e o resultado das EOAT em ambas as orelhas, como tambm na Orelha Direita. Houve diferena estatisticamente significante nos lactentes que usaram medicao em relao aos que no usaram. Os lactentes que esto em uso da medicao apresentaram maior ocorrncia percentual de falha nas EOAT, quando comparados aos demais percentuais de falha dos lactentes que j fizeram uso ou que nunca usaram a medicao.

Para avaliar a relao sinal rudo das EOAT em ambos os grupos foi utilizado o teste de Mann-Whitney sendo observados os resultados na Tabela 2.

Observou-se diferena estatisticamente significante entre os grupos para todas as bandas de frequncias em ambas as orelhas. Ou seja, no grupo controle, grupo sem refluxo, as relaes sinal/ rudo obtidas nas EOAT foram estatisticamente significantes maiores do que as obtidas no grupo com refluxo. A maior mdia da relao sinal/rudo encontrada foi na banda de frequncia de 4kHz em ambas as orelhas, com valores mdios de 14,55dB 2,08 na OD e 13,02dB 2,26 na OE.

Os resultados dos nveis mdios de respostas das EOAT nas bandas de frequncia estudadas em ambas as orelhas, aparecem descritos na Tabela 3. Nesta anlise foi utilizado o teste de Mann-Whitney.

Foi possvel observar que os nveis de respostas mdios das EOAT foram maiores no grupo sem refluxo para as bandas de frequncias de 2kHz, 2,5kHz, 3kHz, 3,5kHz e 4,5kHz bilateralmente, com diferena estatisticamente significante. Somente na frequncia de 1,5 kHz, de ambas as orelhas, no houve diferena estatisticamente significante entre os grupos. Os maiores nveis mdios de resposta das EOAT foram de 7,71dB e 7dB encontradas na banda de frequncia de 2 e 4kHz, respectivamente, na OD do grupo sem refluxo.



Grfico1. Comparao dos grupos na distribuio da ocorrncia das EOA na OD.
Legenda: OD: orelha direita; EOA: emisses otoacsticas; com: grupo com refluxo; sem: grupo sem refluxo.




Grfico 2. Comparao dos grupos na distribuio da ocorrncia das EOA na OE.
Legenda: OE: orelha esquerda; EOA: emisses otoacsticas; com: grupo com refluxo; sem: grupo sem refluxo.



DISCUSSO

Na anlise dos resultados das EOAT nos grupos estudados (Grficos 1 e 2), observou-se maior ocorrncia de respostas presentes no grupo sem refluxo, contudo observou-se tambm alta prevalncia de respostas presentes no grupo com refluxo, nas bandas de frequncias de 1,5; 3 e 3,5kHz. Este achado discorda do estudo que observou a presena das EOA apenas nas frequncias de 2 e 4kHz em crianas com otite mdia secretora (13).

Na anlise da ocorrncia das EOAT com o uso de medicao em lactentes do grupo com refluxo (Tabela 1), observou-se que a maioria dos lactentes que estavam em uso da medicao falhou mais nas EOAT em comparao aos lactentes que nunca usaram a medicao, com diferena estatisticamente significante. Como o RGE pode causar alterao de orelha mdia (9,10) e esta por sua vez, interfere na captao das EOAT, possvel que a ausncia de repostas no grupo que usava medicao, tenha ocorrido devido ao perodo mais crtico do RGE, ou seja, vmitos exagerados, que por sua vez, podem causar doena da tuba auditiva e propiciar alteraes de orelha mdia (10,12,14,15,16).

Estudos relataram que o tratamento do RGE melhora os sintomas otorrinolaringolgicos (10,17,18). Isso pode justificar a alta prevalncia de EOAT presentes nos lactentes que j haviam feito uso de medicao, comparado ao que ainda estavam em uso. As EOA esto presentes em orelha funcionalmente normais e deixam de ser captadas quando apresentam limiares acima de 30dBNA ou alterao de orelha mdia. (1,2,4,6)

Quando foi analisado os nveis de relao sinal por banda de frequncia (Tabela 2) comparando-se os grupos, observou-se diferena estatisticamente significante em todas as bandas de frequncia: O grupo com refluxo apresentou menores nveis de relao sinal rudo.

Foi possvel ainda observar que os maiores nveis de relao sinal rudo das EOAT ocorreram nas bandas de frequncia de 3 e 4kHz, no grupo sem refluxo, em ambas as orelhas e nas bandas de 3 e 3,5kHz no grupo com refluxo. Um estudo realizado com 100 recm nascidos encontrou EOA espontneas presentes, com maior concentrao nas bandas de frequncia de 3 e 4kHz bilateralmente, em RN a termo e sem indicadores de risco. Isso pode justificar uma maior relao sinal/rudo nestas bandas de frequncia. Outro estudo relata o registro das EOA em recm nascidos sempre maior nas bandas de frequncia aguda, devido anatomia da orelha, sendo importante na deteco de perdas auditivas (3,4,6,19).

A relao sinal/rudo uma das anlises avaliadas no critrio de passa/falha das EOAT e para que esta seja considerada como passa, faz-se necessrio integridade de orelha mdia para melhor captao dessa relao, evitando resultados falsos positivos (20).

Comparando os nveis de resposta das EOAT (Tabela 3), foi possvel observar que o grupo sem refluxo apresentou maiores respostas nas bandas de frequncia de 2 a 4kHz, com diferena significativa quando comparada ao grupo com refluxo. Estes achados corroboram com estudos que encontraram maior amplitude das EOAT nas frequncias altas e reduo da amplitude nas frequncias baixas (21,22), podendo ser atribudo, ao aumento da amplitude nestas frequncias, as EOA espontneas que ocorreram entre 3 e 4kHz (23).

Estudos relataram que a orelha mdia de neonatos dominada por massa e por baixa frequncia de ressonncia (24) e que a frequncia de ressonncia de orelhas com efuso ocorre em 858Hz com desvio padro de 483Hz (25) e que a alterao de orelha mdia afeta a amplitude das EOA (26).

Analisando os grupos separadamente, foi possvel ainda observar que em ambos ocorreram uma maior prevalncia de EOAT presentes. Um dado que chama a ateno que mesmo com EOAT presente observou-se um diminuio da amplitude nas EOAT do grupo com refluxo gastroesofgico quando comparado ao grupo sem refluxo. Estudos (7,8,25,26) afirmaram que o RGE pode contribuir para inflamao de orelha mdia e que esta resulta na reduo significativa do nvel de resposta das EOAT.



Legenda: *p-valor< 0,05. Legenda: EOAT: emisses otoacsticas por estmulo transiente; OD: orelha direita; OE: orelha esquerda.




Legenda: *p-valor:< 0,05; EOAT: emisses otoacsticas por estmulo transiente; OD: orelha direita; OE: orelha esquerda.




Legenda: *p-valor<0,05. Legenda: EOAT; NMR: Nvel mdio de respostas das emisses otoacsticas por estmulo transientes; Com RGE: com refluxo gastroesofgico; Sem RGE: sem refluxo gastroesofgico.




CONCLUSO

Houve diminuio significativa da ocorrncia e dos nveis de resposta das emisses otoacsticas evocadas por estmulo transiente em lactentes com refluxo gastroesofgico fisiolgico quando comparados a crianas sem refluxo.


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1) Mestranda em distrbios da comunicao humana pela Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP). Professora Auxiliar da Faculdade de Fonoaudiologia de Alagoas da Universidade Estadual de Cincias da Sade de Alagoas (UNCISAL).
2) Doutora em Distrbios da Comunicao Humana pela Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP). Docente colaboradora da Disciplina de Distrbios da Audio do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP).
3) Especializao em Audiologia pela Universidade Estadual de Cincias da Sade de Alagoas (UNCISAL). Residente em audiologia pela Universidade Estadual de Cincias da Sade de Alagoas (UNCISAL).
4) Especializao em Audiologia Clnica pelo Instituto Materno Infantil de Pernambuco. Residente em audiologia pela Universidade Estadual de Cincias da sade de Alagoas (UNCISAL).
5) Otorrinolaringologista. Mdico do Trabalho e do Trnsito.
6) Doutora em Distrbios da Comunicao Humana pela Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP). Professor Associado Doutor da Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP).

Instituio: Universidade Estadual de Cincias da Sade de Alagoas (UNCISAL). Arapiraca / AL - Brasil. Endereo para correspondncia: Kelvnio Vitrio de Farias - Travessa Manoel Afonso Maranho, 83 - Jardim Esperana - Arapiraca / Al - Brasil - CEP: 57307-300 - Telefone: (+55 82) 9932-0729 - E-mail: k_fono@hotmail.com

Artigo recebido em 19 de Janeiro de 2011. Artigo aprovado em 19 de Abril de 2011.
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