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Ano: 2003  Vol. 7   Num. 1  - Jan/Mar Print:
Original Article
Eletromiografia dos Msculos Esternocleidomastideo e Trapzio em Crianas Respiradoras Bucais e Nasais Durante Correo Postural
Electromyography of Sternocleidomastoideus and Trapezius Muscles in Mouth and Nasal Breathing Children During Postural Correction
Author(s):
Eliane Corra Ribeiro*, Susana Cardoso Marchiori**, Ana Maria Toniolo Silva***.
Palavras-chave:
eletromiografia, esternocleidomastoideo, trapzio, respirao bucal, respirao nasal.
Resumo:

Introduo: Acredita-se que, na respirao bucal, haja um aumento da atividade dos msculos responsveis pela postura da cabea e pescoo, devido s adaptaes posturais necessrias para reduzir a resistncia das vias areas. Objetivo: Este estudo props-se a avaliar a atividade eltrica dos msculos esternocleidomastideo e trapzio em crianas respiradoras bucais e nasais, no repouso e com a correo postural. Material e Mtodos: Para isso, realizou-se um estudo eletromiogrfico destes msculos, com 46 crianas de 08 a 12 anos, de ambos os sexos, divididas em 02 grupos: Grupo I, constitudo por 26 respiradores bucais e Grupo II, constitudo por 20 respiradores nasais. Resultados: Observou-se um aumento significante da atividade eltrica dos msculos estudados no Grupo I, em ambas as situaes, comparado ao Grupo II. Concluso: Crianas respiradoras bucais aumentam a atividade dos msculos cervicais para adequar a posio da cabea e pescoo e, assim, reduzir o estreitamento das vias areas.

INTRODUO

A relao biomecnica crnio-mandibular, cervical, regio hiidea e vias areas considerada uma unidade indivisvel. Sendo assim, a respirao bucal, que determina alteraes anatmicas na estrutura facial, atinge toda a estrutura corporal. O fato de nossos msculos serem organizados em forma de cadeia obriga-nos a considerar a mecnica corporal de forma global e simultnea, o que justifica o comprometimento de toda a postura corporal quando h alteraes crnio-faciais. Para VIG et al (1980), o controle postural da cabea influenciado por uma variedade de estmulos aferentes e a manuteno da posio natural da cabea est associada com a resistncia gravidade, respirao, deglutio, viso, mecanismo de equilbrio vestibular e audio.

A progressiva extenso da cabea durante a obstruo nasal foi observada pelos autores. Pacientes com disfuno do sistema estomatogntico freqentemente apresentam anteposio da cabea e pescoo com perda da lordose fisiolgica normal e extenso do occipital sobre o atlas pela hiperatividade bilateral do msculo esternocleidomastideo (ROCABADO, 1979). De acordo com HRUSKA (1997), a hiperatividade do msculo esternocleidomastideo e trapzio superior resulta na inclinao anterior da cabea, distrbios temporo-mandibulares e dor crnio-facial. A avaliao da atividade eletromiogrfica dos msculos esternocleidomastideo e trapzio superior fornece informaes sobre a repercusso das alteraes posturais e do modo respiratrio sobre estes msculos. Com a anlise eletromiogrfica, pode-se verificar objetivamente as alteraes posturais determinadas pelo modo respiratrio, por meio do registro do padro de atividade muscular. A correo da respirao bucal, quando dirigida apenas ao aspecto orofacial, no evitar a recorrncia do hbito, pois o mecanismo de equilbrio crnio-coluna cervical-mandbula, indispensvel para o bom funcionamento do sistema estomatogntico, no estar totalmente restabelecido. Com o conhecimento do comportamento destes msculos cervicais, proporcionar-se- uma atuao interdisciplinar e integral ao respirador bucal, uma vez que estas alteraes musculares podero ser corrigidas pela interveno do profissional fisioterapeuta, contribuindo, desta forma, para um resultado teraputico mais efetivo e definitivo. Baseado nas alteraes anatmicas determinadas pela respirao bucal, com repercusso em toda a postura corporal e na importante relao dos componentes crniomandibular e cervical, o presente estudo foi realizado com o objetivo de analisar o padro de atividade dos msculos esternocleidomastideo e trapzio superior em crianas respiradoras bucais e nasais, em repouso e durante correo postural.

MATERIAL E MTODO

A amostra foi selecionada a partir de uma avaliao inicial, onde foram considerados os seguintes critrios de incluso, conforme o modo respiratrio:

1 - Respiradoras nasais: as crianas com respirao predominantemente nasal e que mantinham os lbios em contato durante o repouso, conforme observao direta e informaes dos pais na anamnese.

2 - Respiradoras bucais: crianas com diagnstico mdico comprovado de patologia obstrutiva de vias areas superiores, alm da observao direta da ausncia de contato labial durante o repouso e informaes dos pais na anamnese, principalmente quanto a problemas respiratrios. Estas crianas eram encaminhadas do Servio de Atendimento Fonoaudiolgico (SAF) da Universidade Federal de Santa Maria, aps avaliao otorrinolaringolgica e fonoaudiolgica. A partir da seleo da amostra, realizou-se o estudo em 46 crianas, sendo 26 respiradores bucais e 20 respiradores nasais, de ambos os sexos, com idade entre 8 e 12 anos, distribudas em dois grupos, conforme o modo respiratrio: Grupo I, de respiradores bucais e Grupo II, de respiradores nasais (controle). A avaliao eletromiogrfica constituiu-se de registros bilaterais dos msculos esternocleidomastideo (ECM) e fibras superiores do msculo trapzio (TP), por serem msculos cervicais superficiais e que desempenham importante funo na postura da cabea e pescoo. Os testes utilizados para a avaliao da atividade eltrica do msculos esternocleidomastideo e trapzio so descritos abaixo:

1 - T1 (Teste de repouso): a criana era orientada a permanecer em repouso, sentada em posio relaxada, durante todo o perodo de tempo do registro eletromiogrfico (3 segundos).

2 - T2 (Teste de correo postural): o examinador orientava a correo postural da criana, na posio sentada, de modo a estabelecer um alinhamento da orelha com ombro, cotovelo, mo e articulao coxofemoral. As crianas foram examinadas sentadas, confortavelmente, em uma cadeira, com a cabea naturalmente posicionada e o olhar direcionado para frente. Para a captao de registro eletromiogrfico foram utilizados eletrodos de superfcie, da marca DUOTRODE, descartveis, fixados no tero mdio dos msculos esternocleidomastideos direito e esquerdo, aproximadamente a trs centmetros da sua insero no processo mastideo, seguindo orientao de MIRALLES et al (1998).

Nos msculos trapzios direito e esquerdo, os eletrodos foram fixados sobre as suas fibras superiores, na regio supra-escapular. Previamente fixao dos eletrodos, procedia-se a higiene da pele do local com lcool etlico a 96 GL.

Para evitar interferncia eletromagntica durante o exame e para proteo do paciente, foi fixado em seu antebrao um eletrodo metlico untado com gel ligado a um fio terra. O equipamento utilizado para os exames eletromiogrficos pertence ao Departamento de Morfologia - Laboratrio de Pesquisa em Eletromiografia da UFSM e constitui-se de um amplificador de quatro canais, uma placa de converso analgico-digital modelo CAD10/26 e um programa de aquisio e processamento matemtico de dados desenvolvido pela Lynk Tecnologia Eletrnica Ltda [Doado ao Departamento de Morfologia pela FAPERGS (proc.n 94/0975.9) CNPq (proc. n 520 119 95.9)]. A regulagem do equipamento utilizada seguiu as especificaes padro, ou seja: Freqncia de amostragem por canal de 4.000 Hz; Resoluo do conversor A/D de 10 Bits; Filtro Passa-alta de 10 Hz; Filtro de Passa-baixa de 2.000 Hz; Ganho de 5.000; Faixa de visualizao entre + 1.000 e - 1.000 microvolts; Velocidade de deslocamento do feixe de 15 ms/diviso. Os resultados do exame foram quantificados em RMS (raiz quadrada da mdia) pelo prprio programa de aquisio de dados e expressos em microvolts. A anlise dos resultados foi realizada por meio do clculo da mdia aritmtica e desvio-padro dos valores obtidos no grupo de respirador bucal e nasal e organizados em tabelas. Para anlise comparativa dos resultados obtidos nos grupos estudados, foi utilizado o teste estatstico no-paramtrico de KRUSKALL-WALLIS (STEEL & TORRIE, 1960), para dados independentes, o qual melhor se adequou ao tratamento dos dados pela variabilidade dos seus valores. O nvel de significncia foi fixado em 5% (p < 0,05). Para destacar os valores significantes, utilizamos um asterisco (*) em 5% (p<0.05).

RESULTADOS



Na Tabela 1, so apresentados os resultados dos registros eletromiogrficos dos msculos esternocleidomastideos direito e esquerdo e trapzios direito e esquerdo, durante teste de repouso (T1) de ambos os grupos.

Houve diferena significante entre as mdias dos grupos I e II (p < 0,05) na avaliao de todos os msculos estudados. Na Tabela 2, so apresentados os resultados dos registros eletromiogrficos dos msculos esternocleidomastideos direito e esquerdo e trapzios direito e esquerdo durante o teste de correo postural (T2), de ambos os grupos do estudo. Houve diferena significante entre as mdias dos grupos I e II (p < 0,05).

DISCUSSO

Os resultados que obtivemos sugerem que a obstruo nasal provoca uma alterao na postura da cabea e para isto, os msculos esternocleidomastideo e trapzio precisam manter-se em estado de contrao e, conseqentemente, com maior atividade eltrica. Alm disso, a obstruo nasal pode levar a um maior esforo inspiratrio e, conseqentemente, aumento da atividade da musculatura inspiratria acessria. Nossos resultados concordam com os relatos de MANNHEIMER & ROSENTHAL (1997), sobre o aumento da rotao cranial posterior durante a obstruo nasal em indivduos normais.

Esta rotao cranial posterior devese a contrao dos msculos esternocleidomastideo e trapzio superior, por serem estes considerados msculos extensores da cabea e da coluna cervical para muitos autores (SOUSA, 1958; ROCABADO, 1979; KAPANDJI, 1980; SOLOW & SIERSBAEK-NIELSON, 1992; HRUSKA, 1997; KHALE et al, 1998). A extenso progressiva da cabea, com aumento do ngulo crnio-cervical, observada em pacientes com estreitamento da passagem nasofarngea tm sido relatados por vrios autores (VIG, 1980; SOLOW, 1984; HELLSING, 1986; SARTOR, 1995), sendo tambm o que constatamos, pela maior atividade eletromiogrfica registrada nos msculos extensores da cabea e pescoo dos respiradores bucais. Nossos achados concordam com os registros obtidos por FORSBEG (1985), pois o autor observou aumento da atividade eletromiogrfica dos msculos esternocleidomastoideo durante a posio da cabea em 20 de extenso, enquanto durante a flexo, no houve alterao. Porm, HELLSING (1986) em estudo semelhante, verificou uma extenso de 2, 4 a 3 da cabea durante a obstruo das vias areas, sendo que esta no foi estatisticamente significante. O autor atribuiu este resultado ao curto perodo de durao do experimento (30 minutos). Por outro lado, VIG (1980) observou 5 de extenso da cabea aps duas horas de obstruo nasal, o que confirma a necessidade de posicionar a cabea em extenso mediante a obstruo nasal. Por outro lado, nossos resultados discordam de WEBBER et al (1981), que no observaram reduo da resistncia area nasal com a extenso da cabea, induzida artificialmente, em 15 indivduos normais do sexo masculino.

Cabe comentar que o tempo do experimento foi de 20 minutos, o que poderia ter sido insuficiente para alterar a resistncia nasal, conforme relatos de HELLSING et al (1986). Nossos resultados tambm esto de acordo com as afirmaes de MANNHEIMER & ROSENTHAL (1997), que consideraram a hiperatividade e o encurtamento do esternocleidomastideo um dos principais efeitos da posio ceflica anteriorizada.

ARAGO (1988) tambm considerou que a flexo do pescoo para frente compromete toda a musculatura do pescoo e cintura escapular, ficando a coluna cervical retificada. BASMAJIAN & DE LUCA (1985) afirmaram que qualquer msculo que auxilia a manter o indivduo em bipedestao mostra vrios graus de atividade eltrica, mas no observou atividade eltrica no msculo trapzio e estenocleidomastideo na posio relaxada.

Os resultados que obtivemos concordam com esta observao, uma vez que a atividade eltrica de repouso foi mnima no grupo controle. Os msculos estticos evoluem para a hipertonicidade, encurtamento e perda da flexibilidade, principalmente os msculos que em situaes de esforo, no atingem a posio de repouso.

Esta afirmao de SOUCHARD (1989) justifica o aumento da atividade eltrica de repouso nos msculos estudados no grupo de respiradores bucais, onde j h cronicidade na retrao.

KENDALL & Mc CREARY (1990) tambm consideraram que os msculos esternocleidomastideos permanecem encurtados quando a cabea est posicionada frente. A inclinao posterior da cabea ativa os msculos anteriores do pescoo, segundo LEHMKHUL & SMITH (1989). Nossos resultados so concordantes com esta observao, pois verificamos maior atividade no grupo de respiradores bucais, os quais apresentaram a posio da cabea em rotao posterior.

Por outro lado, discordam de ARNOLT (1991), uma vez que este autor considerou que a hipotonia muscular generalizada caracterstica dos respiradores bucais. Os resultados que obtivemos demonstram maior atividade eltrica dos msculos estudados no teste de correo postural em crianas respiradoras bucais, ou seja, o emprego de maior esforo muscular para promover o alinhamento da postura corporal. MACCONKEY (1991) descreveu que a postura normal, numa vista lateral, em bipedestao, deve alinhar o malolo lateral com joelho, quadril, ombro e meato auditivo externo.

No adotamos a posio de bipedestao devido influncia que esta poderia determinar na atividade de repouso dos msculos examinados. O alinhamento postural padro deve envolver uma quantidade mnima de esforo e sobrecarga e conduzir a uma mxima eficincia no uso do corpo, afirmaram KENDALL & MC CREARY (1990). Nossos resultados concordam com a literatura, a qual considerou que a postura da cabea o fator mais importante no estabelecimento de uma boa postura (BARLOW, 1956).

Assim, tendo as crianas respiradoras bucais alterao na postura da cabea (ROCABADO, 1979;VIG, 1980; SOLOW, 1984; BLUESTONE Apud ROCABADO, 1984; FORSBERG, 1985; HELLSING, 1986; SOLOW & SIERSBAEKNIELSON, 1992; SARTOR, 1995; HRUSKA, 1997), toda a postura corporal pode estar alterada.

Esta observao foi constatada por vrios autores (BARLOW, 1956; ARAGO, 1988; CANONGIA, 1990; BISCIONI, 1994; MARCHESAN, 1994; SARTOR, 1995; BIENFAIT, 1995; KRAKAUER, 1997). VIG, 1980; ROLF, 1990 e SARTOR, 1995 citaram a relao da funo fisiolgica dos sistemas respiratrio, sensorial e estomatogntico com a posio anatmica do crnio e toda a postura corporal (CANONGIA, 1990), Nossos resultados confirmam as observaes destes autores, uma vez que observamos maior atividade eletromiogrfica dos msculos cervicais para a correo postural nas crianas respiradoras bucais. MACCONKEY (1991) afirmou que a ocluso dentria determina a posio da mandbula, a qual determina a posio do crnio na coluna cervical e, assim sucessivamente. Os achados deste estudo concordam com esta constatao, pois as crianas respiradoras bucais, com alterao na posio da cabea, tambm apresentam malocluso dentria (ROCABADO, 1979; BISCIONI; CANONGIA, 1990; MARCHESAN, 1994; SARTOR, 1995). A maior atividade eltrica dos msculos cervicais para manter o alinhamento corporal confirma os resultados do estudo fotogrfico realizado por KRAKAUER (1997), quando observou a permanncia das alteraes na postura corporal das crianas respiradoras bucais aps os 08 anos de idade, o que no ocorreu nas crianas respiradoras nasais. Devido ao aspecto sindrmico da respirao bucal, autores como BISCIONI (1994), ROCABADO (1979) e HRUSKA (1997) destacaram a importncia da interveno multidisciplinar para uma abordagem global, dentro de um contexto de solidariedade e interdependncia.

Os resultados que obtivemos concordam com esta observao, pois demonstram que as alteraes decorrentes da respirao bucal no se restringem ao sistema estomatogntico, uma vez que ocorrem alteraes na musculatura cervical com repercusso em toda postura corporal. SOUCHARD (1989) comentou que a hipertonia, rigidez e encurtamento dos msculos inspiratrios acessrios modificam a posio da nuca, dos ombros e do dorso.

Esta observao est de acordo com os nossos resultados, pois os respiradores bucais apresentaram maior atividade eltrica dos msculos esternocleidomastideo e trapzio (inspiratrios acessrios) tanto no teste de respirao nasal, como no teste de correo postural. KENDALL & MC CREARY (1990) afirmaram que uma postura anteriorizada da cabea deve-se ao encurtamento dos msculos esternocleidomastideo, o qual constitui um fator constante a manter a parte em alinhamento incorreto, independente da posio do corpo.

Nossos achados esto de acordo com estes autores, pois os esternocleidomastideos mostraram maior atividade eltrica de repouso, o que demonstra o seu encurtamento e, conseqentemente, a repercusso deste em todo o alinhamento corporal.

MANNHEIMER Y ROSENTHAL (1997) tambm atriburam as posturas inadequadas aos encurtamentos ou distenses musculares. Por outro lado, ASHER (1976) considerou que a criana tem um perodo de intensa mobilidade a partir dos seis anos e um perodo mais esttico na faixa de 10 anos para as meninas e 11,5 anos para os meninos, quando ocorre lentamente a estabilizao do padro de postura e as tentativas de ajustar-se definitivamente gravidade.

Portanto, as alteraes posturais da criana nesta faixa etria so consideradas mudanas no desenvolvimento e no justificam correo.

CONCLUSO

A partir da avaliao eletromiogrfica dos msculos esternocleidomastideo e trapzio (fibras superiores) em crianas respiradoras bucais e nasais, foi possvel estabelecer as seguintes concluses:

1 - Os msculos esternocleidomastideo e trapzio superior apresentam alteraes no padro de atividade em crianas respiradoras bucais, quando comparadas s respiradoras nasais.

2 - Os msculos esternocleidomastideo e trapzio superior desenvolvem hiperatividade nas situaes de repouso e correo postural, em crianas respiradoras bucais.

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* Professora do Departamento de Fisioterapia e Reabilitao Universidade Federal de Santa Maria UFSM/RS.
** Professora do Departamento de Morfologia e Chefe do Laboratrio de Eletromiografia UFSM/RS.
*** Professora do Departamento de Otorrino-fonoaudiologia UFSM/RS.

Trabalho desenvolvido no Laboratrio de Eletromiografia da Universidade Federal de Santa Maria e apresentado no X Simpsio Internacional de Fisioterapia Respiratria
em Gramado (RS), em Setembro de 2000.
Endereo para correspondncias: Eliane Corra Ribeiro Rua Tuiuti, 2462 - Apto. 803 Santa Maria /RS CEP 97050-420 E-mail: ecorrib@ccs.ufsm.br
Artigo recebido em 17 de setembro de 2002. Artigo aceito com modificaes em 1 de dezembro de 2002.
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