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Ano: 2004  Vol. 8   Num. 1  - Jan/Mar Print:
Documentao Fotogrfica Digital em Otorrinolaringologia
Digital photographic documentation in Otolaryngology
Author(s):
Alessandro Murano Ferr Fernandes*, Leonardo da Silva**, Roberto Cludio B. Oliveira***, Paulo Roberto Lazarini****, Fernando de Andrade Quintanilha Ribeiro*****.
Palavras-chave:
otorrinolaringologia, fotografia, documentao, recursos audiovisuais.
Resumo:

Introduo: O aparecimento da fotografia digital revolucionou a forma de obter imagens, atingindo diretamente a rea mdica. A grande praticidade e melhoria da qualidade das imagens so comparadas s obtidas em cmeras tradicionais de 35mm e tm conquistado espao crescente no meio otorrinolaringolgico. Objetivo: Descrever alguns aspectos tcnicos da documentao cientfica digital e facilitar a aquisio e armazenamento de imagens de boa qualidade. Comentrios: A tecnologia digital permite a aquisio de imagens de boa qualidade, incrementando a documenta o mdica otorrinolaringolgica.

INTRODUO

Os mtodos de documentao fotogrfica cientfica tm apresentado avanos importantes nos ltimos anos. O desenvolvimento tecnolgico associado ao surgimento da informtica tem proporcionado mudanas na forma de documentar, armazenar e enviar informaes mdicas. Entretanto, grande parte dos profissionais no se sente preparada para ingressar no mundo digital.

O conhecimento necessrio para lidar com a fotografia digital, com softwares de edio de imagem e a existncia de grande variedade de cmeras no mercado faz com que o mdico se iniba em utilizar este novo aparato, permanecendo com os mtodos tradicionais de documentao. O objetivo deste trabalho descrever alguns aspectos tcnicos da documentao cientfica digital e facilitar a aquisio e armazenamento de imagens de boa qualidade.

HISTRICO

O aparecimento da fotografia digital ocorreu durante a dcada de 60, quando a NASA (National Aeronautics and Space Administration) comeou a converter sinais analgicos enviados por sondas espaciais em sinais digitais de imagens da superfcie lunar.

Ao mesmo tempo, a tecnologia digital foi utilizada em satlites espaciais com objetivo de espionagem. A resoluo mxima destas cmeras era de 640x480 pixels, gerando fotos com 0,3 megapixels.

Em 1972, a Texas Instruments patenteou a primeira cmera eletrnica sem filme e em 1981 a Sony produziu a Mavica, a primeira cmera eletrnica comercializada em que as imagens eram gravadas em mini-disk, transferidas para um leitor e enviadas para um monitor e uma impressora.

Esta cmera no foi considerada uma verdadeira cmera digital, porm iniciou a revoluo que a desenvolveu. Em meados de 1970, a Kodak criou um sensor em estado slido que convertia a luz em imagem digital. Posteriormente, em 1986, inventou o primeiro sensor que era capaz de gerar 1.4 megapixel de resoluo e produzir fotos digitais com tamanho de 12,5x17,5 cm. Em 1987 desenvolveu o sistema de fotoCD, destinado a padronizar as cores, em ambiente digital, de computadores e perifricos. Em 1991, produziu juntamente com a Nikon a primeira cmera digital profissional destinada ao uso jornalstico, com sensor capaz de gerar resoluo de 1.3 megapixel. As primeiras cmeras digitais destinadas ao consumidor comum e que apresentavam integrao ao computador pessoal foram a Apple QuickTake 100 (1994), a Kodak DC40 (1995), a Casio QV-11 (1995) e a Sony Cyber- Shot Digital Still Camera (1996).

Nesta poca, a Kodak iniciou uma campanha para introduzir a idia da fotografia digital ao consumidor comum e recebeu a colaborao da Kinko e da Microsoft na elaborao de software destinado criao de imagens digitais.

Posteriormente a Hewlett- Packard desenvolveu a primeira impressora jato de tinta com intuito de complementar as imagens adquiridas em cmeras digitais com a impresso em papel. Desde ento, crescentes avanos tm ocorrido no desenvolvimento da fotografia digital, com reduo no tamanho e aprimoramento nas caractersticas tcnicas e na qualidade das imagens (1).

DISCUSSO

A documentao fotogrfica cientfica vem sendo preocupao de mdicos de diversas especialidades h vrios anos (2).

A possibilidade de divulgao do conhecimento, facilitao do aprendizado, a troca de experincia entre profissionais e mesmo a documentao com intuito mdico legal so pontos relevantes da prtica mdica (2,3). A forma atual mais utilizada para a documentao cientfica a obteno de imagens com cmeras fotogr- ficas de 35mm. Estas cmeras produzem fotos de boa qualidade, porm necessitam da revelao dos filmes para observao dos resultados.

O aparecimento da informtica e da tecnologia digital transformou a documentao cientfica, permitindo maior agilidade e facilidade na aquisio e edio das imagens, bem como comodidade no seu armazenamento, transmisso e divulgao (2,4,5). O conhecimento e o investimento necessrios para adquirir e utilizar um equipamento digital faz com que o mdico ainda mantenha mtodos tradicionais de documentao.

Entretanto, em nossa experincia, aps pouco tempo de uso, a cmera digital tornou-se o mtodo preferido de aquisio de imagens. As diferenas bsicas entre as cmeras de 35 mm e as cmeras digitais esto na forma de adquirir, processar e armazenar as imagens.

Enquanto as primeiras produzem fotos pela impresso da imagem do objeto atravs da ao da luz em materiais sensveis (filmes), as cmeras digitais convertem as imagens em sinais eltricos, armazenando estas informaes em um chip ou em um dispositivo de armazenamento externo (disquete, cd, carto de memria, etc). O componente principal da cmera digital o CCD (Charge Coupled Device), responsvel pela aquisio da imagem. O CCD uma placa de silicone slido composta por diodos fotossensveis que transformam intensidade de luz em valores de voltagem, armazenados em uma escala de cinza.

Sobre esta escala so adicionadas cores produzidas por filtros colocados em frente aos diodos. O sistema mais usado o RGB, no qual a intensidade de luz filtrada com os filtros vermelho, verde e azul processada e gravada para a produo das cores da imagem.

Algumas cmeras captam suas imagens utilizando o sistema CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor), com a mesma funo do CCD, porm com menor consumo de energia. Este mtodo de captao no to conhecido e acredita-se que no futuro venha a ser mais difundido entre as cmeras digitais. Cada diodo existente no CCD corresponde a um pixel ou uma unidade de informao. Pixel uma abreviatura das palavras inglesas picture element e representa a menor unidade grfica de uma imagem. Corresponde a um ponto na imagem e se assemelha ao gro de prata do filme convencional. A resoluo das cmeras digitais indicada pela densidade do nmero de diodos presentes no CCD, isto , pela densidade do nmero de pixels.

Esta densidade expressa por dois nmeros que significam a quantidade de pixels localizados nos eixos horizontal e vertical do CCD.

Uma cmera com resoluo de 1800x1600, por exemplo, possui 2,8 megapixels de resoluo. A resoluo necessria para uma boa imagem depende do tipo de documentao proposta.

Imagens que no necessitam grandes detalhes podem ser documentadas com menores resolues, porm fotos que requerem riqueza de detalhes e grandes ampliaes devem ser obtidas com resolues maiores.

Cmeras que geram fotos com baixa resoluo produzem imagens com qualidade ruim e, quando ampliadas, apresentam um efeito tipo mosaico chamado de pixelizao.

Este efeito provoca a deteriorao dos contornos do objeto e perda das caracter sticas de sua superfcie e constituio, removendo aspectos essenciais para a documentao cientfica (Figura 1). Atualmente, as cmeras digitais possuem maior resoluo e preciso, com possibilidade de ajuste capazes de equiparar e at superar as cmeras tradicionais de 35mm (2,6,7).

Diversos autores tm observado equivalncia na qualidade entre estes dois tipos de cmeras, sendo empregadas em diversas especialidades mdicas (8).

As cmeras digitais profissionais podem chegar a uma resolu- o de at 13 megapixel, porm o elevado custo e a grande complexidade de recursos limitam a utilizao destes equipamentos a fotgrafos e profissionais habilitados. As cmeras de 35mm necessitam de um filme que, depois de comprado e instalado, precisa ser revelado em laboratrio.

As fotos so guardadas em papis fotogrficos ou em forma de diapositivos, ocupando espao fsico e tendo tempo determinado de durao. As modificaes ou correes so difceis de serem feitas, requerendo profissionais e equipamentos especializados. As cmeras digitais, em contrapartida, no utilizam filmes ou revelaes. As fotos so visualizadas de imediato, permitindo a rpida anlise dos resultados da documentao. So arquivadas digitalmente, sem ocupar espao. Podem ser transferidas diretamente para o computador e facilmente modificadas e corrigidas por programas de edio de imagem (2,3,5,9,10).

Caso a foto no mostre o resultado planejado, pode ser simplesmente apagada e novas tentativas podem ser feitas at que se obtenha a imagem desejada. Havendo a necessidade de documentao em papel, as fotos podem ser impressas em impressoras jatos de tinta ou laser, utilizando-se papis especiais para impress o fotogrfica.

Nos casos em que se exige fotos com qualidade semelhante s obtidas em cmeras 35mm, as imagens digitais devem ser adquiridas em alta resoluo e impressas em laboratrios especializados (10). No meio acadmico, em que a transmisso do conhecimento requer a complementao com ilustraes, as cmeras digitais so ainda mais necessrias.

As imagens obtidas podem ser rapidamente transferidas ao computador e inseridas em programas destinados a apresentaes e aulas, sem a necessidade de revelao, confeco de slides ou utilizao de scanner. A troca de informaes e discusses de casos entre profissionais tambm facilitada pelo mtodo digital. Fotos podem ser anexadas em mensagens eletrnicas e enviadas a qualquer parte do mundo em poucos segundos, sem onerar o remetente ou o destinatrio (3). A cmera adequada para a documentao mdica deve ser de fcil manuseio, pois na maioria das vezes as imagens so adquiridas em consultrio ou durante a realiza o de procedimentos cirrgicos.

As cmeras com ajuste automtico e que tambm possibilitam ajustes manuais so as mais indicadas para este tipo de uso. Os ajustes autom- ticos produzem fotos de boa qualidade, com grande rapidez e so utilizadas na maioria das situaes. Entretanto, em ambientes que apresentam condies atpicas ou inadequadas (baixa luminosidade, iluminao com luz fluorescente ou fosforescente) ou em fotos que precisam ser tiradas muito prximas do objeto, so necessrios ajustes manuais para sua aquisio. A documentao fotogrfica realizada em otorrinolaringologia apresenta situaes que requerem cmeras com caractersticas especficas.

As estruturas analisadas geralmente possuem pequenas dimenses e necessitam de grandes ampliaes para exposio de seus detalhes. Em diversos momentos, as fotos devem ser tiradas muito prximas do objeto e em campo de viso restrito, sendo necessrio ajustar o foco adequadamente a curtas distncias. Portanto, uma boa resoluo e a presena da funo macro devem ser itens primordiais para que boas imagens sejam obtidas.

Alm disto, ela deve possuir grande sensibilidade luz, pois muitas fotos so feitas em cavidades onde h grande deficincia de iluminao. Imagens pormenorizadas da cadeia ossicular, de pequenas leses da cavidade nasal ou oral, materiais removidos durante procedimentos cirrgicos, modifica- es na superfcie e alteraes na vascularizao das estruturas so exemplos da necessidade destas funes (Figura 2). A existncia de um adaptador para flash auxiliar externo (hot shoe) facilita fotos obtidas em locais amplos e com pouca iluminao, em que o flash da prpria cmera no capaz de produzir uma iluminao eficiente.

Entretanto, este recurso encontrado apenas em cmeras mais equipadas e de maior custo. O adaptador de flash externo tambm pode ser usado para a utilizao de um flash circular, prprio para documentao de imagens da cavidade oral. Alguns autores referem que o uso do flash externo pode provocar iluminao excessiva, diminuindo a sombra natural da imagem e reduzindo os detalhes. Uma forma de fornecer uma boa iluminao sem perda de detalhes ou causar excesso de iluminao utilizar uma fonte de luz acessria que possa ser posicionada prxima ao objeto.

O uso de pticas rgidas supridas com fonte de luz fornece uma iluminao direcionada e com controle de sua intensidade, proporcionando imagens com cores mais naturais e com maior nitidez das estruturas (Figuras 3 e 4). Cmeras fotogrficas digitais tambm podem ser usadas para documentao de exames radiolgicos. A aquisio de imagens de tomografia computadorizada, ressonncia magntica ou mesmo de raios-X simples podem ser feitas bastando colocar o exame diretamente no negatoscpio.

Neste caso, no se deve usar o flash para que no haja reflexo da luz (Figura 5). A possibilidade de gravao de filmes de curta durao com som outra caracterstica desejvel encontrada em algumas cmeras digitais.

Em diversas situaes que necessitam de apenas alguns segundos ou minutos de gravao, o uso de uma filmadora pode ser dispensado. Avaliao da evoluo da movimentao facial nos casos de paralisia facial perifrica, documentao de alteraes vocais nos casos de disfonia, avaliaes posturais e de marcha das doenas labirnticas so exemplos da utilidade desta funo. As imagens digitais, alm de teis para o mdico, podem ser exibidas aos pacientes para discusses em relao a procedimentos a serem adotados e para compara o entre os achados pr e ps-operatrios. Alguns itens devem ser lembrados antes de se adquirir uma cmera digital.

Dependendo do uso do equipamento, os pontos relacionados abaixo devem ter maior ou menor influncia durante a anlise e devem ser lembrados para evitar frustraes com os resultados das imagens:

Iluminao

A iluminao o fator mais importante para a aquisio de boas imagens.

Algumas cmeras apresentam dificuldades de captao em locais pouco iluminados e podem mostrar-se deficientes durante a visualizao do objeto com o visor de cristal lquido.

Cmeras sensveis a pouca luminosidade so recomendadas e podem suprir dficits de iluminao em diversas situaes durante a documentao. Diferenas nos tipos de iluminao e em seu posicionamento podem causar mudanas significativas na qualidade das imagens.

Fotos em que se deseja realar os detalhes anatmicos de superfcie, como a face, regio cervical ou pavilho auricular, devem ser feitas com tipo de iluminao que produza grandes contrastes, com aparecimento de texturas e linhas com contornos bem demarcados.

Diz-se que a luz necessria uma luz dura e nestes casos o uso do flash comum o recomendado (11). importante que o posicionamento da cmera em relao ao objeto e o tipo de iluminao sejam constantes e realizados sempre com a mesma metodologia. Desta forma, os resultados tambm sero constantes e previs- veis, podendo ser comparados e analisados.

O uso do trip e a padronizao da distncia entre a cmera e o objeto podem auxiliar nas documentaes. As cmeras mais recentes possuem capacidade de ajuste do tipo de iluminao (fosforescente, fluorescente, dia, noite) e produzem fotos com cores mais reais.

Resoluo

A resoluo um item fundamental para aquisi- o de imagens com boa definio. Fotos com resoluo entre 1,5 e 2,7 megapixels so indicadas para a grande maioria das documentaes.

Resolues acima de 2,7 megapixels so indicadas para captura de imagens de objetos pequenos ou objetos que requerem maiores ampliaes e detalhes mais precisos (12). Um exemplo pode ser visto nas figuras 6 A e 6 B. Fotos utilizadas em programas para apresentaes e aulas, contrariamente s imagens destinadas a publicaes, no requerem grandes resolues e podem ser arquivadas com menores tamanhos.

Bateria

O consumo de energia das cmeras digitais muito alto, especialmente com o visor de cristal lquido (LCD) ativado.

A maioria das cmeras digitais atuais provida com baterias de ltio, que possuem maior tempo de uso e evitam recargas freqentes. Algumas mquinas ainda so munidas com pilhas e, neste caso, deve-se optar pelo uso de baterias recarregveis compostas de nquel-cdmio(NiCd) ou de nquel-metal-hidreto (NiMH), que possuem maior durao de uso. Indicadores no monitor informando com preciso o tempo restante de uso da bateria so muito teis e evitam situaes imprevistas de falta de energia durante a documenta o. As cmeras normalmente vm acompanhadas por um adaptador de rede eltrica, que auxilia no suprimento de energia nos casos de uso prolongado. Entretanto, restringem a mobilidade do equipamento e podem levar a riscos de contaminao em ambientes asspticos (2).

Funo macro

Macro o termo utilizado para designar fotos obtidas prximas ao objeto, isto , fotos em que a distncia entre a cmera e o objeto esteja abaixo de 20 cm. Esta caracter stica de grande importncia para os profissionais que desejam fotos de objetos pequenos com grande preciso. Para o otorrinolaringologista, que lida com pequenas estruturas e valoriza os mnimos detalhes, esta uma funo crucial e deve fazer parte das caractersticas da cmera. Mquinas com boa funo macro devem adquirir imagens ntidas a uma distncia abaixo de 10 cm do objeto.

Fotos de leses em cavidade oral, por exemplo, requerem uma excelente funo macro.

Zoom

Podemos encontrar dois tipos de zoom nas cmeras digitais: o zoom ptico e o zoom digital.

O zoom ptico determinado pela capacidade de mudana de comprimento focal da lente e, portanto, amplia a imagem paralelamente qualidade.

O zoom digital representa apenas a magnificao da imagem, sem incremento da qualidade. Neste caso, a imagem sofre aumento por interpolao, em que o software da cmera cria pixels intermedirios entre os existentes no CCD, aumentando artificialmente seu nmero para ampliar e aproximar a imagem, o que provoca perda de qualidade. As cmeras digitais atuais apresentam tanto o zoom ptico como o zoom digital, sendo sua funo zoom descrita como o produto destes dois tipos (zoom de 10X zoom ptico de 2X e zoom digital de 5X, por exemplo). Para imagens com boa qualidade e sem distores, devese optar por cmeras que apresentem um bom zoom ptico.

Foco automtico / foco manual

O foco com ajuste automtico muito prtico, sendo utilizado na maioria das situaes. Permite aquisi- es rpidas e de boa qualidade, sem necessidade de grandes modificaes para obteno das imagens. O foco com ajuste manual no encontrado em todas as cmeras e requer maior tempo de exposio e experincia na sua utilizao.

Entretanto, importante em algumas circunst ncias, como locais com baixa luminosidade ou fotos prximas do objeto, em que o foco automtico impossibilita imagens ntidas e de boa qualidade. Abertura e velocidade A abertura e velocidade do diafragma so ajustes que requerem experincia para serem usados. Para o otorrinolaringologista, podem ser teis em fotos com pouca luz e que se deseja iluminao suficiente para maior nitidez. Maiores aberturas e menores velocidades do diafragma podem proporcionar melhores condies de ilumina o e gerar fotos com melhor qualidade. Formato e compactao de Arquivos Muitas cmeras possibilitam a escolha do formato da imagem a ser arquivada.

O formato determina a forma de arquivamento e a compactao empregada, sendo os mais utilizados o JPEG, o TIFF e o RAW. Dependendo do formato escolhido pode haver maior ou menor compactao da imagem, o que implica em perda de informaes e, conseqentemente, em perda de qualidade. Quanto maior a compactao, menor a qualidade. O formato JPEG (Joint Photographic Experts Group) o mais utilizado. encontrado na maioria das cmeras, produzindo boas compactaes.

Entretanto, gera perdas de qualidade por descartar informaes relativas imagem (3). O formato TIFF (Tagged Image File Format) o mais adequado para imagens originais, fotos com grandes detalhes e para publicaes. No produz compactao nos arquivos e a perda de qualidade quase inexistente.

A desvantagem est no grande espao utilizado para seu arquivamento. O formato RAW encontrado apenas em cmeras semiprofissionais e profissionais.

Diferentemente dos outros formatos, a foto no processada e todas as informa- es relativas ela so transferidas intactas para o computador. o formato desejado do fotgrafo profissional que pode utilizar vrias ferramentas para melhorar ou modificar a imagem. O arquivamento em JPEG o mais comumente utilizado e preenche bem os quesitos de qualidade exigidos para uma boa documentao.

Para situaes excepcionais, que exigem qualidade extrema, o formato TIFF deve ser o de escolha (2). Armazenamento e transferncia de imagens O armazenamento das imagens pode ser feito de duas formas: a) diretamente na cmera, por meio de uma placa de memria interna.

Estas cmeras so mais simples, com menor resoluo e com pouca capacidade de armazenamento. b) dispositivos de armazenamento externo. Os dispositivos de armazenamento externo so os meios mais empregados e diferem entre as cmeras existentes: Disquete o armazenamento em disquete propicia facilidade de transferncia para o computador, porm possui pouca capacidade de armazenamento, podendo dispor de apenas 1,44 megabyte de informaes. Cmeras com este mtodo de armazenamento comumente possuem baixa resoluo. MiniCD poucas cmeras empregam esta forma de armazenamento.

O disco utilizado nestas mquinas possui 8cm de dimetro e capacidade de at 156 megabytes, sendo comparativamente menores e com menor capacidade de armazenamento que um CD de gravao normal. Cartes de memria a forma mais comum de armazenamento. Devido ao pequeno tamanho, permitem cmeras com dimenses menores.

Os cartes de memria podem conter at um gigabyte de informaes, com o arquivamento de maior quantidade de fotos com maior resoluo. Existem vrios tipos de cartes de memria, sendo o memory stick (MS), o compact flash (CF), o secure digital (SD) e o smartmedia (SM) os mais comuns. A transferncia das imagens se faz por meio de conexo direta com o computador, intermediada por um software adquirido com a cmera.

A conexo, em geral, feita pela porta USB, com boa velocidade de transferncia e sem dificuldades de acesso. Outra forma de transferncia por meio de leitores de cartes de memria.

Estes leitores podem ser conectados a qualquer computador com rpida transferncia das imagens (Figura 7).















COMENTRIOS FINAIS

Todas as caractersticas apresentadas so importantes na compra de uma cmera digital, porm a cmera perfeita no existe. Cada modelo existente possui qualidades peculiares em relao aquisio da imagem e a escolha dever conduzir quela que atenda as necessidades especficas de cada profissional. O custo destas cmeras ainda elevado em comparao com as cmeras de 35 mm, porm a praticidade e desnecessria compra e revelao de filmes fotogrficos deve ser levada em considerao. Embora parea um desafio aos profissionais mais conservadores, a tecnologia digital o mtodo mais gil e prtico na aquisio de imagens e em futuro muito prximo, dever tornar-se o mtodo de escolha para a documentao mdica.

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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* Professor Instrutor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericrdia de So Paulo. Mestre em Medicina pela Faculdade de Cincias Mdicas da Santa Casa de
Misericrdia de So Paulo.
** Professor Instrutor da Faculdade de Cincias Mdicas da Santa Casa de So Paulo. Doutor em Medicina pela Faculdade de Cincias Mdicas da Santa Casa de Misericrdia
de So Paulo.
*** Residente do 3 ano do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de So Paulo.
**** Professor Assistente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericrdia de So Paulo.
***** Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericrdia de So Paulo.

Instituio . Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericrdia de So Paulo.
Endereo para correspondncia: Dr. Alessandro Murano Ferr Fernandes . Santa Casa de Misericrdia de So Paulo . Depto. de Otorrinolaringologia . Rua Cesrio Mota
Jr, 112 . Pavilho Conde de Lara . 4 andar . So Paulo / SP . Telefax: (11) 222-8405 . E-mail: murano@uol.com.br
Artigo recebido em 14 de dezembro de 2004. Artigo aceito em 21 de janeiro de 2004.
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