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Ano: 2004  Vol. 8   Num. 4  - Out/Dez Print:
Original Article
Limiares de Audibilidade em Altas Freqncias em Indivduos com Queixa de Zumbido
High Frequency Thresholds in Subjects with Tinnitus Complaint
Author(s):
Fernanda Acaui Ribeiro Burguetti*, Angela Garcia Peloggia**, Renata Mota Mamede Carvallo***.
Palavras-chave:
distrbios de audio, zumbido, audiometria de altas freqncias.
Resumo:

Introduo: O zumbido uma sensao sonora no relacionada a uma fonte externa de estimulao. Diferentes procedimentos tm sido adotados para diagnosticar a sua etiologia, sendo que alguns autores relacionam o zumbido a uma disfuno coclear. Objetivo: A fim de obter informaes sobre o sistema coclear, o objetivo deste estudo foi determinar e analisar os limiares tonais para as freqncias de 9.000 a 20.000Hz em indivduos com queixa de zumbido. Mtodo: A casustica foi formada por 71 indivduos (142 orelhas) do gnero feminino com idade entre 20 e 60 anos e limiares audiomtricos de at 25 dBNA nas freqncias de 250Hz a 8.000Hz, que constituram os Grupos Estudo (56 orelhas de indivduos com queixa de zumbido) e Controle (86 orelhas de indivduos sem zumbido). Foram determinados os limiares auditivos em dBNA, para as freqncias de 9, 10, 12,5, 14, 16, 18 e 20 kHz para ambos os grupos. Resultados: Os resultados mostraram diferena estatisticamente significante entre as medidas obtidas nos dois grupos para as freqncias de 9, 10 e 12,5 kHz (p<0,05). As respostas do Grupo Estudo apresentaram limiares para altas freqncias em nvel de intensidade mais elevado em relao ao Grupo Controle. Concluso: Os resultados sugerem reduo no nvel de atividade de clulas ciliadas da regio basal coclear no grupo de portadores de zumbido em relao aos indivduos sem queixa.

INTRODUO

A cclea, rgo sensorial nobre, pode ser descrita como um analisador de freqncias caracterizado por um conjunto de trs canais justapostos em forma de espira. Est ligada orelha mdia pela janela oval, por onde a energia mecnica transmitida aos lquidos da cclea. Cada freqncia caracterstica ir promover um padro de deslocamento descrito como onda viajante, com capacidade de estimular melhor determinada regio da cclea.

As clulas sensoriais localizadas na regio estimulada so capazes de promover a transduo deste estmulo em sinal eltrico, que ser propagado pelas fibras do nervo auditivo que partem da regio coclear. Quanto mais alta a freqncia que atinge o sistema, mais restrita a estimulao regio basal da cclea. Disposto ao longo de seu eixo longitudinal, o rgo de Corti abriga clulas ciliadas internas e externas. As externas esto dispostas em trs camadas, sendo em nmero, aproximadamente o triplo das internas.

So basicamente efetoras, capazes de mudar o padro da membrana basilar, independente da ao das ondas viajantes, alterando sua prpria posio em relao membrana tectria, ao longo das diferentes regies de freqncia da cclea.

Essas aes facilitam ou diminuem a sensibilidade na seletividade de freqncia ao longo da cclea (1). A orelha humana capaz de detectar sons de altas freqncias at 20.000 Hz.

Clinicamente, em grande parte das afeces otolgicas, as avaliaes auditivas dos indiv- duos de diferentes faixas etrias tendem a revelar maiores comprometimentos em altas freqncias, resultantes do comprometimento da regio basal da cclea (2). A audiometria convencional permite a investigao dos tons puros nas freqncias de 125 a 8.000 Hz.

J a audiometria em altas freqncias auxilia na investigao das respostas basais da cclea, uma vez que avalia a audio para freqncias de 8.000 Hz a 20.000 Hz. Uma das principais aplicaes clnicas da audiometria em altas freqncias a monitorizao da audio em pacientes com presena ou suspeita de alteraes audiolgicas, tais como:

ototoxicose, seqela de otite mdia, insuficincia renal, presbiacusia, distrbios de processamento auditivo, investigao da audio de familiares de portadores de deficincia auditiva de origem gentica e monitorizao de indivduos com exposio freqente ao rudo (3,4). Outra aplicao da pesquisa de limiares em altas freqncias est na influncia das respostas da regio basal coclear sobre a gerao das emisses otoacsticas produto de distoro, em regies mais apicais da cclea. A audio em altas freqncias influencia as emisses otoacsticas por produto de distoro, mesmo as captadas por estimulao de freqncias mais baixas, devido ao fato de as emisses serem sensveis s mudanas sbitas nas clulas ciliadas externas (CCE).

A audiometria tonal convencional no to sensvel a estas pequenas varia- es das CCE, desta forma, alteraes em emisses otoacsticas na presena de audiometria convencional normal poderiam estar relacionadas a alteraes em altas freqncias (2). O estudo de HALL e HAYNES (2001) evidencia a importncia da realizao da avaliao da audio em altas freqncias acima de 10.000 Hz na presena de audiometria convencional e emisses otoacsticas normais em pacientes com zumbido. O zumbido uma sensao sonora produzida na ausncia de fonte externa geradora de som, na qual a leso das clulas ciliadas externas pode provocar aumento nos disparos das mesmas, estimulando as fibras nervosas de modo semelhante ao som real.

Pode ainda reduzir a inibio realizada pelo Sistema Nervoso Central (SNC), permitindo maior atividade neuronal espontnea no sistema auditivo (6,7). O zumbido pode ser explicado por meio de uma teoria neurofisiolgica associada a um modelo psicoacstico, baseado em uma leso perifrica na cclea ou no nervo auditivo (8).

Alguns autores referem que o zumbido pode decorrer da presena de clulas ciliadas externas danificadas e clulas ciliadas internas normais (5). O zumbido gerado por leso neurossensorial manifesta- se em situaes em que ocorre disfuno na cclea, principalmente nas estruturas neuroepiteliais do rgo de Corti em todo sistema nervoso auditivo. Alteraes no mecanismo de transduo mecano-eltrica nas clulas ciliadas do rgo de Corti e/ou na neurotransmisso ao longo da cadeia neuronal do sistema auditivo, podem gerar zumbido e tambm a disacusia neurossensorial.

No entanto, pode ocorrer que esta disfuno coclear no seja suficiente para ocasionar a perda da audio detectada na audiometria tonal convencional, no entanto pode estar presente na audiometria de altas freqncias, audiometria eletrofisiolgica e emisses otoacsticas (9). Sendo assim, este trabalho tem como objetivo determinar e analisar os limiares tonais para altas freqncias de 9.000 a 20.000 Hz em indivduos com queixa de zumbido.

MATERIAL E MTODO

Casustica

A casustica foi formada por indivduos selecionados dentre a populao atendida pelo Servio de Audiologia Clnica do Centro de Docncia e Pesquisa em Fonoaudiologia da FMUSP a partir dos seguintes critrios de incluso para ambos os grupos:

Ausncia de alterao timpanomtrica;

Presena de limiares audiomtricos de at 25 dB nas freqncias de 250 Hz a 8 kHz;

Logoaudiometria compatvel com os limiares tonais na audiometria convencional.

No Grupo Estudo, alm dos critrios anteriores, foram includos indivduos com queixa de zumbido, independente do tipo e tempo de incio, sem uso de tratamento medicamentoso. Foram selecionados 28 indivduos (56 orelhas) do gnero feminino com idade entre 20 a 60 anos, constituindo o Grupo Estudo. O Grupo Controle foi formado por amostra pareada por idade, incluindo um total de 43 indivduos (86 orelhas).

Para assegurar a homogeneidade na distribuio das idades em ambos os grupos, foi realizada anlise estatstica (ANOVA) verificando que no existe diferena mdia estatisticamente significante entre os grupos (Tabela 1). Todos os indivduos foram voluntrios para a aplica o do procedimento, tendo concordado em assinar termo de consentimento aprovado pela Comisso tica para Anlise de Projetos de Pesquisa do Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP, sob protocolo CAPPESQ N 368/98.

Equipamento

Audimetro GSI 61 Grason Stadler O equipamento permite a realizao de audiogramas nas freqncias de 250 a 20.000 Hz, estando de acordo com os seguintes padres: ANSI S3, 6-1989; ANSI S3, 431992; IEC 645-1 (1992); IEC 645-2 (1993); UL 544.

Para audiometria convencional (250 a 8.000 Hz) foram utilizados fones Telephonics TDH 50P com impedncia de 80 ohms e, para as altas freqncias (9.000 a 20.000 Hz) os fones Sennheiser HDA-200 com impedncia de 40 ohms.

De acordo com o manual do equipamento, as intensidades mnimas e mximas de sada em dBNA para cada freqncia so as apresentadas no Quadro 1.

Procedimento

Os indivduos que obedeceram ao critrio de incluso foram submetidos audiometria em altas freq ncias, com pesquisa dos limiares em 9, 10, 12,5, 14, 16, 18 e 20 Hz. A anlise estatstica foi realizada para comparao dos limiares auditivos do Grupo Estudo e do Grupo Controle a fim de estabelecer se estes valores foram estatisticamente iguais ou diferentes.

Alm disso, foi realizada a comparao entre os limiares em altas freqncias dos indivduos do Grupo Estudo de acordo com a localizao de zumbido bilateral, unilateral direita e unilateral esquerda. Para tanto, foi utilizada a comparao por meio da Anlise de Varincia (ANOVA) e da Correlao de Pearson. Para este estudo, foi adotado um nvel de significncia de 5%. As diferenas significantes foram assinaladas com asterisco (*) nas tabelas dos resultados.

RESULTADOS

Inicialmente foi realizada a anlise comparativa entre os limiares em altas freqncias das orelhas direita e esquerda, separadamente, no Grupo Estudo e no Grupo Controle. No foi observada diferena estatisticamente significante entre orelhas direita e esquerda, em ambos os grupos, permitindo uma anlise conjunta dos limiares como apresentado a seguir. Na Tabela 2 apresentada a anlise descritiva e comparativa (ANOVA) dos limiares (em dBNA) nas freq ncias de 9, 10, 12,5, 14, 16, 18 e 20 kHz em sujeitos do Grupo Estudo e do Grupo Controle.

Foi observada uma diferena estatisticamente significante nas freqncias de 9, 10 e 12.5 kHz de acordo com o valor-p. Para verificar o efeito da idade nos resultados obtidos foi realizada anlise por faixa etria em ambos os grupos, para todas as freqncias envolvidas no estudo. A Tabela 3 apresenta os resultados por faixa etria para o Grupo Controle e a Tabela 4 os resultados para o Grupo Estudo. Por meio dos resultados das Tabelas 3 e 4 foi possvel verificar que existe diferena entre as trs faixas etrias quando comparadas simultaneamente.

Na compara o das faixas duas a duas, foi observada diferena estatisticamente significante (p< 0,05) para todas as freq ncias, exceto em 9 kHz. Utilizando a tcnica de Correlao de Pearson, foi possvel verificar a relao existente entre idade e as freqncias em cada um dos grupos.

Considerando como BOA uma correlao acima de 60%, foi verificado que as altas freqncias mantm uma boa correlao com o efeito idade (Tabela 5). Na comparao entre os limiares em altas freqncias dos indivduos do Grupo Estudo segundo a localizao de zumbido bilateral, unilateral direita e unilateral esquerda foi evidenciada uma distribuio equilibrada (Tabela 6). Por meio da comparao dois a dois foi possvel determinar a no existncia de diferena entre tais localiza es (p>0,05). Sendo assim, os resultados obtidos no Grupo Estudo independem da condio de zumbido.











DISCUSSO

Este estudo privilegiou as respostas auditivas em altas freqncias em indivduos do gnero feminino. A literatura aponta diferenas entre limiares em altas freq ncias entre gnero feminino e masculino, com tendncia diminuio do nvel de intensidade nas respostas do gnero feminino (17).

Estudos em pacientes com zumbido tm sido realizados em casustica exclusiva envolvendo um dos gneros (18,19). A ausncia de diferenas significantes dos limiares em altas freqncias entre as orelhas direita e esquerda confirma resultados anteriores de outros estudos envolvendo este mtodo (17-20). Alguns estudos mostram que a idade interfere nas respostas audiometria tonal em altas freqncias, havendo um aumento deste limiar em funo do aumento da idade (10-13). Por meio da aplicao dos procedimentos de investigao de respostas para altas freqncias foi possvel verificar diferenas nos limiares audiomtricos entre os indivduos com e sem queixa de zumbido para todas as freqncias de 9.000 a 20.000 Hz. Os limiares foram significantemente diferentes entre os grupos nas freqncias de 9, 10 e 12,5 kHz , com limiares em nvel de intensidade mais elevado no grupo com zumbido.

Em nosso estudo esta progresso no aumento dos limiares foi observada em ambos os grupos, porm o acentuado comprometimento nas freqncias de 9, 10 e 12,5 kHz sugerem um efeito adicional na funo coclear, elevando significantemente os limiares auditivos nestas freq ncias no grupo com zumbido (Tabela 2).

Cabe assinalar que estas diferenas marcantes ocorreram em indivduos que no apresentaram diferenas em limares tonais obtidos no intervalo 250 a 8.000 Hz.

O estudo de AHMED et al. (2001) mostra que o comprometimento em altas freqncias aumenta para cada dcada a partir de vinte anos de idade e que aproximadamente 99% dos sujeitos com idade abaixo de 40 anos respondem para estmulos de at 14 kHz e esta porcentagem diminui para 91% e 76% para estmulos nas freqncias de 16 e 18 kHz respectivamente.

Sendo assim, em nosso estudo, a no diferena entre os grupos nas freqncias entre 14 e 20 kHz pode ser atribuda ao efeito do fator idade sobre ambos os grupos. A ocorrncia de zumbido em pacientes sem perda auditiva poderia ser explicada pelo dano difuso de at 30% das clulas ciliadas externas em toda a espiral da cclea, sem haver o comprometimento do limiar auditivo (6).

Outros estudos mostraram a diminuio da amplitude das emisses otoacsticas em indivduos com audio normal e com queixa de zumbido quando comparados a indivduos com os mesmos limiares e sem queixa de zumbido (2,16). CONCLUSO O estudo dos limiares em altas freqncias por meio da apresentao de tons puros calibrados em dBNA em indivduos com queixa de zumbido evidenciou:

diferena estatisticamente significante entre os limiares de audibilidade em altas freqncias dos indiv- duos do Grupo Estudo e dos indivduos do Grupo Controle;

influncia da idade elevando os limiares das freqncias mais altas em ambos os grupos. Estes resultados so sugestivos de reduo no nvel de atividade de clulas ciliadas da regio basal coclear nos indivduos com queixa de zumbido em relao aos indiv- duos sem queixa, revelando a audiometria em altas freq ncias como uma ferramenta diagnstica de valor na investigao precoce do comportamento auditivo em indivduos com queixa de zumbido.

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* Fonoaudiloga, Mestranda em Fisiopatologia Experimental pela FMUSP.
** Fonoaudiloga, com Especializao em Fonoaudiologia pela FMUSP.
*** Fonoaudiloga, Livre Docente do Curso de Fonoaudiologia da FMUSP.
Instituio: Centro de Docncia e Pesquisa em Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo.

Trabalho apresentado no 18 Encontro Internacional de Audiologia, realizado em 11 a 13 de abril de 2003, em Curitiba / PR.
Endereo para correspondncia: Fernanda A. R. Burguetti . Avenida Baro de Tatu, 673 - Apto. 72 . Sorocaba / SP . CEP: 18030-150 . Telefone: (015) 211-3524
ou (15) 9789-1010 . E-mail: farb@splicenet.com.br
Artigo recebido em 2 de junho de 2004. Artigo aceito com modificaes em 17 de outubro de 2004.
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