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Ano: 2006  Vol. 10   Num. 1  - Jan/Mar Print:
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Tratamento Cirrgico do Colesteatoma em Crianas e Adolescentes. Anlise de 200 Pacientes
Cholesteatoma Surgery in Children and Adolescents. Analysis in 200 Patients
Author(s):
Jose Evandro Andrade Prudente de Aquino1, Nelson Alvares Cruz Filho2, Julia Negro Prudente de Aquino3
Palavras-chave:
Colesteatoma. Tcnica aberta. Tcnica fechada. Criana. Adolescente.
Resumo:

Introduo: A cirurgia do colesteatoma na criana e adolescente tem sido o desafio para muitos cirurgies. Vrios procedimentos tm sido usados para a erradicao do colesteatoma: a tcnica aberta (TA) e a tcnica fechada(TF). O mtodo cirrgico ideal para o tratamento do colesteatoma ainda sujeito controvrsias. Objetivo: Mostrar os resultados cirrgicos obtidos com a tcnica fechada (TF) e com a tcnica aberta (TA) em 200 crianas e adolescentes com idade de at 15 anos e comparar os resultados dessas duas tcnicas para erradicao do colesteatoma, incluindo as complicaes ps-operatrias e a incidncia do colesteatoma residual e recidivado. Estudo proposto: Retrospectivo. Mtodo: O grupo estudado inclui crianas e adolescentes com colesteatoma de orelha mdia com idade de at 15 anos, que se submeteram cirurgia para erradicao do mesmo. A tcnica aberta foi realizada em 134 casos e a fechada em 66 casos. Nosso "follow up" foi feito entre 6 meses e 5 anos do ps operatrio. Tivemos preferncia pela tcnica aberta. Comparamos os resultados obtidos em cada tcnica, incluindo as complicaes ps operatrias e a incidncia do colesteatoma residual e recidivado. Resultados: A tcnica aberta foi realizada em 67,0% e a tcnica fechada em 33,0%. A recorrncia do colesteatoma na tcnica aberta foi de 19,4% e na tcnica fechada foi de 27,3%. Como regra, a perda auditiva no foi afetada pela cirurgia. Os resultados auditivos e a incidncia dos problemas ps operatrios na tcnica fechada foram comparados com os resultados obtidos na tcnica aberta. Concluses: A tcnica aberta melhor para a erradicao do colesteatoma.

INTRODUO

O colesteatoma um pseudo-tumor inflamatrio do tipo epidrmico que invade as cavidades da orelha mdia e apresenta um duplo potencial de descamao na superfcie e de lise ssea na profundidade.
Representa na criana 30% das indicaes cirrgicas para otite mdia crnica. Esta freqncia cresce com a idade e est, talvez, em relao com o aumento das otites sero-mucosas, das bolsas de invaginao, das hiperqueratoses do conduto auditivo externo (1).
Na criana o colesteatoma mais agressivo que no adulto; o crescimento rpido e agravado pela superinfeco muito freqente em razes da importncia do fator tubrio (2).
As vrias tcnicas cirrgicas para a realizao da cirurgia do colesteatoma baseiam-se na conservao ou no da parede posterior do conduto auditivo externo, promovendo ou no a comunicao da cavidade mastidea com o exterior, atravs da meatosplastia. Existem tcnicas mais conservadoras, porm h a necessidade de posterior reviso ou "second look" o que nem sempre possvel, pois por restries de ordem econmica e social torna-se muito difcil a realizao de uma segunda cirurgia de rotina no nosso meio. Adotamos neste trabalho os seguintes procedimentos cirrgicos:

- Remoo da parede posterior do conduto (Mastoidectomia radical) e remoo parcial da parede do conduto (Mastoidectomia radical modificada tipo Bondy).
- Tmpano-mastoidectomia com ou sem timpanotomia posterior.
- Reconstruo da cavidade radical com timpanoplastia e efeito columelar-tcnica da "pequena caixa" de PORTMANN (3).
Estudamos os conceitos dos seguintes resultados das variveis comparadas:
- Supurao - aquela orelha que mesmo livre do colesteatoma, livre de outros fatores (vegetaes adenides, alergia, sinusite, etc.) e mesmo com tratamento local com antibiticos e aspiraes, continuou supurando.
- Instabilidade da Cavidade - consideramos instvel, a cavidade que tem perodos de seca e de supurao, porm sem a presena do colesteatoma.
- Recorrncia - o reaparecimento do colesteatoma.
Os termos colesteatoma recidivado recorrente residual foram introduzidos por SHEEHY (4).
- Seca da Cavidade - Consideramos seca a orelha sem colesteatoma com ausncia de supurao, num perodo de seis meses a um ano no mnimo.Se aparece um pouco de secreo ela facilmente jugulada por curativos.
- Reviso Cirrgica - Quando necessria realizada por ns, seis meses (no mnimo) decorridos da primeira operao, desde que clinicamente, ou atravs da avaliao pela tomografia computadorizada, na tcnica fechada onde existem indcios de recorrncia do colesteatoma
Este trabalho tem como objetivo mostrar o resultado cirrgico em 200 crianas operadas de colesteatoma nas diferentes tcnicas empregadas e comparar os resultados das tcnicas aberta e fechada, para a erradicao do colesteatoma, incluindo as complicaes ps operatrias e a incidncia do colesteatoma residual e recidivado.

PACIENTES E MTODOS

Nossa casustica composta por 200 crianas com colesteatomas(OMCC), pertencentes ao atendimento do Professor Nelson A. Cruz no Hospital So Paulo da Escola Paulista de Medicina e alguns casos de nossa clnica particular entre 1962 a 1990. Consideramos neste trabalho os pacientes com at 15 anos de idade, inclusive.
No grupo estudado 128 (64,0%) eram do sexo masculino e 72 (36,0%) eram do sexo feminino.
A idade do grupo estudado variou de 4 a 15 anos inclusive.
As tcnicas cirrgicas empregadas nesse estudo esto discriminadas no Quadro 1.
Os pacientes apresentaram em suas fixas de segmento completos, a saber: histria exame das orelhas sob otoscpio e ou microscpio do nariz e da garganta; cultura e antibiograma de secreo das orelhas; avaliao audiolgica e radiolgica. Os testes auditivos foram feitos por fonoaudilogas, no pr e no ps operatrio, por meio da audiometria tonal liminar com discriminao da palavra. Cada paciente tinha estudo radiolgico desde Raios X simples do osso temporal nas posies convencionais, tomografia multidirecional e tomografia computadorizada em casos especiais. Demos especial ateno ao nariz e seios paranasais, para o diagnostico e o tratamento da obstruo nasal, alergia e sinusite, quando foi preciso. S admitimos no estudo pacientes que no apresentaram problemas outros que os da rea anatomo-funcional da orelha. A metodologia empregada foi a observao retrospectiva das histrias clinicas. Os dados obtidos foram consignados em um protocolo preparado especialmente onde anotamos os dados concernentes ao pr-operatrio o tipo de intervenso cirrgica e ao ps-operatrio. Os responsveis pela criana que iria submeter-se a cirurgia assinavam um termo de conscentimento pleno.



O tratamento da OMCC cirrgico onde a eficcia no depende unicamente do tipo de tcnica adotada, nem mesmo estritamente da qualidade de sua execuo. Esta eficcia depende, antes de tudo, do carter drstico da erradicao do colesteatoma.
As tcnicas utilizadas por ns foram assim definidas:

- Mastoidectomia Radical - Tcnica aberta, onde o cirurgio abrasa intencionalmente a parede posterior do conduto auditivo externo, com remoo dos remanescentes da membrana timpnica, martelo e bigorna e associada meatoplastia.
- Timpanotomia Posterior - Realizada na tcnica fechada e com objetivo de se criar um espao na parede posterior do conduto auditivo externo, adiante do nervo facial, para observao e remoo do colesteatoma e mucosa doente localizados prximos ao estribo e janela redonda.
- Mastoidectomia com Timpanoplastia - Cirurgia em um s tempo cirrgico e quando no tivemos dvida da exrese total do colesteatoma (tc.fechada) atravs da timpanotomia posterior, quase sempre obrigatria.
- Reconstruo da Cavidade Radical - (Tcnica da "pequena caixa"). feita a mastoidectomia radical com reconstruo simplificada da caixa do tmpano, fazendo uso de fascia temporal e interposio de bigorna entre o tmpano e a platina (quando no existe estribo).
- Mastoidectomia Radical Modificada - Consiste na remoo parcial da parede externa do tico e parede posterior do conduto que expe e exterioriza totalmente o colesteatoma e busca preservar a audio.
- Reviso Cirrgica ("second look") - indicado por medida de precauo, a fim de excluir eventual colesteatoma residual ou recorrente.

RESULTADOS

Uma apreciao dos resultados da cirurgia na OMCC em crianas muito difcil. O eterno e clssico conflito entre a cirurgia pela tcnica fechada ou aberta ainda permanece vigente.
Na maioria de nossos operados a localizao do colesteatoma foi encontrada no tico (42,1%) , tico e antro (40%) e com extenso para a mastide em 18%. Nesta srie estudada no encontramos nenhum caso de colesteatoma primrio.
Todos apresentaram defeito na cadeia ossicular, onde a bigorna foi a primeira estrutura ssea a ser danificada.
A perfurao da membrana timpnica na regio atical (59,7%) foi a mais freqente, vindo a seguir a perfurao marginal (13,9%).
Tivemos preferncia pela tcnica aberta (67%) e fizemos tambm a tcnica fechada (33%). Quadro 1.
A sede dos colesteatomas residuais foi mais freqente no tico (42%), mesotmpano e hipotmpano (36,0%) e em outras localizaes da mastide (22%).
Encontramos tambm complicaes como paralisia facial (1 caso) que aps as cirurgias da descompresso e enxerto do nervo facial recuperou 85% da motricidade e paresia facial (1 caso) que regrediu totalmente aps a operao. Pericondrite com seqela em 2 casos, cofose em 1 caso e comprometimento coclear em 2 casos.
A fascia temporal foi usada para a reconstruo timpnica; para a reconstruo da cadeia ossicular, usamos ossculos homlogos de banco. Prtese de material biocompatvel e material aloplstico no foram utilizados nesse trabalho.

Resultados anatmico e funcional (tcnica fechada)
1)Mastoidectomia simples com timpanoplastia (em um ou dois tempos cirrgicos) - tcnica fechada (n=39).
Os resultados anatmicos e funcionais foram avaliados aps seis meses at cinco anos da operao.
Obtivemos sucesso anatmico 91,2% (52/57) quando usamos enxerto de fascia temporal nas mastoidectomias com tmpanoplastias. Os resultados funcionais auditivos foram calculados pela diferena entre a conduo area ps-operatria (VA PS) e a conduo ssea pr operatria (V.O. PR), calculada sobre a mdia das freqncias (0,5 KHz- 1KHz-2KHz) na rea da conversao. A saber:

- Supra-estrutura do estribo conservada:
31/57 VA(ps)-V.O.(pr): < 20db=54,3%
- Supra-estrutura do estribo destruda:
26/57 VA(ps)-V.O.(pr): < 20db=45,7%
(s platina)
A cofose no ps-operatrio apareceu em nossa casustica em um caso e o comprometimento coclear (perda de 20% ou mais nas freqncias (4 e 8 KHZ) apareceu em dois casos.
2)Timpanoplastia em cavidade radical (Tcnica da "pequena caixa").
Utilizamos a tcnica preconizada por PORTMANN (2) onde fizemos enxerto de fascia temporal, efeito columelar e cartilagem de septo empilhada no tico.
Fizemos quatro interposies de bigorna sobre o estribo presente e trs interposies de bigorna moldada sobre a platina. Tivemos duas revises cirrgicas nesta tcnica.
Obtivemos sucesso anatmico em 78% (7/9) com o uso do enxerto de fascia temporal.
Os resultados funcionais auditivos foram calculados pela diferena entre a conduo area ps-operatria (VA ps) e a conduo ssea pr-operatria (V.O. pr) calculada sobre a mdia das freqncias (0,5KHz-1KHZ-2KHZ) na rea da conversao. A saber:

- Supra-estrutura do estribo conservada:
6/9 VA(ps) - V.O.(pr): < 20dB = 66,6%
- Supra-estrutura do estribo ausente:
3/9 VA(ps) - V.O.(pr): < 20dB = 33,3%
(S platina)
3)Mastoidectomia radical: Tcnica Aberta (N=134)
O objetivo principal dessa tcnica controlar a infeco e o colesteatoma, com preocupao menor com a audio.
Tivemos controle do colesteatoma e da infeco em 73,1% e houve recorrencia do colesteatoma em 19,4%, o que no representa problema, pois como uma cavidade aberta podemos remove-lo por aspirao.
Com relao aos resultados auditivos obtivemos: Audio inalterada - 131 casos e audio pior em trs casos. Dois casos de piora na via ssea (4 e 8 KHZ) e um caso de anacusia no ps-operatrio.
Encontramos os seguintes resultados das variveis comparadas. (Tabelas 1, 2, 3 e 4).






DISCUSSO
De acordo com os resultados apresentados, no que diz respeito a cura de infeco a T.A. e T.F. se comportaram de maneira diferentes, ou seja, 73,1% de controle da cavidade para o T.A. e de 69,70% para a T.F. (Tabela 4) No foi encontrada associao estatisticamente significante entre a presena de seca da cavidade e a tcnica cirrgica utilizada (p = 0,207). No grupo operado pela tcnica aberta 73,1% dos pacientes apresentaram presena de seca da cavidade e no grupo operado pela tcnica fechada essa proporo foi de 69,7%, sem diferena significante entre elas.
TOS & TORBEN (5) encontraram 74,0% de seca em suas cavidades de mastoidectomias radicais. Este achado nos leva a considerar que sempre para colesteatomas grandes na grande maioria dos casos devemos fazer a T.A., que mostra um bom resultado para o processo infeccioso, concordando com os dados encontrados por CRUZ et al. (6) em nosso meio.
Encontramos a persistncia da infeco (supurao permanente - Tabela 1) em 30,3% em T.F., este resultado deve ser analisado muito criteriosamente quando indicamos a T.F. em crianas. Esses achados esto em concordncia com STARK et al. (2), PHIL & PADGHAN (7) e SCHURING et al. (8), e JAHN (9).
Isto nos leva a pensar que na T.A. o controle da recidiva e da evoluo do colesteatoma maior, diminuindo assim as possibilidades de complicaes. No foi encontrada associao estatisticamente significante entre a presena de supurao permanente e a tcnica cirrgica utilizada (p = 0,611). No grupo operado pela tcnica aberta 26,9% dos pacientes apresentaram presena de supurao permanente e no grupo operado pela tcnica fechada essa proporo foi de 30,3%, sem diferena significante entre elas.
No doente em que possvel ter um seguimento ps-operatrio adequado podemos optar com segurana pela T.F. ou pela T.A. se a evoluo ps-operatria no for favorvel como preconizam STERKERS & STERKERS (10), WAYOFF et al. (11) e FISCH (12), ARRIAGA (13), GERSDORFF & VILAIN (14) entre outros.
Com relao ao colesteatoma residual, devemos sempre que possvel realizar uma reviso cirrgica num perodo entre 6 e 12 meses no mnimo, que o tempo ideal para que qualquer resduo de epitlio escamoso tenha crescido o suficiente para poder-se identific-lo com facilidade, pois esse crescimento pode ser lento e se o operamos demasiadamente rpido, poderemos no encontr-lo. Devemos acompanhar o paciente clinicamente e atravs da tomografia, que poder ser feita um ano aps a cirurgia, e intervir quando houver indcios de reaparecimento do colesteatoma.
A recorrncia foi contudo pouco mais alta nos nossos pacientes tratados com a cirurgia por T.F. (27,3% - Tabela 3).
No nosso estudo a recorrncia foi considerada como sendo o colesteatoma residual, recidivado, e a bolsa de retrao. SHEEHY (15) encontrou na T.F. em crianas 51,0% de recorrncia e CHARACHON & GRATACAP (16) relataram que essa recorrncia existe duas vezes mais em T.F. do que na T.A., TAKAHASHI et al. (17), ROSBORG & DOMERBY (18), NISHIZAKI et al. (19) MURATA et al. (20), PEDERSEN (21), PFLEIDERER et al. (22), BABIGHIAN (23), STANGERUP et al. (24), encontraram resultados prximos, o que vem coincidir tambm com os nossos resultados. No foi encontrada associao estatisticamente significante entre a ocorrncia de recorrncia e a tcnica cirrgica utilizada (p = 0,207). No grupo operado pela tcnica aberta 19,4% dos pacientes apresentaram recorrncia e no grupo operado pela tcnica fechada essa proporo foi de 27,3%, sem diferena significante entre elas.
A porcentagem de instabilidade da cavidade cirrgica variou muito para vrios autores. Para PALVA (25) a instabilidade de 10,0%; para SADE et al (26) de 30,0%; para BROWN (27) de 33,0%; para WAYOFF et al. (28) de 35,0% tanto para a T.A. e T.F.
Obtivemos 28,5% de instabilidade para as duas tcnicas estudadas (Tabela 2) . Foi encontrada associao estatisticamente significante entre a presena de instabilidade e a tcnica cirrgica utilizada (p < 0,001). No grupo operado pela tcnica aberta 20,1% dos pacientes apresentaram presena de instabilidade e no grupo operado pela tcnica fechada essa proporo foi significantemente maior, presente em 45,5% dos pacientes.Enquanto na T.A. a preocupao menor com a audio, na T F um dos objetivos a melhora auditiva.
Talvez os resultados funcionais mais satisfatrios sejam aqueles obtidos de reconstruo da cadeia ossicular quando efetuada em uma caixa timpnica com mucosa s e o tmpano estabilizado, qualidades que dificilmente so obtidos, quando estamos diante de um colesteatoma, num segundo tempo ps-operatrio.
Nos casos de reconstruo de nossas cavidades, adotamos dois estgios sendo o primeiro, o da remoo da infeco e o segundo, seis meses no mnimo, o da reconstruo pela timpanoplastia.
Sempre que possvel fazemos a tcnica da "pequena caixa" de PORTMANN et al. (3). Esta tcnica tem interesse por trs razes: evita a epidermizao da caixa do tmpano; diminui o risco de otorria tubria e pode permitir melhora da audio.

CONCLUSES

1) A tcnica aberta foi o mtodo de escolha para o manuseio do colesteatoma em nosso meio devido aos seguintes fatores:

a) Nossos doentes, muitos deles so de regies distantes e no tm facilidades nos retornos a longo prazo, impossibilitando acompanhamentos ps-operatrios com freqncia.
b) Falta de leitos e vagas cirrgicas em hospitais pblicos. A reviso cirrgica sistemtica levaria a um aumento substancial desta fila.
c) A relutncia dos nossos pacientes em aceitar duas cirurgias; o fato de que os mesmos devero submeter-se a dois ou mais procedimentos cirrgicos os desencoraja sobremaneira.
d) O controle da recidiva e da evoluo do colesteatoma maior, diminuindo assim as possibilidades de complicaes.

2) Parece-nos que a cirurgia do colesteatoma com conservao da parede posterior deva ser reservada a apenas alguns casos muito especiais e a mastoidectomia radical clssica ou mesmo a radical modificada devam ser as grandes opes na erradicao do colesteatoma em nosso meio.

3) A tcnica da pequena caixa interessante pelo fato de permitir a remoo completa do colesteatoma e de possibilitar uma melhora da audio.

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