Title
Search
All Issues
4
Ano: 2007  Vol. 11   Num. 2  - Abr/Jun Print:
Original Article
Versão em PDF PDF em Português TextoTexto em Ingls
Corpos Estranhos em Otorrinolaringologia: Aspectos Epidemiolgicos de 346 Casos
Foreign Bodies in Othorhinolaryngology: Epidemiologic Aspects of 346 Cases
Author(s):
Ktia Cristina Costa1, Bruno B. Duarte1, Mirelle L. B. Vida1, Marco A. T. Signorini1, Flvio Carlos1, Carolina Schaffer1, Wilson Zerbinatti2, Slvio A. M. Marone3
Palavras-chave:
Corpos estranhos. Cavidade nasal. Orofaringe. Orelhas.
Resumo:

Introduo: A sintomatologia dos corpos estranhos varia de acordo com o tipo, localizao e o tempo de introduo. A escolha dos mtodos para sua retirada dependente do tipo de corpo estranho, sua localizao, manipulao prvia ou no. Objetivo: Analisar e discutir os aspectos epidemiolgicos dos corpos estranhos na otorrinolaringologia. Casustica e Mtodo: Estudo transversal com 346 pacientes, de julho 2004/agosto 2006, com corpo estranho na rea otorrinolaringolgica, encaminhados de prontos socorros do servio e da regio de Campinas ao Servio de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, bem como aqueles com corpo estranho ao exame fsico em consulta ambulatorial de Otorrinolaringologia. Resultados: Dos 346 pacientes atendidos, 37,3% eram do sexo feminino e 62,6% masculino. Quanto idade, 74,5% possuam at 12 anos. Quanto localizao: 77% em orelhas, 21% em nariz, 2% em orofaringe. Houve predomnio de corpos estranhos em crianas de 0 a 3 anos nas fossas nasais: 56,2%. Os corpos estranhos de orelha foram maioria em crianas de 4 a 12 anos. Houve manipulao prvia em 42,4 % pacientes e destes, 19,7% complicaram. No houve manipulao prvia em 57,6% dos casos e 12,5% tiveram complicaes. Concluso: Corpos estranhos de orelhas e orofaringe so mais freqentes em adultos, os de nariz so mais comuns em crianas menores de trs anos. Corpos estranhos de orofaringe so bastante sintomticos. A manipulao do corpo estranho deve ser realizada por profissionais habilitados e instrumentais adequados.

INTRODUO

Corpos Estranhos (CEs) so eventos freqentes em pronto socorro peditricos e adultos. A introduo habitualmente voluntria em crianas e em pacientes com doenas mentais, e acidentais em adultos. Nos casos acidentais, normalmente, os CEs so do tipo animado (seres vivos) (1).

Os sintomas variam de acordo com o tipo de corpo estranho (CE), sua localizao, tempo de permanncia e complicaes. Nas cavidades nasais, os sintomas so mais evidentes e iniciam-se com rinorria muco-purulenta e fetidez unilateral, podendo ocorrer epistaxe e obstruo nasal unilateral (2).

Nas orelhas, o quadro pode variar de assintomtico at quadros de otalgia, otorria, hipoacusia e otorragia (3,4).

Nos CEs de orofaringe e hipofaringe - usualmente espinha de peixe ou resduos alimentares-a sintomatologia muito rica, pois estes CEs incomodam muito, causando dor, disfagia e sialorria (1).

A presena do CE ou a manipulao para a sua retirada podem a princpio parecer simples, no entanto; existe potencial risco para complicao, tanto pela presena do CE quanto pela tentativa de retirada (5).

A manipulao inadequada do CE de orelhas pode complicar a retirada do mesmo, levando lacerao, sangramento e edema do meato acstico externo, alm da possibilidade de leso de membrana timpnica e cadeia ossicular (3).

Em CEs nasais, os discos de bateria eltrica pela sua simples permanncia podem ocasionar perfurao septal, sinquias e epistaxes (6).

As principais complicaes dos CEs nasais so epistaxe, asma e infeces bronco pulmonares decorrentes de sua aspirao (1).

J as complicaes dos CEs de orofaringe e hipofaringe so abscesso retrofarngeo, celulites craniofaciais, mediastinites, pneumopatias de aspirao e migrao para rgos vizinhos (1).

Devido a estas complicaes, a tentativa de remoo de CE por profissionais no adequadamente treinados e habilitados e o uso de instrumentos inadequados podem trazer altos ndices de complicaes (5,7).


OBJETIVO

Avaliar a distribuio dos casos de CE de ouvido, nariz e orofaringe, segundo o sexo, a faixa etria, localizao e natureza do CE, traando um perfil das caractersticas do paciente.

Observar os tipos de complicaes na remoo do CE e sua relao com a manipulao prvia. Tambm tem por finalidade alertar os emergencistas quanto gravidade diante dos CEs na rea otorrinolaringolgica.


CASUSTICA E MTODO

Estudo do tipo transversal realizado no perodo de julho de 2004 a agosto de 2006 pelo Servio de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da Faculdade de Medicina da PUC Campinas. Este estudo foi submetido apreciao e aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa sob o protocolo de nmero 094/07.

Foram analisados 346 pacientes com CE no nariz, ouvidos e orofaringe, em cujo protocolo de atendimento constitua-se de identificao, idade, local e tipo de CE, sintomas, necessidade de procedimento anestsico em centro cirrgico, manipulao prvia por outro servio no especializado, complicaes na retirada do CE.


Critrios de Incluso:

1 - Qualquer paciente encaminhado do Pronto-Socorro Adulto (PSA) e Pronto-Socorro Infantil (PSI), do nosso servio ou outros servios da cidade e regio de Campinas, com ou sem sintomatologia de CE;
2 - Achados de CE ao exame fsico em consulta ambulatorial de ORL.

O procedimento de retirada foi realizado pelos residentes do servio de Otorrinolaringologia sob a superviso dos assistentes do mesmo servio, utilizando-se como materiais ganchos rombos, pinas baioneta e Hartmann, sondas de Itard, curetas e lavagens, podendo por vezes ser necessria sedao e retirada em centro cirrgico. Nos CEs animados inicialmente utilizou-se vaselina para imobilizao dos insetos, para posterior lavagem ou aspirao. Nos casos das miases foi utilizado a Ivermectina oral - 2 comprimidos 6mg previamente, acompanhada posteriormente de lavagens otolgicas e retirada das larvas no centro cirrgico no caso da miase nasal.


RESULTADOS



Foram retirados 346 corpos estranhos, sendo 130 (37,3%) de pacientes do sexo feminino e 216 (62,6%) do sexo masculino (Grfico 1).


Grfico 1. Distribuio segundo sexo nos pacientes portadores de CE na rea otorrinolaringolgica.



Em relao idade, 88 (25,4%) eram maiores de 12 anos e 258 (74,5%) pacientes apresentavam idade menor ou igual a 12 anos (Grfico 2).


Grfico 2. Distribuio segundo a faixa etria nos pacientes portadores de CEs otorrinolaringolgicos.



Os pacientes considerados na faixa etria peditrica foram distribudos:

- 0 a 3 anos de idade: 96 casos - 28% da casustica
- 4 a 6 anos de idade: 90 casos - 26% da casustica
- 7 a 12 anos de idade: 72 casos - 21% da casustica

Quanto localizao do CE, observaram-se 267 (77%) das orelhas, 72 (21%) de fossas nasais (incluindo um caso de fossa nasal e nasofaringe concomitantes) e 7 (2%) de orofaringe (Grfico 3).


Grfico 3. Localizao nos sitios otorrinolaringolgicos dos CEs.



Correlacionando-se a idade com a localizao do CE (Grfico 4), observa-se nas crianas de 0-3 anos uma predominncia de CE em fossas nasais (54 casos - 56,2%), orelhas (40 casos - 41,6%) e 2 casos (2,08%) em orofaringe.


Grfico 4. Correlao distribuio da faixa etria e localizao do CE.



Nas crianas de 4-6 anos a predominncia foi: CE em orelhas (77 casos - 85,5%), fossas nasais (12 casos - 13,3%) e 1 caso em orofaringe (1,11%).

Nas crianas de 7 a 12 anos tambm houve predominncia dos CE com 95,8% em orelhas (69 casos) e apenas 2,7% (2 casos) e 1,3% (1 caso) em fossa nasal e orofaringe respectivamente.

Nos adultos a maioria tratava-se de CE em orelhas 81 casos (92%), fossa nasal em 4 (4,5%) e orofaringe em 3 casos ( 3,4%).

Quanto natureza do CE, 295 (85,2%) casos tratavam-se de CEs inanimados e 51 (14,7%) animados. Destes 50 eram CE animados de ouvidos e 1 em fossas nasais e nasofaringe. Nesta casustica houve 10 casos de miase.

Em relao aos objetos inanimados nas orelhas, as sementes (17,9%) foram os CE mais retirados, seguidos de objetos de plsticos (14,2%) e algodo (13,1%) (Grfico 5).


Grfico 5. Objetos Inanimados encontrados em orelhas.



Nas fossas nasais os objetos mais introduzidos tambm so as sementes (26,3%) e as espumas (25%) (Grfico 6).


Grfico 6. Objetos Inanimados encontrados em fossas nasais.


Em relao aos sintomas, obtivemos 215 (62,1%) pacientes sem sintomas. Daqueles com sintomas presentes (131 casos); 96 de CE em orelhas (representa 35,9% dos CE de orelhas), 28 (38,8%) em fossa nasal e 7 (100%) em orofaringe (Grfico 7).


Grfico 7. Distribuio da localizao do CE em relao presena ou no de sintomas.



Daqueles que referiram sintomatologia em CE de orelhas os sintomas mais citados foram: otalgia - 68,7% (66 casos), zumbido -21,8% (21 casos), e hipoacusia e otorria representando 6,25% (6 casos) cada.

Nos 28 casos de CE de fossas nasais com sintomas, os mais citados foram: rinorria -82,1% (23 casos), odor ftido -35,7% (10 casos), obstruo nasal- 7,1% (2 casos) e febre -3,5% (1 caso).

Nos 7 casos de CE de orofaringe, todos pacientes (100%) referiram incmodo na garganta e odinofagia. Um caso mencionou sialorria excessiva (14,2%), um mencionou disfagia (14,2%) e outro dispnia (14,2%).

Houve manipulao prvia em 147 casos (42,4%). Nos pacientes em que houve manipulao prvia a porcentagem de complicao foi de 19,7% (29 pacientes).

Nos pacientes sem manipulao prvia foi registrado 12,5% de complicaes (25 pacientes) (Grfico 8).


Grfico 8. Distribuio dos pacientes conforme presena ou no de manipulao prvia e complicao na retirada.



As maiores tentativas de manipulao anterior foram em CE de ouvidos - 76,1% (112 pacientes); 23,1% (34) em fossas nasais e 0,6% (1) em orofaringe.

Em relao s complicaes - 54 casos (15,6%) apresentaram complicaes na sua retirada. No CE em orelhas as complicaes mais verificadas foram 29 (53,7%) casos de lacerao de meato acstico externo, 9 (16,6%) casos de infeco de meato acstico externo e 3 (5,5%) casos de perfurao de membrana timpnica. Nos CE em fossas nasais observamos 8 (14,8%) casos de sangramento nasal, 1 caso de perfurao septal (1,8%) e para orofaringe 1 caso (1,8%) em que houve pneumonia aspirativa.

Em relao necessidade de procedimento anestsico, 13 (3,75%) pacientes foram submetidos ao procedimento anestsico (sedao ou anestesia geral). Destes, nove (69,5%) eram menores de 12 anos. Dos adultos, 2 (15,3%) eram portadores de doenas mentais, 1 (7,6%) portador de rinolito e 1 (7,6%) paciente com miase extensa nas fossas nasais e nasofaringe.

Dos casos com necessidade de procedimento anestsico, 76,9% eram CEs em orelhas (10 casos), 15,3% (2 casos) em fossas nasais e nasofaringe e 7,6% (1 caso) em hipofaringe. Destes 69,2% tinham histria de manipulao prvia.


DISCUSSO

Em relao ao sexo dos pacientes portadores de CE, a casustica do nosso estudo mostrou-se semelhante de outros estudos, com predominncia do sexo masculino (5 7,8).

Quanto faixa etria, a grande maioria dos pacientes (75%) encontrava-se na faixa etria peditrica (menor ou igual 12 anos). Este achado semelhante ao de Marques (8) que encontrou uma incidncia de 69% de CE em paciente de 12 anos ou menos.

O maior local de incidncia de CE na rea otorrinolaringolgica so as orelhas. O nosso estudo encontrou uma incidncia alta - 77% , em outros estudos, incidncia de CE nas orelhas foram de 48% e 38,27% (8,7).

BRESSLER (4) descreve que CE em orelha so problemas comuns e que nos servios de emergncia a incidncia pode variar de 1 para cada 219 pacientes at 1 para cada 1792 pacientes.

BENTO (3) relata que 55% das ocorrncias de CE em orelhas so em crianas com at 15 anos.

Fato interessante, demonstrado no grfico 4, que ao levar em conta a localizao do CE e a faixa etria, as crianas menores apresentam maior incidncia de CE introduzidos em fossas nasais, fato este tambm mencionado em outros estudos (5 7,8).

Em um estudo (2) sobre 420 casos de CE de fossas nasais, 91% tratava-se de crianas menores de 4 anos.

Este fato nos atenta para um detalhe: colocao do CE nasal pode ser extremamente inconsciente nas crianas pequenas, diferente das crianas maiores que por intuio j no colocam mais o CE no nariz e sim voluntariamente no ouvido.

Porm, como demonstrado em nosso estudo e no estudo de TIAGO (7), conforme aumenta a idade, a incidncia de CE nasal diminui.

Quanto natureza do CE, a grande maioria foi de CE inanimados (85,2 % da casustica), sendo os tipos mais freqentes neste estudo, tanto em orelhas quanto em fossas nasais. Os mais freqentes so: sementes (feijo, milho, amendoim), pequenos objetos ou pedaos de objetos de plstico, algodo (para as orelhas) e espumas (para fossa nasal).

Na literatura (8) encontra-se uma concordncia entre o tipo de CE em orelhas: sementes so as mais freqentes. Porm neste mesmo estudo, para CEs nasais h uma predominncia para CE como objetos de plsticos, naftalina e pedaos de bijuteria, diferindo do nosso estudo.

J o estudo de FIGUEIREDO (2), que apenas estuda CE nasais, tambm apresenta resultados semelhantes ao nosso: predominncia de fragmentos de espumas, objetos de plstico, feijo e fragmentos de papel.

Em relao natureza de CE obtivemos 5 casos de bateria alcalina em fossas nasais que constituem uma urgncia otorrinolaringolgica, que exigiu retirada imediata (6), uma vez que a presena deste tipo de CE pode causar importantes leses teciduais (9).

Em orofaringe, tivemos apenas 1 caso que no se tratava de resto alimentar ou espinha de peixe. Tratava-se de um objeto de plstico que permaneceu aderido em hipofaringe e que foi identificado apenas no 21 dia de internao - data esta em que foi solicitada avaliao otorrinolaringolgica.

A grande maioria dos pacientes portadores de CEs deste estudo no apresentava sintomas. IKINO et al (5) descrevem que 35 % de CE de ouvido e 66,6% de CE nasal no foram suspeitados em servios anteriores, justamente pelo fato de no haver sintomatologia.

Na literatura (7), o sintoma mais freqente para CE de orofaringe foi a odinofagia (90,91%) e para CE nasal foi a rinorria unilateral (76,92%). No nosso estudo tambm foi odinofagia (100%) e a rinorria unilateral (82,1%), respectivamente.

J nos CEs em orelhas, este mesmo estudo (7) refere como maior sintoma a hipoacusia (28,07%), enquanto que em nosso estudo encontramos uma grande incidncia de otalgia (68,7%).

TIAGO (7) encontrou 16,05% de manipulao prvia chegada clnica Otorrinolaringolgica. As complicaes decorrentes pela presena do CE ou pela tentativa anterior foram de 16,05%.

Em outro estudo (5), com CE em crianas, nos casos de CEs em orelhas a tentativa de remoo foi de 60% e a ocorrncia de complicao pela presena/tentativa de remoo foi de 22,5%. Nos CEs de nariz a manipulao anterior foi em 52% dos casos, sem ocorrncia de complicao.

No estudo de MARQUES (8), 58,9% dos CEs foram manipulados em outro servio ou por outros profissionais. BRESSLER (4), que estudou apenas CE em orelhas constatou um ndice de 53% de remoo por outros profissionais no otorrinolaringologistas.

Obtivemos no estudo um ndice de 42,4% de manipulao anterior. Os ndices foram de 19,7% quando manipulado anteriormente e de 12,5% quando no manipulado anteriormente. Deve-se levar em conta que vrios fatores podem favorecer as complicaes: natureza do CE, tempo de permanncia do CE e tambm sua manipulao prvia. A provvel explicao para tentativas de manipulao anterior em outros servios pode se dever ao fato de que o nosso hospital de nvel tercirio, o que abrange casos inicialmente atendidos por unidades bsicas de sade ou por hospitais municipais que no possuem servio de Otorrinolaringologia.

Em nosso estudo as complicaes mais verificadas em relao aos CE em orelhas foram as laceraes de meato acstico externo (53,7%), semelhante ao estudo de BRESSLER (4) com 29,5% e de, IKINO (5) 20% . Nos estudos (7,8) a principal complicao encontrada foi a otite externa 12,28% e 44,46% respectivamente. No nosso estudo foi de 16,6%. Em nosso estudo a complicao nasal mais encontrada foi o sangramento nasal - 14,8% - em pequena quantidade em sua maioria, em apenas 1 caso, por retirada do rinolto necessitou de tamponamento nasal unilateral. O estudo (2) tambm refere que a principal complicao foi a epistaxe com 7,06%.

No estudo (7,8) a principal complicao foi a rinossinusite, mas as epistaxes foram mencionadas de 7,69% a 37,93% respectivamente.

Em nossa casustica, o ndice de necessidade de sedao ou anestesia geral foi de 3,75%, ndice este menor do que o encontrado na literatura de 8,6% a 30% (7).


CONCLUSO

Diante deste estudo chegam-se as concluses de que:

1 - Os CEs em orelhas so bastante incidentes em crianas e adultos.

2 - Nas crianas, quanto menor a faixa etria mais atento deve-se estar em relao presena de CEs nas fossas nasais e orofaringe (onde ocorrem complicaes mais graves como aspirao e pneumonias).

3 - A natureza do CE na grande maioria inanimada, ou seja, evitveis, - espumas, fragmentos plsticos e sementes. Estes podem estar ao alcance das crianas e por isso aos pais e professores cabe uma melhor observao em relao atitude das crianas.

4 - Os CEs de orofaringe so extremamente sintomticos.

5 - A manipulao prvia por profissionais no habilitados ou sem material adequado pode determinar maiores complicaes na retirada do CE.

6 - A precocidade no diagnstico tambm evitar maiores complicaes na retirada do CE.


REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

1. Meirelles RC: Corpo Estranho em Otorrinolaringologia. In Patrocnio, JA, Patrocnio, L G: Manual de Urgncias em Otorrinolaringologia, 1a edio, Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2004, pp 201-207.

2. Figueiredo RR, Azevedo AA, Ks AOA, Tomita S. Corpos estranhos de fossas nasais: descrio de tipos e complicaes em 420 casos. Rev. Bras Otorrinolaringol 2006;72:13-23.

3. Bento RF: Corpos Estranhos de Orelha Externa. In: Bento RF et al: Condutas Prticas em Otologia, 1a edio, So Paulo: Fundao Otorrinolaringologia, 2002, pp 42-44. 4. Bressler K, Shelton C. Ear Foreign - Body Removal: A Review of 98 Consecutive case. Laryngoscope 1993;103:367-370.

5. Ikino, CMY, D" Antonio WEPA, Balbani APS, Sanchez TG, Butugan O. Anlise dos atendimentos para retirada de corpos estranhos de ouvido e nariz em crianas. Rev. Bras Otorrinolaringol 1998;64:379-83.

6. Gomes C C, Sakano E, Melo R R G. Disco de bateria eltrica como corpo estranho de cavidades nasais. Aspectos peculiares. Rev. Bras Otorrinolaringol 1989;55:42-44.

7. Tiago RSL, Salgado DC, Crrea JP, Pio MRB, Lambert EE. Corpo estranho de orelha, nariz e orofaringe: experincia de um hospital tercirio. Rev. Bras Otorrinolaringol 2006;72:177-181.

8. Marques MPC, Sayuri MC, Nogueira MD, Nogueirol RB, Maestri VC. Tratamento dos corpos estranhos otorrinolaringolgicos: um estudo prospectivo. Rev. Bras Otorrinolaringol 1998;64:42-7.

9. Gusmo, RG; Bueno M C; Murad, M P: Bateria Alcalina como Corpo Estranho de Ouvido: Relato de 3 casos. Rev. Bras Otorrinolaringol 1995;61:79-81.










1. Mdico(a) Residente do Servio de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC Campinas.
2. Acadmico do Sexto Ano de Medicina da Faculdade de Cincias Mdicas da PUC de Campinas.
3. Professor Titular da Disciplina da Faculdade de Cincias Mdicas da PUC de Campinas.

Insituio: Hospital e Maternidade Celso Pierro da Faculdade de Medicina da Pontifcia Universidade Catlica de Campinas Servio de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC de Campinas. Avenida John Boyd Dunlop, s/n, - Jardim Ipaussurama - Campinas / SP.

Endereo para correspondncia: Ktia Cristina Costa
Rua Angela Signori Grigol, 643 - Jardim Independncia - Campinas / SP - CEP: 13084-405
Fax: (19) 3729 8518 - E-mail: k.cristinacosta@bol.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gesto de Publicaes) da R@IO em 17 de novembro de 2006. Cod. 193. Artigo aceito em 11 de junho de 2007.
  Print:

 

All right reserved. Prohibited the reproduction of papers
without previous authorization of FORL © 1997- 2024