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Ano: 2007  Vol. 11   Num. 3  - Jul/Set Print:
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Estudo Epidemiolgico do Carcinoma Espinocelular da Boca e Orofaringe
Epidemiologic Study of Squamous Cell Carcinoma of the Mouth and Oropharynx
Author(s):
Ricardo Salinas Perez1, Simone Marques de Freitas1, Rogrio Aparecido Dedivitis2, Abro Rapoport3, Odilon Victor Porto Denardin4, Josias de Andrade Sobrinho5
Palavras-chave:
Carcinoma espinocelular. Boca. Orofaringe. Epidemiologia.
Resumo:

Objetivo: Estabelecer a relao entre variveis demogrficas, clnico-patolgicas, hbitos, estadiamento e prognstico das neoplasias malignas da boca e orofaringe. Casustica e Mtodo: Em pesquisa retrospectiva observacional, foram estudados 552 pacientes que tiveram diagnstico de carcinoma espinocelular da boca e orofaringe, atendidos de 2000 a 2004. As variveis estudadas incluram: gnero, etnia, idade, tabagismo, etilismo, estadiamento e seguimento. Resultados: Em relao ao gnero, houve um predomnio do masculino, na proporo de 5:1, enquanto que, para a etnia, houve da caucasiana em relao s demais, na proporo de 3:1. Quanto aos fatores de risco, a associao de tabagismo e etilismo mostrou-se constante, principalmente nos estdios avanados (III e IV). Quanto localizao, encontrou-se ntido predomnio do andar inferior da cavidade oral (lngua, soalho e gengiva), sendo que, somente na lngua ocorreu diagnstico precoce da doena. Quanto ao estadiamento, no houve diagnstico precoce no cncer de boca e, ao seguimento, somente 25,5% dos pacientes sobreviveram. Constatou-se um aumento dos casos de estadiamento inicial (estdios I e II) e uma diminuio dos casos avanados (III e IV) no perodo de 2000 a 2004. Concluso: Houve uma freqncia elevada do cncer da boca e orofaringe no gnero masculino, os carcingenos (tabaco e lcool) mostraram-se presentes em todos os estdios da doena, a recidiva e a perda de seguimento esto associadas aos bitos entre os pacientes, onde os estdios avanados III e IV foram predominantes.

INTRODUO

As neoplasias malignas da cavidade oral constituem-se em srio problema de sade pblica no Brasil e no mundo. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Cncer do Ministrio da Sade de 2004, o cncer bucal a stima neoplasia maligna mais freqente no Brasil (1). Muitos fatores contribuem para seu aumento crescente, sendo que o envelhecimento da populao decorrente do desenvolvimento scio-econmico impede mortes prematuras e permite que se estabeleam programas de diagnstico da doena, com conseqente melhoria dos controles estatsticos populacionais. Todavia, a urbanizao e o desenvolvimento tecnolgico expem a populao s enfermidades dependentes de aditivos alimentares, pesticidas, poluio ambiental, tabagismo e etilismo. Esses dois ltimos fatores so responsveis pelo aumento do risco relativo da incidncia do cncer bucal em at 140 vezes (1).

O problema do cncer oral no Brasil preocupante, pois o aumento das taxas de incidncia e conseqente mortalidade esto entre as mais elevadas do mundo. Alm disso, o diagnstico, que pode ser realizado facilmente pela localizao da neoplasia, feito usualmente nas fases mais avanadas da doena (estdios III e IV), o que explica os maus resultados de sobrevida por esta doena, independente do planejamento teraputico adotado. Ocorre ainda a falta de informao da populao geral e dos profissionais de sade na preveno do cncer da boca e orofaringe, determinando atraso de diagnstico e incio tardio do tratamento (1).

O conhecimento do comportamento epidemiolgico do carcinoma espinocelular da boca e orofaringe, nos diversos servios, permitir um planejamento adequado dos recursos preventivos, diagnsticos e teraputicos para essa doena. Os objetivos deste estudo foram estabelecer as relaes entre os fatores demogrficos, estdios clnico-patolgicos, hbitos, estadiamento e o seguimento no carcinoma espinocelular da boca e orofaringe.


CASUSTICA E MTODO

Este trabalho um levantamento epidemiolgico retrospectivo de 552 pacientes com diagnstico de carcinoma espinocelular da cavidade oral e orofaringe, tratados no Departamento de Cirurgia de Cabea e Pescoo e Otorrinolaringologia do Hospital Helipolis, Hosphel, So Paulo, de 2000 a 2004. O trabalho foi aprovado sob o nmero 541, pelo Comit de tica em Pesquisa do Hospital Helipolis, em 12/06/2007. Os dados foram coletados em fichas contendo as seguintes informaes: nome, cdigo do processo, gnero, idade, etnia, alcoolismo, fumo, sitio da leso, classificao TNM (que categoriza tumor primrio - T, metastatizao linfonodal - N e distncia - M) e seguimento.

Quanto s variveis do estudo, aferimos a idade em anos completos, gnero (masculino e feminino) etnia (branco, negro, pardo e amarelo), hbitos (lcool e fumo). Quanto ao consumo de lcool e fumo, classificamos em "sim" e "no", para quem tinha o hbito e para quem no tinha, respectivamente. Quanto quantidade consumida, classificamos de acordo a uma escala em que para tabaco: + consome 10 cigarros com filtro/dia ou dois cigarros sem filtro/dia; ++ consome 20 cigarros com filtro/dia ou quatro cigarros sem filtro/dia; +++ consome 30 cigarros com filtro/ dia ou seis cigarros sem filtro/dia; e ++++ consome 40 cigarros com filtro/dia ou mais que seis cigarros sem filtro/ dia. Para o etilismo, usamos uma escala onde: + consome um dose/dia de destilados ou meia garrafa/dia de fermentados; ++ consome dois doses/dia de destilados ou uma garrafa/dia de fermentados; +++ consome trs doses/dia de destilados ou uma e meia garrafas/dia de fermentados; e ++++ consome quatro doses/dia ou mais de destilados ou duas garrafas/dia de fermentados. Quanto localizao, foram observados os stios da cavidade oral e orofaringe. O estadiamento seguiu a classificao TNM (2). Em relao ao seguimento, os pacientes foram classificados em vivo sem doena, vivo com doena, bito por outros motivos e bito por doena (CEC), sendo a estatstica descritiva foi contemplada atravs de tabelas vinculadas com distribuio das variveis nominais (gnero, etnia, fatores de risco, local da leso, seguimento e ano do diagnstico) ou numricas (idade, tempo de tabagismo e tempo de etilismo) em freqncias absoluto-relativas e medidas de tendncia central e disperso, de acordo com o ano de diagnstico e estdio (agrupados em estdio inicial I e II e avanado III e IV). Para a inferncia estatstica (teste de hipteses) das variveis nominais no paramtricas, distribudas em tabelas de associao, foi utilizado o teste do qui-quadrado. Para as variveis numricas contnuas optou-se pela comparao com testes paramtricos de acordo com as possibilidades de evento da varivel independente - teste t de Student no pareado para a distribuio do estdio (anlise bivariada) e anlise de varincia de um passo (one way ANOVA) para a distribuio do ano de diagnstico (anlise multivariada). A significncia estatstica foi descrita, nas tabelas de associao, com asteriscos acompanhados da apresentao do valor da probabilidade associada ao evento (p). Os casos de ausncia de significncia estatstica foram indicados com a sigla NS. Em todas as situaes de anlise foi escolhido um erro alfa menor do que 5% (p < 0,05) para rejeio da hiptese de nulidade.


RESULTADOS

De acordo com a Tabela 1, constatamos que, com relao ao gnero, houve predomnio do masculino (456 casos) em relao ao feminino (95 casos), permitindo estabelecer uma relao de 5:1. Na anlise do qinqnio, percebemos que o percentual de incidncia no gnero masculino mantm-se sem alterao significante variando de 79,2% a 89,2%. Quanto ao gnero feminino, percebemos, nesse perodo, diferena mais acentuada com percentagem variando de 10,8% para 20,8%. Todavia, no houve variaes estatsticas significantes, apesar de notarmos uma discreta tendncia ao aumento da incidncia de casos do gnero feminino comparando o inicio e o fim do perodo pesquisado.




Para a etnia, houve o predomnio de caucasianos, com 75,3% em relao aos negros com 14,7%, pardos com 9,3% e 0,7% de amarelos, em um total de 551 casos com informao, o que demonstra uma proporo de 3:1. Tais variaes mantiveram-se praticamente constantes no perodo analisado.

Quanto aos fatores de risco, a associao do tabagismo e etilismo muito impactante no cncer da boca e de orofaringe (valores variando de 77,1% a 83,9%, por ano pesquisado), sendo um total de 443 pacientes (80,3%) de todos os pacientes estudados apresentaram essa associao. J o uso isolado de lcool e do tabaco (1,4% e 10,3%, respectivamente), no foram impactantes na casustica, bem como a no utilizao dos mesmos restringiu-se a cifras de 8%, no sendo significante estatisticamente.

Quanto localizao da leso, houve um ntido predomnio do andar inferior da boca, com 317 pacientes (57,5%), seguido da orofaringe com 140 pacientes (25,3%), depois palato e lbios com 11 casos e (6,5%) ambos, no sendo significante o local do diagnstico inicial.

Para o seguimento, consideramos o bito por cncer em 220 pacientes (40%), a perda de seguimento em 185 pacientes (33,6%). No total, foram a bito 405 pacientes (73,3%), tivemos 90 pacientes que esto vivos (16,3%) e vivos com doena 50 pacientes (9%). Podemos considerar que 140 pacientes (25,5%) constituem o grupo que est vivo, dos quais 90 pacientes esto vivos assintomticos, o que permite afirmar que somente 25,5% dos nossos pacientes sobreviveram aos procedimentos teraputicos estabelecidos.

Quanto aos hbitos de fumo e lcool, aferimos que o tempo mdio de uso em nossos pacientes foi de 56 13 anos para ao tabagismo e 34 13 anos para o etilismo, sem a observao de mudanas anuais no tempo mdio de uso ou comportamento quanto ao consumo de carcingenos.

Quando consideramos as mesmas variveis para estdios iniciais (I e II) e avanados (III e IV), os mesmos fatos repetem-se, no ocorrendo variaes das variveis idade, tabagismo e etilismo que alterassem os seus valores no inicio e no fim da doena (Tabela 2).




Com relao distribuio das variveis do estudo, em funo dos estadiamentos, inicial (I e II) e avanado (III e IV), houve uma distribuio que permite aferir uma discreta tendncia ao aumento de casos iniciais no fim do qinqnio em relao ao inicio e uma discreta diminuio dos casos avanados no mesmo perodo (Tabela 3).




Com relao ao gnero, houve uma distribuio mais equilibrada no diagnstico precoce ocorrendo um desequilbrio nos casos avanado. Percebe-se que, nos estdios iniciais, a relao de gnero (masculino feminino) foi de 3:1 e, nos estdios avanados, foi de 5:1.

Quanto etnia nos estdios iniciais, a distribuio mostrou-se com predomnio dos caucasianos em relao aos demais, o que se repete nas fases avanadas da doena.

Quanto aos fatores de risco, acentua-se nitidamente associao de etilismo com o tabagismo nos estdios avanados (III e IV) em relao aos estdios iniciais (I e II). Isso permite afirmar que, ntida a associao dos carcingenos com as fases avanadas da doena, com forte significado estatstico.

Para localizao da leso, o predomnio do diagnstico nas fases avanadas ntido com exceo do cncer de lbio, onde o diagnstico habitualmente feito mais precocemente, (75% para estdios I e II e 25% para III e IV), sendo essa distribuio estatisticamente significante (p=0.001).


DISCUSSO

Entre os diferentes aspectos epidemiolgicos do cncer da boca e orofaringe, encontramos um predomnio do gnero masculino, na proporo de 5:1, que est de acordo com a literatura (3-9). Todavia, o aumento da incidncia no gnero feminino, com um maior consumo de carcingenos um fato observado nas ltimas dcadas (10- 12).

Quanto etnia, notamos predomnio de caucasianos em relao aos demais em proporo de 3:1, o que vem se mantendo como uma constante em outras sries no Brasil (5,10). Pacientes negros e amarelos so pouco acometidos pelo cncer da boca em nossa casustica por razoes distintas. Enquanto que os negros sofrem excluso social, no tendo acesso a programas de preveno, os amarelos, por questes genticas, so pouco acometidos pelo cncer da boca e orofaringe (5,6,9,10).

Quanto aos fatores de risco, a associao do tabagismo com o etilismo predominante, sendo constatada em praticamente trs quartos dos pacientes (3,13-16). No que diz respeito ao uso isolado de lcool e tabaco, a dependncia qumica isolada pouco freqente. Assim, o emprego desses carcingenos feito em associao e raramente de forma isolada (3,15).

H acentuado predomnio dos estdios clnicos III e IV, sendo que nos estdios iniciais I e II, o diagnstico ocorre em cifras muito baixas. Apesar de os programas de deteco precoce do cncer da boca e de orofaringe serem uma preocupao para os especialistas, o atraso no diagnstico uma constante nessas neoplasias (11,17-21).

H uma significativa perda de seguimento dos pacientes, que procuram centros especializados e, aps o tratamento, mudam de residncia ou retornam de origem. Tivemos 33% de pacientes com destino ignorado dentro do primeiro ano de seguimento, sendo considerados mortos por cncer e analisados em conjunto com os diagnsticos de recidiva e bito, fato conforme a literatura (6,10,12,22,23).

Quanto idade, a quinta dcada de vida a mais freqente. Para o tempo de consumo das drogas (tabagismo e etilismo), detectamos uma mdia superior a 30 anos, fato que se repete em pases onde os hbitos so diversos dos nossos, como a ndia, onde os pacientes so consumidores de betel e do tabaco (3,5,13,15).

Quanto relao entre o estadiamento do cncer e os hbitos, tanto nos estdios I e II quanto nos III e IV, as taxas de consumo dos mesmos so constantes, permitindo afirmar que a relao entre o estadiamento da doena e os hbitos no tem relao direta (avano da doena versus quantidade de carcingenos utilizados) (3,7,13,15,18).

Finalmente, se tentamos correlacionar as variveis de estudo de acordo com o avano do estdio da neoplasia, podemos estabelecer freqncias constantes nos cinco anos de anlise, permitindo afirmar que a incidncia do cncer de boca e orofaringe se manteve uniforme no perodo de analise (p=0,003) e concorde com a literatura (6,9,19,20,24). Tal perodo de uniformidade de distribuio foi tambm constatada na anlise das variveis demogrficas (gnero e etnia) no perodo estudado, fato este tambm observado em outras series (3,5,6,8,18).

Todavia, analisando-se variveis como fatores de risco (lcool e fumo), localizao da leso e seguimento, podemos afirmar que o consumo de carcingenos, localizao no andar inferior da boca e seguimento, so causas significantes (p=0,001) do prognstico reservado dessas neoplasias malignas, onde as recidivas loco-regionais determinam prognstico reservado da doena (4,12,13,17,19,20,23-25).


CONCLUSES

Pode-se concluir que: (1) o carcinoma espinocelular da boca e orofaringe incide predominantemente no gnero masculino em relao ao feminino na proporo de 5:1; (2) o lcool e o fumo so hbitos associados ao diagnstico do carcinoma espinocelular da boca e orofaringe; (3) o bito por carcinoma espinocelular da boca e orofaringe associado recidiva da doena e a perda de seguimento; (4) o achado predominante de estdios avanados III e IV limitou o prognstico do carcinoma espinocelular da boca e orofaringe.


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1. Mestrando do Curso de Ps-Graduao em Cincias da Sade do Hospital Helipolis, Hosphel, So Paulo (Bolsista do MEC/CAPES).
2. Doutor em Medicina pelo Curso de Ps-Graduao em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabea e Pescoo da Universidade Federal de So Paulo - Escola Paulista de Medicina. Professor Titular de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabea e Pescoo da Universidade Metropolitana de Santos.
3. Livre Docente pelo Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo. Coordenador do Curso de Ps-Graduao em Cincias da Sade do Hospital Helipolis, Hosphel, So Paulo.
4. Doutor em Medicina pelo Curso de Ps-Graduao em Endocrinologia da Universidade. Federal de So Paulo - Escola Paulista de Medicina. Docente Permanente do Curso de Ps-Graduao em Cincias da Sade do Hospital Helipolis, Hosphel, So Paulo.
5. Doutor em Medicina pelo Curso de Ps-Graduao em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabea e Pescoo da Universidade Federal de So Paulo - Escola Paulista de Medicina. Docente Permanente do Curso de Ps-Graduao em Cincias da Sade do Hospital Helipolis, Hosphel, So Paulo.

Instituio: Curso de Ps-Graduao em Cincias da Sade do Hospital Helipolis, So Paulo.

Endereo para correspondncia: Rogrio A. Dedivitis
Rua Cnego Xavier, 276 - So Paulo / SP - CEP: 04231-030
Fax (11) 2273-8224 - E-mail: hosphel.cpg@terra.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gesto de Publicaes) da R@IO em 6 de maio de 2007, 13:05:41. Cd. 250. Artigo aceito em 9 de julho de 2007.

Suporte Financeiro: no houve.
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