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Ano: 2008  Vol. 12   Num. 1  - Jan/Mar Print:
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Conhecimento de Trabalhadores sobre Rudo e seus Efeitos em Indstria Alimentcia
Knowledge of Workers in the Food Industry about Noise and its Effects
Author(s):
Ane Gleisi Vivan 1, Thas C. Morata 2, Jair M. Marques 3
Palavras-chave:
audio, atitude, comportamento
Resumo:

Introduo: A atuao na rea de sade do trabalhador envolve o monitoramento do ambiente de trabalho, desenvolvimento de programas preventivos, treinamentos e educao. O conhecimento que trabalhadores possuem sobre riscos laborais possuem pode influenciar a sua participao efetiva nas campanhas e aes preventivas e repercurtir no sucesso das mesmas. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo verificar o conhecimento dos funcionrios de uma empresa frigorfica sobre o rudo e o risco de perda auditiva. Mtodo: Foram avaliados e entrevistados 100 funcionrios, selecionados randomicamente, dos sexos feminino e masculino, com idade entre 25 e 55 anos, com no mnimo 5 anos de empresa. Foi realizada uma avaliao audiomtrica e aplicado o questionrio intitulado como "Crenas e atitudes sobre proteo auditiva e perda auditiva", desenvolvido e validado pelo National Institute for Occupational Safety and Health, EUA. Resultados: Foram observadas correlaes estatisticamente significativas entre a rea temtica percepes de obstculos para ao preventiva (conforto) e o nvel de rudo no setor de trabalho, entre a rea temtica percepo de obstculos para ao preventiva (comunicao) e o resultado da audiometria, entre a rea temtica percepo de obstculos para ao preventiva (convenincia e disponibilidade) e o setor de trabalho, entre a rea temtica auto-eficcia e o resultado da audiometria e ainda, entre a auto-eficcia e o tempo de empresa. Concluso: Os resultados demonstram o conhecimento especfico dos funcionrios referente a audio e a proteo auditiva e podem guiar futuras aes preventivas.

INTRODUO

As pesquisas na rea da sade do trabalhador, em nvel nacional e internacional, foram decisivas para a implantao e atualizao de leis e normas que regulamentam vrios aspectos das relaes trabalhistas e condies laborais, e, continuam, buscando ampliar nosso conhecimento, interferindo e favorecendo nas mudanas, a fim de manter este processo dinmico. Entretanto, leis e normas s atingem seus objetivos se acompanhadas de sua prtica efetiva, ou seja, se forem seguidas.

Cabe aos profissionais da rea de sade do trabalhador conhecer os riscos e as conseqncias dessas exposies, bem como as normas e leis que norteiam as estas atividades. Essa atuao envolve o monitoramento do ambiente de trabalho, desenvolvimento de programas, aes de pesquisas, encaminhamentos, e treinamentos em grupo e/ou orientaes individuais. Em muitos pases reconhece-se que para o sucesso destes programas necessrio o envolvimento daqueles indivduos sob risco, ou seja, os trabalhadores (NIOSH, 1996).

O Programa de Conservao Auditiva (PCA) desempenha importante papel nas atividades destinadas proteo da sade do trabalhador contra o desencadeamento e/ou agravos provocados pelo rudo ocupacional que levam a conseqncias no desempenho profissional, na convivncia familiar e participao na sociedade. O PCA refere-se a um conjunto de aes com o objetivo de minimizar os riscos, evitando, assim, o desencadeamento e/ou agravamento de perdas auditivas relacionadas ao trabalho.

Este programa compreende medidas que visam reduo de riscos ambientais atravs de proteo coletiva, ou seja, monitorizao dos nveis de presso sonora, modificao ou substituio de equipamentos que elevam o nvel de rudo, e proteo individual, que se destina ao fornecimento do equipamento de proteo adequado, conscientizao dos trabalhadores quanto ao seu uso e monitorizao audiomtrica, para medida de controle e avaliao da efetividade do PCA.

importante que os trabalhadores estejam inseridos no processo e conscientes da importncia da nossa integridade auditiva, dos riscos e conseqncias do rudo na sade e no trabalho, da forma ideal para usar o protetor auditivo fornecida pela empresa visando maior segurana, pois assim podero difundir a informao entre os colegas aumentando a participao dos funcionrios nas campanhas e aes promovidas pela Empresa atravs da Equipe do PCA.

fundamental avaliar qual o conhecimento que o funcionrio tem sobre Audio, Perda Auditiva, Rudo e Proteo Auditiva, seno, que aes e atitudes podemos exigir dele sem antes viabilizar o conhecimento sobre estes aspectos por meio de treinamentos, palestras, seminrios, enfim, atividades interativas e que despertem interesse pelo assunto.

Para o NIOSH (1996) o treinamento um elemento crtico de um programa de preveno auditiva eficiente, pois para obter apoio sincero por parte da administrao e a participao ativa dos empregados, necessrio educar e motivar ambos os grupos. provvel que um programa de preveno auditiva que no evidencia a importncia da educao e motivao falhe, pois os empregados no entendem por que necessria a cooperao deles, pois a administrao no demonstrar o compromisso necessrio. Empregados e gerentes que valorizam a audio e entendem as razes do programa de conservao auditiva existir e funcionar dentro da empresa estaro mais estimulados a participar para o benefcio de todos ao invs de verem o programa como uma imposio.

Desta forma, este estudo tem o objetivo de verificar o conhecimento dos funcionrios expostos a rudo industrial com relao perda auditiva e o rudo, conhecimento necessrio para a promoo da sade auditiva. Sero levantadas as variveis que podem estar associadas ao conhecimento e atitude dos funcionrios em relao exposio a rudo e o risco de perda auditiva.


METODOLOGIA

Para alcanar o objetivo proposto, aplicou-se o questionrio "Crenas e Atitudes sobre Proteo Auditiva e Perda Auditiva - Parte A", desenvolvido e validado por pesquisadores sob contrato do NIOSH (1996), dos Estados Unidos (STEPHENSON & MERRY 1999, contrato NIOSH n. 211-93-006), o qual foi aplicado aps a realizao da audiometria peridica. Ao aplicar tal questionrio almejou-se obter informaes dos trabalhadores sobre seu conhecimento e comportamento em relao perda auditiva e rudo.

Este estudo foi aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa em Humanos e Animais da Universidade Tuiuti do Paran - CEP-UTP sob n 086/2006.
Com o resultado deste trabalho ser possvel identificar fatores que permitam a elaborao de propostas e medidas especficas e eficazes para a preveno de perdas auditivas. Os participantes desta pesquisa foram informados sobre a pesquisa e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participarem da mesma.

Nesta empresa existe o Programa de Preveno de Riscos Ambientais - PPRA, o Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO e o Programa de Conservao Auditiva - PCA. Desta forma so realizadas anlises do rudo ambiental bem como dos ambientes e postos de trabalho da indstria, consultas e exames mdicos peridicos e audiometria em todos os funcionrios, expostos ou no ao rudo.

Caracterizao da Populao

A populao estudada foi constituda por funcionrios de uma indstria de alimentos do estado do Rio Grande do Sul, cuja atividade o abate de frangos. Os setores de produo desta empresa trabalham 24 horas dirias, divididos em trs turnos, expostos diariamente a rudo com intensidade inferior, igual ou superior a 85 dB (A) com tempo mdio de exposio de oito horas dirias.

Foram avaliados e entrevistados para a pesquisa 100 funcionrios, selecionados randomicamente, sendo estes dos sexos feminino e masculino, com idade entre 25 e 55 anos.

Atravs da verificao dos questionrios preenchidos pelos 100 participantes da pesquisa observa-se que 36 deles (36%) foram respondidos por funcionrias do sexo feminino e 64 deles (64%) funcionrios do sexo masculino. A Idade mdia dos participantes foi de 42 anos. Ainda, todos os funcionrios que participaram da pesquisa fazer uso de protetor auricular tipo concha, modelo 3M 1435 ou 3M 1450. Vale mencionar aqui, que no incio deste estudo alguns funcionrios faziam uso de protetor auricular tipo plug, modelo Pomp Plus e outros faziam uso de protetor auditivo tipo concha modelos mencionados anteriormente, porm no decorrer da pesquisa por ordem da gerncia geral da indstria todos os funcionrios receberam protetor auditivo tipo concha modelos modelo 3M 1435 ou 3M 1450 independente do setor de trabalho e/ou nvel de rudo do setor, desta forma os trabalhadores passaram a fazer uso deste protetor sendo ento extinto o uso de protetor tipo plug modelo Pomp Plus, que antes era utilizado por alguns funcionrios na empresa.

A pesquisa foi dividida em duas partes. Primeiramente foi realizada a avaliao auditiva, a qual respeita todos os critrios sugeridos pela Portaria 19 do Ministrio do Trabalho e pelo Comit Nacional de Rudo e Conservao Auditiva e foi realizada pela autora do trabalho. Na mesma oportunidade, foi aplicado o questionrio.

Avaliao Auditiva

A avaliao auditiva dos funcionrios foi includa neste estudo a fim de descrever os resultados audiomtricos dos participantes da pesquisa e avaliar se os mesmos influenciam nas atitudes dos trabalhadores com relao conservao auditiva.
Foram utilizados os seguintes procedimentos:

1) Anamnese: realizada para coletar informaes do paciente, fez-se uma descrio sucinta e ordenada cronologicamente de todas as atividades profissionais passadas e presente, relacionando o tipo de atividade, os agentes nocivos a que estava exposto, o nvel de rudo, o uso de protetores individuais, os acidentes ocorridos, as doenas ocupacionais contradas.
2) Meatoscopia: a finalidade foi de investigar a presena de cermen e/ou corpo estranho no meato acstico externo que poderiam alterar o resultado da audiometria.
3) Audiometria Tonal: as avaliaes sero realizadas em cabina acstica, com repouso acstico de 14 horas. Foi utilizado audimetro da marca Interacoustics, modelo AD 229, com fone TDH-39, calibrado de acordo com as normas vigentes, NR7 e Portaria 19 (BRASIL, 1998). As freqncias avaliadas por via area foram de 250 Hz a 8000 kHz e quando o limiar encontrado foi maior que 25 dB, foi realizada a via ssea de 500 a 4000 kHz.
As audiometrias foram classificadas segundo recomendaes da legislao (Portaria n. 19 da NR-7 - MTb):

Audiograma dentro dos limites aceitveis (Compatvel com a Normalidade): quando os limiares tonais em todas as freqncias apresentarem valores inferiores e iguais a 25 dB (NA). No entanto, pode-se observar um audiograma compatvel com a normalidade, mas com um traado que se assemelha PAIR (entalhe nas freqncias altas), indicando uma provvel PAIR em fase inicial (FERREIRA JUNIOR, 1998).
Audiograma sugestivo de perda auditiva induzida por Nveis de Presso Sonora elevados: acometimento neurossensorial na forma de entalhe nas freqncias altas (3000 e/ou 4000 e/ou 6000 Hz), maiores ou iguais a 30 dB.
Audiograma no sugestivo de perda auditiva por Nveis de Presso Sonora elevados, sugestivo de outras patologias auditivas no associadas ao rudo: audiograma no caracterstico de entalhe nas freqncias altas. Incluem-se aqui os audiogramas com provveis ocorrncias concomitantes de PAIR e com patologia auditiva (traados hbridos). So traados que lembram a PAIR, mas, segundo FERREIRA JUNIOR (1998), num contexto atpico em relao s caractersticas mais comuns da PAIR.

4) Devolutiva: ao final da avaliao foi repassado ao funcionrio o resultado do seu exame audiomtrico.
Aplicao do Questionrio
Para a realizao da pesquisa foi utilizado o questionrio intitulado como "Crenas e atitudes sobre proteo auditiva e perda auditiva", que foi desenvolvido e validado por pesquisadores do NIOSH dos Estados Unidos (STEPHENSON & MERRY 1999. NIOSH contrato NIOSH
n211-93-006) e utilizado anteriormente nos Estados Unidos, Sucia e Brasil (STEPHENSON & MERRY 1999, SVENSSON et al., 2004, SARTORI, 2004). Este questionrio busca informaes dos trabalhadores referentes s suas crenas e seu comportamento com relao preveno da perda auditiva, o mesmo consiste de vinte e oito questes, e subdividido em dez reas temticas apresentadas a seguir:
1. Percepo de suscetibilidade de adquirir uma perda auditiva (questes 1,13).
2. Percepo da severidade das conseqncias de perda auditiva (questes 2,14).
3. Percepo de benefcios de uma ao preventiva (questes 5, 16, 24).
4. Percepo de obstculos para ao preventiva: a) conforto (questes 6, 17, 25).
5. Percepo de obstculos para ao preventiva: b) atenuao dos sons importantes (questes 7, 18).
6. Percepo de obstculos para ao preventiva: c) comunicao (questes 8, 19, 26).
7. Percepo de obstculos para ao preventiva: d) convenincia e disponibilidade (questes 3, 9, 20, 27).
8. Intenes de comportamento (questes 10, 21, 28).
9. Normas Sociais (questes 11, 22).
10. Auto-eficcia (questes 4, 12, 15, 23).

As respostas so dadas em uma escala LIKERT de 1 a 5, com as respostas variando de Concordo totalmente, resposta nmero 1, a Discordo totalmente, resposta nmero 5. Cada participante da pesquisa respondeu o questionrio individualmente aps a realizao da audiometria peridica, o mesmo retirou o questionrio com a Fonoaudiloga. Para o preenchimento os trabalhadores foram orientados a marcar a alternativa que melhor descreve sua opinio sobre a frase. Foram tambm informados de que no existem respostas certas ou erradas e que o interesse obter a opinio deles.

O questionrio foi submetido ao teste de confiabilidade, atravs do clculo do coeficiente alfa de Cronbach, resultando em um coeficiente igual a 0,768593, portanto, acima do valor mnimo desejvel que 0,7. Esse resultado mostra que as respostas obtidas so confiveis para a populao estudada.

Anlise Estatstica

As anlises examinaram a relao entre os escores por rea temtica em relao as seguintes variveis: idade, sexo, nvel de rudo, resultados da audiometria, tempo de trabalho na empresa, setor e turno de trabalho.
Para a anlise estatstica dos escores foram utilizados Mtodos Descritivos (mdia e desvio padro) e, determinaes dos Coeficientes de Correlaes entre as variveis envolvidas e os escores das reas temticas. Utilizou-se o Coeficiente de Correlao de Spearman para as variveis nominais (udio, sexo e setor) enquanto que para as variveis ordinais (idade, tempo de empresa, turno nvel de rudo) utilizou-se o Coeficiente de Correlao de Pearson. Foi adotado o nvel de significncia de 5% para testar a significncia dos coeficientes de correlaes.


RESULTADOS

Resultados Audiomtricos

Observou-se que 60 trabalhadores pesquisados (60%) apresentaram exame audiomtrico com limiares auditivos dentro dos padres de normalidade e 40 trabalhadores (40%) apresentaram exame audiomtrico com Dficit Auditivo, sendo que destes 31 trabalhadores (31%) apresentaram limiares sugestivos de PAIR bilateralmente, diagnstico fornecido pelo mdico do trabalho que atende a empresa e 9 trabalhadores (9%) apresentaram outras alteraes auditivas.

Resultados das Respostas dos Questionrios

Quanto ao tempo de empresa e de exposio a rudo dos participantes da pesquisa o mesmo varia de 10 a 39 anos, assim divididos 78 funcionrios que participaram da pesquisa (78%) esto expostos a rudo por um perodo entre 10 a 19 anos, 17 funcionrios pesquisados (17%) esto expostos a rudo por um perodo entre 20 a 29 e, o restante 5 funcionrios integrantes da pesquisa (5%) esto expostos a rudo por um perodo entre 30 a 39 anos.

O questionrio foi submetido ao teste de confiabilidade, atravs do clculo do coeficiente alfa de Cronbach, resultando em um coeficiente igual a 0,768593, portanto, acima do valor mnimo desejvel que 0,7. Esse resultado mostra que as respostas obtidas so confiveis para a populao estudada.

Abaixo esto os resultados dos 100 funcionrios que responderam o questionrio, por rea temtica.
A rea Percepo de suscetibilidade de adquirir uma perda auditiva foi examinada atravs de duas questes de nmero 1 e 13. A afirmao 1 foi: "Penso que posso trabalhar perto de barulho alto sem que isso cause danos a minha audio", enquanto que a afirmao 13 foi: Acredito que a exposio ao barulho alto pode prejudicar minha audio", As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 1.



A rea Percepo da severidade das conseqncias da perda auditiva foi examinada atravs de duas questes de nmero 2 e 14. A afirmao 2 foi: "Seria mais difcil para as pessoas conversarem comigo se eu perdesse parte da minha audio ", enquanto que a afirmao 14 foi "No penso que seria uma grande desvantagem perder parte da minha audio por ter trabalhado em ambiente muito barulhento": As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 2.



A rea Percepo de benefcios de uma ao preventiva foi examinada atravs de trs questes de nmero 5, 16 e 24. A afirmao 5 foi: "Estou convencido de que posso evitar perda de audio usando protetores auditivos", a afirmao 16 foi "No posso proteger minha audio a menos que eu use protetores auditivos em ambientes muito barulhentos", enquanto que a afirmao 24 foi "Se eu realmente quiser manter minha audio, importante que eu use protetores auditivos todas as vezes que eu estiver perto de barulho alto": As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 3.



A rea Percepo de obstculos para ao preventiva - Conforto foi examinada atravs de trs questes de nmero 6, 17 e 25. A afirmao 6 foi: "Protetores externos so muito quentes e pesados para eu usar durante meu trabalho", a afirmao 17 foi "Protetores externos fazem muita presso em minhas orelhas para serem confortveis", enquanto que a afirmao 24 foi: "Protetores podem ser confortveis se ajustados corretamente". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 4.



A rea Percepo de obstculos para ao preventiva - Atenuao dos Sons Importantes foi examinada atravs de duas questes de nmero 7 e 18. A afirmao 7 foi: " difcil para ouvir sinais de advertncia como back-up beeps se eu estiver usando protetores auditivos", a afirmao 18 foi "Usar protetores no me priva de ouvir sons importantes feitos pelas ferramentas ou mquinas". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 5.



A rea Percepo de obstculos para ao preventiva - Comunicao foi examinada atravs de trs questes de nmero 8, 19 e 26. A afirmao 8 foi: "No posso usar protetores porque preciso ouvir as pessoas falando comigo enquanto trabalho", a afirmao 19 foi "Posso entender as falas suficientemente bem para fazer meu trabalho enquanto estou usando protetores", enquanto que a afirmao 26 foi: "Mesmo quando o local no barulhento algumas vezes difcil para eu ouvir quando as pessoas esto falando comigo". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 6.



A rea Percepo de obstculos para ao preventiva - Convenincia e Disponibilidade foi examinada atravs de quatro questes de nmero 3, 9, 20 e 27. A afirmao 3 foi: "Onde eu trabalho h protetores auditivos prontamente disponveis para eu usar", a afirmao 9 foi "Conseguir protetores auditivos para usar no trabalho no conveniente para mim", a afirmao 20 foi: "No trabalho, posso escolher entre vrios e diferentes protetores para usar", enquanto que a afirmao 27 foi: "Protetores auditivos no so muito caros para eu comprar". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 7.



A rea Intenes de Comportamento foi examinada atravs de trs questes de nmero 10, 21 e 28. A afirmao 10 foi: "No pretendo usar protetores quando eu estiver prximo a ferramentas ou equipamentos que produzam altos rudos", a afirmao 21 foi "Geralmente uso protetores sempre que estou trabalhando perto de barulho alto ou equipamento barulhento", enquanto que a afirmao 28 foi: "Se eu tivesse um protetor auditivo comigo eu o usaria todas as vezes que eu estivesse perto de qualquer barulho que fosse alto o suficiente para prejudicar minha audio". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 8.



A rea Normas Sociais foi examinada atravs de duas questes de nmero 11 e 22. A afirmao 11 foi: "Meus colegas geralmente usam protetores quando trabalham em ambiente com barulho arriscado", enquanto a afirmao 22 foi: "Meus colegas geralmente no usam protetores quando precisam trabalhar em reas barulhentas". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 9.



A rea Auto Eficcia foi examinada atravs de quatro questes de nmero 4, 12, 15 e 23. A afirmao 4 foi: "Nem sempre posso dizer quando preciso usar protetores auditivos", a afirmao 12 foi "Acredito que sei como ajustar e usar os protetores auditivos", a afirmao 15 foi: "Posso dizer quando um protetor interno precisa ser substitudo", enquanto que a afirmao 23 foi: "Se meus colegas de trabalho perguntassem eu poderia mostrar a eles a maneira correta de ajustar e usar protetores auditivos". As porcentagens das respostas registradas esto no Grfico 10.



O clculo dos escores para cada rea temtica do questionrio, j descritas anteriormente e a analise de como os escores do questionrio se relacionam com as demais variveis do estudo, que incluem: udio, sexo, idade, tempo de empresa, turno, setor, nvel de rudo no local de trabalho, esto expostos no Quadro 1. Ele inclui os valores de p para o teste de significncia da correlao entre a escala, em cada rea temtica, e as variveis consideradas.



Para as variveis nominais (resultado da audiometria, sexo e setor) o coeficiente de correlao utilizado foi o Coeficiente de Contingncia enquanto que para as variveis ordinais (idade, tempo de empresa, turno e nvel de rudo), foi utilizado o Coeficiente de Correlao de Spearman. Ao nvel de significncia de 5% (0,05) a correlao somente significativa se p < 0,05. No quadro 1 esto assinalados em negrito os valores de p para as correlaes significativas, e um asterisco indica as correlaes que no atingiram mas esto muito prximas ao nvel de significncia.


DISCUSSO

Este estudo verificou o conhecimento dos funcionrios expostos a rudo industrial com relao perda auditiva e o rudo, conhecimento este, importante para a promoo da sade auditiva. Foram levantadas as variveis que podem estar associadas ao conhecimento e atitude dos funcionrios em relao exposio a rudo e o risco de perda auditiva.

A anlise dos resultados audiomtricos que dos 100 funcionrios participantes da pesquisa revelou que 60 deles (60%) apresentam limiares auditivos dentro dos padres de normalidade bilateralmente, e 40 funcionrios participantes da pesquisa (40%) apresentaram dficit auditivo bilateralmente. Destes 40, 31 (31%) deles apresentaram exame audiomtrico sugestivo de perda auditiva induzida por rudo (PAIR) e 9 (9%) apresentaram outras alteraes auditivas.

O instrumento escolhido traz informaes que podem revelar os pontos fortes e os fracos, ou seja, que necessitam ser tratados num programa educativo, ou ainda, em possveis mudanas de poltica da empresa. Entretanto, a maioria dos funcionrios afirmou que o mesmo longo e de difcil entendimento, desta forma fica aqui registrada a sugesto para que o instrumento possa ser simplificado sem perder suas caractersticas essenciais.

SARTORI (2004) realizou um trabalho semelhante a este com funcionrios de uma indstria cujas atividades principais so: a extrao de leo vegetal, fabricao de farelo e recebimento de soja, na cidade de Joaaba/SC, com o objetivo de avaliar o conhecimento e o comportamento dos funcionrios em relao a exposio ao rudo existente na empresa.

SVENSSON et al. (2004) realizaram na Sucia um trabalho semelhante a este, onde examinaram as convices e atitudes de trabalhadores sobre audio e preveno de perda auditiva e em particular como isso afeta uso do protetor auditivo deles/delas, fez ainda a comparao desses dados em relao a exposio ao rudo, habilidade auditiva e idade. Dos participantes 95% responderam que estavam sabendo que barulho alto pode danificar a sua audio, 90% consideraram que uma perda auditiva seria um problema srio, e 85% acreditaram que o protetor auditivo pode proteger a sua audio.

Estes dados so semelhantes aos descritos nos resultados deste trabalho, onde 100% dos trabalhadores concordam que a exposio a barulho alto pode prejudicar a sua audio, 98% dos pesquisados concordam que uma perda auditiva seria um problema srio para eles, e 96% esto convencidos de que o protetor auditivo pode proteger a sua audio e evitar a perda auditiva.

Ao contrrio das respostas obtidas por SVENSSON et al. (2004) que so baixas porcentagens de trabalhadores que sempre "usam o protetor auditivo" quando expostos ao barulho, e 55% dos trabalhadores indicaram que no podem ouvir sinais de advertncia quando esto usando protetor auricular e ainda 45% dos trabalhadores referiram que consideraram o protetor auditivo incmodo, as respostas neste trabalho encontradas demonstram que 100% afirmam que geralmente usam protetor auditivo quando esto trabalhando perto de barulho alto ou equipamento barulhento, e 96% discordam que no seja possvel ouvir sinais de advertncia como back up beeps quando esto usando protetor auditivo, e ainda, 98% afirmam que o protetor auditivo pode ser confortvel se ajustado corretamente.

WILLIAMS et al. (2004) tambm desenvolveram um projeto sobre conhecimento de trabalhadores, que examinou as percepes dos trabalhadores rurais relativas exposio ao rudo, barulho e audio. Foram comparados testes audiomtricos com percepes de rudo enquanto risco de danos na audio e ao preventiva. As percepes de rudo no trabalho tenderam a ser mais positivo se as pessoas sentissem que tiveram problemas de audio. No havia nenhuma diferena em ao preventiva entre os grupos. Ambos os grupos taxaram barreiras ao preventiva. Concluiu que h necessidade de treinamento especfico que assegurem aos trabalhadores rurais tenham habilidades para entrar em ao reduzindo exposio de barulho no trabalho.

Podemos atravs dessas comparaes perceber que alguns resultados se assemelham e outros divergem, o que pode ter referncia as diferentes atividades desenvolvidas, diferentes prticas adotadas pelas empresas, formas de abordagem sobre proteo auditiva, incentivo ao uso do protetor dentre outros aspectos.

O questionrio utilizado neste trabalho revelou que os funcionrios tm um bom conhecimento dos efeitos do barulho alto sobre a nossa audio e sobre a nossa vida diria no convvio com os colegas e durante a jornada de trabalho, bem como dos efeitos de aes preventivas que visem o conforto, convenincia dentre outros aspectos onde h percebe-se a necessidade e os benefcios do uso correto do protetor auricular e tambm as conseqncias do mau uso do mesmo, ainda, a maioria afirmou ter conhecimento da forma correta do uso de protetor auditivo e de quando necessria a sua troca.

Observou-se na rea temtica percepo de obstculos para ao preventiva sesso convenincia e disponibilidade que 99 (99%) dos trabalhadores discordaram da afirmativa "no trabalho posso escolher entre vrios e diferentes protetores para eu usar", esta discordncia em numero considervel se deu devido realidade vivenciada pelos mesmos na empresa onde realmente no h opo de escolha de protetor, todos os funcionrios fazem uso de protetor auricular tipo concha modelo 3M 1435 e 3M 1450 de acordo com o setor de trabalho e a atividade desenvolvida. Percebeu-se que os funcionrios desejam ter o direito de escolha do tipo do protetor que gostariam de usar ou ento que fosse o mais cmodo. Desta forma foi recomendado aos profissionais do SESMT que deveria ser disponibilizada uma variedade de tipos e modelos de protetor auditivo de forma que o trabalhador pudesse selecionar o que melhor se adapta a ele, baseado no conforto, facilidade de manuseio e controle dentre outros e tambm que seja proporcionado aos funcionrios um treinamento individual na seleo do protetor quanto a forma de uso, conserto , higienizao e substituio do mesmo.

SVENSSON et al. (2004) em sua pesquisa com trabalhadores suecos, tambm observou que nas companhias estudadas, os trabalhadores tiveram um nmero limitado de alternativas de escolha de protetor auditivo e no receberam treinamento especial para o uso, cuidado e manuteno dos mesmos, desta forma aps obter estas informaes atravs de questionrio recomendou que deve ser provida uma variedade de estilos de protetores auditivos, de forma que trabalhadores pudessem selecionar um dispositivo baseado em conforto, facilidade de uso e controlando, e facilidade de comunicao. Ainda ele sugere que cada trabalhador deveria receber treinamento individual na seleo, enquanto ajustando, uso, conserto, e substituio do protetor auditivo.

Ainda, com relao aos resultados abaixo esto s correlaes significativas realizadas entre as reas temticas e algumas variveis.

Percebeu-se que para a rea temtica Percepes de obstculos para ao preventiva sesso conforto a varivel nvel de rudo significativa, isso se deve ao fato de que todos participantes do estudo fazem uso do mesmo protetor, independente do nvel de rudo a que esto expostos, ou seja, todos usam protetor auditivo tipo concha. Como j mencionado anteriormente no incio deste estudo alguns funcionrios faziam uso de protetor auditivo tipo plug, modelo Pomp Plus e outros faziam uso de protetor auditivo tipo concha, modelos mencionados anteriormente, porm no decorrer da pesquisa por ordem da gerncia da indstria todos os funcionrios receberam protetor auditivo tipo concha modelos modelo 3M 1435 ou 3M 1450 independente do setor de trabalho e/ou nvel de rudo do setor, desta forma os trabalhadores passaram a fazer uso deste protetor, o que ocasionou sensao de desconforto e at rejeio por parte de alguns funcionrios que durante todo o seu tempo atividade na empresa sempre usaram protetor auditivo tipo plug e agora devem se adaptar ao protetor tipo concha. Alm disso, os funcionrios vivenciam dificuldades quanto adaptao e o conforto do protetor auditivo imposto pela empresa, por razes diversas, como o uso do gorro, o uso de culos de lente e/ou culos protetor que usado em um setor especfico, o uso do capacete dentre outras, pois o protetor auditivo indispensvel tendo o rudo como agente de risco em todos os setores da empresa. Dessa forma deveria ser revista a questo do uso de protetor auditivo de um nico tipo para todos os setores, respeitando o nvel de rudo, como agente nocivo e o conforto dos trabalhadores, buscando uma alternativa intermediria.

Observou-se ainda que para a rea temtica Percepo de obstculos para ao preventiva sesso comunicao a varivel resultado da audiometria significativa, o que sugere que as pessoas que possuem audio alterada experenciem dificuldades para comunicao quando usam protetor auditivo. Cada um desses casos deveria ser revisto de maneira individual para busca de um protetor que no interfira na comunicao, mas que ainda oferea a atenuao necessria.

Percebeu-se que para a rea temtica Percepo de obstculos para ao preventiva sesso convenincia e disponibilidade a varivel Setor de Trabalho significativa, que sugere que as pessoas vivenciem dificuldades quanto a disponibilidade de diferentes tipos de protetor auditivo, pois a empresa disponibiliza apenas um tipo de protetor auditivo, que o tipo concha. Novamente sugere-se reviso desses casos de forma individual visando busca de um protetor auditivo que ao qual se adapte cada funcionrio, respeitando o setor em que trabalha a atividade que desempenha e o nvel de rudo ao qual o mesmo esta exposto.

Verificou-se ainda que para a rea temtica Auto-eficcia a varivel resultado da audiometria significativa. Essa associao provavelmente ocorre, pois o funcionrio ao receber o resultado de sua audiometria acompanhado de informaes, percebe que ele realmente capaz de prevenir uma perda auditiva. O resultado da audiometria comprova a percepo de sua auto-eficcia. Alm disso, os funcionrios recebem, de forma individual e coletiva, participam de integraes e reintegraes, treinamentos, gincanas, dentre outras programaes e atividades realizadas pelo PCA e pela Segurana do Trabalho em conjunto com os demais setores da empresa sempre abordando os temas Audio e Proteo Auditiva como tema principal. Todas essas atividades tornam o funcionrio mais confiante e ativo, fazendo com que o mesmo acredite que capaz de proteger a prpria audio.

Observou-se tambm que para a rea temtica Auto-eficcia a varivel tempo de empresa significativa. Atravs destes resultados podemos justificar que quanto maior o tempo de empresa maior o tempo de uso do protetor, maior o nmero de participaes dos funcionrios nas atividades relacionadas a treinamentos, palestras, integraes, reintegraes, mais reavaliaes audiolgicas, mais trocas de protetor auditivo, enfim maior integrao do funcionrio com as aes do PCA da empresa gerando maior conhecimento e atitude, e maior a sua percepo de que como individuo, capaz de proteger a prpria audio.

As anlises realizadas por SVENSSON et al. (2004) em sua pesquisa com trabalhadores suecos identificaram diferenas significantes referentes ao mau uso do protetor auditivo relacionado idade, tempo de empresa e grupos de diferentes empresas.

Vale ressaltar que embora quase que a totalidade das respostas sejam satisfatrias e demonstrem o conhecimento dos trabalhadores sobre rudo e perda auditiva, de suma importncia renovao e o aprimoramento desses conhecimentos atravs de aes que renovem e aperfeioem este conhecimento, pois mantendo os funcionrios atualizados poderemos construir uma produo eficaz, com nveis de segurana e proteo adequados, e melhoraremos ainda mais os conceitos e as respostas j descritas no resultados deste trabalho.

Finalmente, foi possvel atravs dos dados perceber que h uma populao significativa que apresenta dficit auditivo sugestivo ou no de perda auditiva induzida pelo rudo, desta forma, foi inserido no planejamento um novo treinamento com nfase no assunto "Proteo Auditiva", bem como a solicitao de troca de protetor auditivo, no caso dos mesmos estarem em ms condies de uso, pois, todos os funcionrios j fazem uso de protetor tipo concha. Reforou-se tambm a permanncia do perodo semestral para a reavaliao audiolgica nestes casos, bem como a realizao de encaminhamentos para o Mdico do Trabalho da Empresa e/ou Mdico Otorrinolaringologista, dentre outras aes descritas no decorrer do trabalho.

O questionrio demonstrou que os funcionrios esto informados da necessidade da integridade auditiva para o seu prprio bem estar e das pessoas que o rodeiam, das formas de proteo auditiva, bem como das conseqncias do mau uso de protetor auricular, dos danos do rudo ao organismo e ao trabalho, porm como mencionado anteriormente, conhecimento se constri e se aperfeioa dia aps dia,continuamente.

Desta forma, sugere-se permaneam ativas dentro da empresa aes como aconselhamentos individuais e coletivos, integraes, reintegraes, treinamentos, palestras educativas, gincanas, e todas as demais atividades propostas pela Equipe do SESMT em especial a Equipe do PCA que gerencia e desenvolve grande parte destas atividades, difundindo informaes e despertando a cada dia o interesse dos funcionrios em saber mais como proteger a sua audio, como e porque utilizar o protetor auditivo corretamente, como incentivar o colega a se proteger ensinando o mesmo a ajusta o seu protetor corretamente, fazer com que os funcionrios sejam membros ativos no quesito proteo e segurana, relacionando a sua prpria proteo e segurana, e que os mesmos no apenas esperem que outras pessoas o faam.

Ainda, mais do que tudo, necessrio que o prprio profissional Fonoaudilogo demonstre o seu trabalho, e de forma tica se faa necessrio dentro da equipe, e da empresa, e conquiste o seu espao para cada vez trabalhar mais em prol a sade e qualidade de vida dos nossos trabalhadores, em muitas situaes muito sofridos, pois cabe aos profissionais da rea de sade do trabalhador conhecer os riscos e as conseqncias dessas exposies, bem como as normas e leis que norteiam as estas atividades.


CONCLUSAO

Este trabalho teve como objetivo verificar o conhecimento dos funcionrios expostos a rudo industrial com relao perda auditiva e o rudo. Este conhecimento possibilita ao profissional de sade identificar fatores e, propor medidas eficazes para aperfeioar sempre mais o conhecimento de funcionrios bem como para nortear as aes propostas e desenvolvidas pelo PCA da empresa.

O questionrio, principal instrumento utilizado recomendado para profissionais e pesquisadores na rea de Fonoaudiologia - Audiologia Ocupacional, na avaliao de se programa de conservao auditiva. Porm durante a aplicao do mesmo para este trabalho percebeu-se que a maioria dos participantes da pesquisa referiu que a verso em portugus do questionrio de difcil entendimento, necessitando ser revista e validada para nossa lngua.

Foram observadas correlaes estatisticamente significativas entre a rea temtica Percepes de obstculos para ao preventiva (conforto) e o nvel de rudo no setor de trabalho, entre a rea temtica Percepo de obstculos para ao preventiva (comunicao) e o resultado da audiometria, entre a rea temtica Percepo de obstculos para ao preventiva (convenincia e disponibilidade) e o setor de trabalho, entre a rea temtica Auto-eficcia e o resultado da audiometria e ainda, entre a Auto-eficcia e o tempo de empresa. Os resultados encontrados neste trabalho demonstram a efetividade do programa de conservao auditiva, que desenvolvido na empresa, bem como o conhecimento dos funcionrios referente a audio e a proteo auditiva.


REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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2. Stephenson, M.R., A comparison and contrast of workers' vs. health and safety professionals' attitudes and beliefs about preventing occupational hearing loss. NIOSH poster presented at National Hearing Conservation Association Annual Conference Feb 25 - 27, 1999, in Atlanta GA, (1999). "Disponvel em: http://www.cdc.gov/niosh/noise/nhca99f.ppt"

3. Brasil. Portaria N. 19 Braslia, Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho, 09.09.1998 (DOU de 22.04.1998).

4. Svensson EB, Morata TC, Nylen P, Krieg EF, Johnson AC. Beliefs and attitudes among Swedish workers regarding the risk of hearing loss. Int. J. Audiol. 2004, 43(10):585-93.

5. Sartori E. Conhecimento e atitude de trabalhadores em relao exposio a rudo no trabalho e preveno da perda auditiva. In: Morata, TC. Caminhos para a sade auditiva: ambiental - ocupacional. So Paulo: Plexus Editora, 2005.

6. Williams SP, et al.; Hearing loss and perceptions of noise in the workplace among rural Australians Australian Journal of Rural Health, 2004, 12: 115-119.










1 Mestre, Fonoaudiloga.
2 Doutora, Professora e Pesquisadora.
3 Mestre, Professor.

Instituio: Universidade Tuiuti do Paran - Rua Marcelino Champagnat, 505, Bairro Mercs - Curitiba / PR.
Endereo para correspondncia: Ane Gleisi Vivan - Rua Dr. Carlos Barbosa, 159 - Centro - Casca / RS - CEP: 99260-000 - Telefone: (54) 3347-2263 - Fax: (54) - 3444 3379 - E-mail: anegleisi@net11.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gesto de Publicaes) da R@IO em 20 de outubro de 2007. Cod. 348. Artigo aceito em 10 de janeiro de 2008.
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