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Ano: 2008  Vol. 12   Num. 1  - Jan/Mar Print:
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Manifestaes Larngeas do Refluxo Laringo-farngeo e suas Relaes com Hbitos Alimentares Manauenses
The Laryngeal Manifestations of Laryngeal-pharynx Reflux and its Correlation with the Population of Manaus City
Author(s):
Alexandre Borges Barbosa 1, Luciana da Silva Barberena 2, Keila Lucas Pansini Barbosa 3, Daniel Santana Ribeiro 4
Palavras-chave:
hbitos alimentares, refluxo gastro-esofgico, laringite
Resumo:

Introduo: sabido que hbitos alimentares inadequados e diversos tipos de alimentos predispem ao refluxo gastro-esofgico e conseqentemente ao laringo-farngeo. Objetivo: O presente trabalho justifica-se por no existirem dados locais a respeito do problema em questo e tem como objetivos: detectar as manifestaes larngeas do refluxo laringo-farngeo, detectar hbitos alimentares inadequados e prejudiciais s estruturas larngeas, correlacionar as manifestaes larngeas do refluxo laringo-farngeo com os hbitos alimentares da populao manauense. Casustica e Mtodo: A metodologia utilizada consistiu em entrevistar pacientes portadores de exame de Videolaringoscopia compatvel com refluxo laringo-farngeo, de qualquer sexo e adultos, foram abordados quesitos relacionados aos hbitos alimentares e s sintomatologias caractersticas da patologia. Resultados: Os resultados demonstram que dos 54 sujeitos estudados, 69% pertenciam ao sexo feminino, 25 sujeitos (46,29%) apresentavam idades entre 20 e 40 anos, 31 (57,40%) realizavam as refeies nos locais de trabalho, a maioria apresentou hbitos alimentares relacionados ao refluxo laringo-farngeo, entre eles: frituras (94,44%), caf e chs (92,59%), pimenta (70,37%) e farinha (66,66%), entre outros e 61% dos sujeitos apresentavam sintomas disppticos. Quanto aos sintomas larngeos apresentados, os principais foram: globo farngeo (29%), disfonia (23%) e pigarro (20%), entre outros. 50% dos sujeitos apresentavam durao dos sintomas entre 1 e 5 anos. As principais patologias larngeas encontradas foram: fenda gltica (27%) e ndulos vocais (20%), entre outras. Concluso: Assim, houve predomnio de sujeitos com refluxo laringo-farngeo no sexo feminino, mdia de idade de 45,3 anos, observou-se relao entre hbitos inadequados e refluxo laringo-farngeo e presena de sintomas disppticos, sintomas larngeos e patologias larngeas na maioria dos sujeitos estudados.

INTRODUO

O refluxo gastro-esofgico (RGE) uma patologia decorrente da falha anatmica e/ou funcional dos mecanismos de conteno do contedo gstrico no estmago (1,2).

O RGE e o refluxo laringo-farngeo (RLF) so, respectivamente, trnsito do contedo gstrico para dentro do esfago e deste para as reas larngea e farngea. Como o contedo cido do estmago (cido clordrico) ascende em direo s estruturas laringo-farngeas, queixas no campo fonoaudiolgico tm sido freqentemente relatadas no consultrio de tal profissional da sade (3,4).

Dentre tais queixas podem-se destacar: disfonia, rouquido, globo farngeo, pigarro, tosse seca, ardncia e irritao na garganta, odinofagia e disfagia (5).

Faringites e laringites tm sido rotineiramente relacionadas ao RLF, mostrando que tais estruturas (laringe e faringe), apesar de distantes do estmago, tm sofrido conseqncias da desestruturao gstrica (6,7,8).

Sabe-se que determinados hbitos alimentares como alimentaes volumosas, mastigao insuficiente, comer e deitar-se imediatamente aps e alimentaes noturnas predispem ao RGE e ao RLF (4,9,10).

Com a evoluo tecnolgica e populacional ocorrida nos ltimos anos, mulheres e jovens tm sido novos grupos de indivduos a padecer de sintomas relacionados ao refluxo alto (RLF), uma vez que os mesmos tm enfrentado jornadas rduas de trabalho e estudo noturno, no restando tempo suficiente para a realizao adequada das refeies (8,11,12).

Certos tipos de alimentos, tais como gorduras, frituras, enlatados, corantes e conservantes, chocolates, cafena, refrigerantes, condimentos e carboidratos (macarro, farinha, etc) propiciam e estimulam o RGE e o RLF (13,14).

De maneira geral, as dietas devem ser ricas em protenas, visando vigor e fora muscular (15). Entretanto, devem-se evitar alimentos pesados e condimentados, principalmente se so comuns sintomas de dispepsia, como pirose, epigastralgia, plenitude ps-prandial, eructaes e flatulncia (16,17). As secrees gstricas podem banhar as pregas vocais e causarem irritaes, inflamaes e disfunes das mesmas (1,2,18,19,20). O presente trabalho tem como justificativa para seu desenvolvimento: Manifestaes larngeas do refluxo laringo-farngeo tm sido bastante freqentes na prtica clnica do Otorrinolaringologiasta e do Fonoaudilogo (21). sabido que hbitos alimentares inadequados predispem ao refluxo gastro-esofgico e conseqentemente ao laringo-farngeo (22,23). O presente trabalho justifica-se por no existirem dados locais em relao ao problema em questo e sua contribuio social consiste em, de posse dos resultados, poderem-se adotar medidas preventivas relacionadas ao refluxo laringo-farngeo e minimizar seus efeitos malficos na populao manauense. Tem como objetivos:

- detectar as manifestaes larngeas do refluxo laringo-farngeo;

- detectar hbitos alimentares inadequados e prejudiciais s estruturas larngeas;

- correlacionar as manifestaes larngeas do refluxo laringo-farngeo com os hbitos alimentares da populao manauense;

- observar os grupos populacionais mais susceptveis ao refluxo laringo-farngeo; e

- caracterizar e correlacionar os principais sintomas e patologias larngeas presentes nos casos de refluxo laringo-farngeo.


CASUSTICA E MTODO

Foi realizado um estudo prospectivo, cujo projeto foi submetido e aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa do Centro Universitrio Nilton Lins em junho de 2006, sob o processo no 02/06-IC/CEP.

Participaram do estudo cinqenta e quatro pacientes que se enquadraram nos critrios de incluso descritos a seguir, atendidos no perodo de Julho a Setembro de 2006, em ambulatrios de Otorrinolaringologia das redes de sade pblica e privada de Manaus/AM, nos seguintes bairros: Centro, Praa 14 de Janeiro, Compensa, Cidade Nova e Cachoeirinha, sendo denominados de sujeitos da pesquisa.

Os critrios de Incluso adotados foram os seguintes: idade acima de 18 anos, ambos os sexos e exame videolaringoscpico compatvel com refluxo laringo-farngeo. Todos os sujeitos autorizaram previamente suas participaes na pesquisa por meio do termo de cincia e consentimento livre e esclarecido. O exame videolaringoscpico foi realizado por meio de tica larngea de70o da marca Endoview, com anestesia tpica spray a base de lidocana e considerou-se sinais de refluxo laringofarngeo os seguintes achados: edema e/ou hiperemia das aritenides e espao interaritenideo, hiperemia da face larngea da epiglote e alteraes disqueratsicas da superfcie das pregas vocais. Os sujeitos atendidos nos locais citados anteriormente foram encaminhados ao Servio de Atendimento Fonoaudiolgico (SAF) do Centro Universitrio Nilton Lins (CUNL) de Manaus / AM.

Ao serem recebidos no SAF, os sujeitos foram entrevistados acerca de dados de identificao, profisso, local de realizao das refeies, hbitos alimentares, presena ou no de sintomas disppticos, queixas larngeas e incio e durao dos sintomas. De posse dos dados, os mesmos foram tabulados, analisados e discutidos segundo os objetivos do trabalho.


RESULTADOS

Participaram do estudo 54 indivduos, sendo denominados sujeitos da pesquisa.

O Grfico 1 mostra a distribuio percentual dos 54 sujeitos quanto ao sexo. Houve predomnio do sexo feminino, sendo 69% (37 sujeitos) do sexo feminino e 31% (17 sujeitos) do sexo masculino.


Grfico 1. Distribuio percentual dos 54 sujeitos quanto ao gnero - 31%-Masculino 69%-Feminino.



O Grfico 2 mostra a distribuio absoluta dos 54 sujeitos quanto faixa etria. Sobressaiu a faixa-etria dos 20 aos 40 anos, com os extremos de idade de 20 e 85 anos e mdia de 45,3 anos.


Grfico 2. Distribuio absoluta dos 54 sujeitos quanto faixa-etria - 25 pacientes - 20 a 40 anos 19 pacientes - 41 a 60 anos 09 pacientes - 61 a 80 anos 01 paciente - acima de 80 anos.



O Grfico 3 mostra a distribuio absoluta dos 54 sujeitos quanto ao local em que realizam as refeies. Observou-se que a maioria (31) o faz nos locais de trabalho.


Grfico 3. Distribuio absoluta quanto ao local de realizao das refeies - 31 sujeitos - no domiclio 23 sujeitos - no trabalho.



O Grfico 4 mostra a distribuio absoluta dos 54 sujeitos quanto rotina de dieta. Quase todos os sujeitos almoam (54), 49 realizam desjejum e 51 jantam.


Grfico 4. Distribuio absoluta quanto ao nmero de refeies realizadas pelos pacientes - 49 pacientes: dejejum 54 paceintes: almoo 51 pacientes; jantar.



O Grfico 5 mostra a distribuio absoluta dos tipos de alimentos encontrados na culinria manauense predisponentes ao RLF e a quantidade de sujeitos que os ingerem. Dentre os alimentos sabidamente causadores de RLF, foram observados grande incidncia na dieta manauense dos seguintes: caf, chs, frituras, pimenta, tucupi, farinha, tapioca e refrigerantes, sendo consumidos por grande parte dos 54 sujeitos.


Grfico 5. Distribuio absoluta quanto aos tipos de alimentos que compem a dieta dos 54 sujeitos - 52-Fritura 50-Caf/Chs 38-Pimenta 36-Farinha 27-Refrigerante 23-Tapioca 20-Tucupi



O Grfico 6 mostra a distribuio percentual dos 54 sujeitos quanto presena de sintomas disppticos. A maioria dos sujeitos portadores de RLF apresentou sintomas disppticos. Dentre os sintomas disppticos relatados pelos sujeitos predominaram: pirose (25), epigastralgia (23), plenitude ps-prandial (17), eructaes (12), sialorria (10) e flatulncia (10).


Grfico 6. Distribuio absoluta quanto presena de sintomas disppticos nos sujeitos da pesquisa - 33-Apresentam sintomas disppticos 21-No apresentam sintomas disppticos



O Grfico 7 mostra a distribuio absoluta das patologias gastroenterolgicas presentes em 18 sujeitos. A maioria dos sujeitos no relata ser portadora de patologias gastroenterolgicas (36). Nos sujeitos que as apresentam (18), predominam: gastrite (12), hrnia de hiato (04) e lcera (02).


Grfico 7. Distribuio absoluta quanto s patologias gstricas apresentadas pelos sujeitos da pesquisa - 12-Gastrite 02-lcera 04-Hrnia de Hiato



O Grfico 8 mostra a distribuio percentual dos 54 sujeitos quanto aos principais sintomas larngeos por eles apresentados. Foi possvel observar a seguinte distribuio: globo farngeo 29% (37), disfonia 23% (31), pigarro 20% (26), tosse seca 14% (19), odinofagia 14% (19), e outros (ardncia (13), entalo (07), prurido (06), sufocamento noturno (06), afonia (01) e halitose (01)).


Grfico 8. Distribuio percentual quanto aos principais sintomas otorrinolaringolgicos relatados pelos pacientes - 29%-Globo Farngeo 23%-Disfonia 20%-Pigarro 14%-Tosse seca 14%Odinofagia



O Grfico 9 mostra a distribuio percentual das patologias larngeas associadas ao RLF. Todos os 54 sujeitos apresentaram, Videolaringoscopia, RLF. Dentre outras patologias larngeas associadas ao RLF observaram-se as seguintes: fenda gltica 27% (04), ndulos de pregas vocais 20% (03), hipertrofia das tonsilas palatinas 20% (03), plipo 13% (02) e outras 20% (laringite crnica (01), faringite crnica (01) e faringite alrgica (01)).


Grfico 9. Distribuio absoluta quanto s patologias faringolarngeas encontradas nos sujeitos - 04-Fenda Gltica 04-Outros 03-Ndulos 03-Hipertrofia das tonsilas palatinas 02-Plipo



O Grfico 10 mostra a distribuio absoluta da durao dos sintomas larngeos associados ao RLF nos 54 sujeitos. A maioria dos sujeitos relatou ser portadora do quadro clnico entre 1,1 e 05 anos (27), o que demonstra tratar-se de uma doena de curso crnico.


Grfico 10. Distribuio absoluta quanto ao tempo de durao dos sintomas larngeos - maior que 06 meses-07 sujeitos 6,1 m a 01 ano - 12 sujeitos 1,1 a a 05 a -27 sujeitos maior que 05 anos - 08 sujeitos



DISCUSSO

Quanto Ao sexo, os achados do presente trabalho relacionados ao sexo esto de acordo com a maioria das referncias consultadas. ECKLEY(4) encontraram 110 mulheres acometidas num universo de 157 pacientes estudados e MARAMBAIA (6) encontraram, num total de 61 pacientes, 35 mulheres.

Tal fato pode ser explicado em decorrncia das mulheres enfrentarem jornada dupla (por vezes tripla) de trabalho, estando portanto, mais sujeitas ao refluxo laringo-farngeo (RLF), uma patologia sabidamente relacionada ao estresse dirio.

MARINHO (12), em um trabalho realizado com 20 sujeitos, encontraram uma mdia de idade de 44,6 anos, idade mnima de 18 anos e mxima de 72 anos. ECKLEY (1) relatam predomnio do RFL em extremos de idade de 21 a 85 anos. Estes achados so bastante semelhantes aos do presente trabalho.

Esta faixa etria engloba a populao economicamente ativa, portanto mais susceptvel ao estresse e conseqentemente ao RLF.

Alimentar-se fora do domiclio considerado fator predisponente ao RLF, uma vez no possvel manter o controle total da qualidade da alimentao quando se alimenta fora do domiclio.

Para Macedo Filho (18), quando as refeies so realizadas fora do domiclio, mesmo que observados os horrios e no havendo supresso de nenhuma delas, h maior probabilidade de se desenvolver quadro de RLF. Tais achados tambm foram observados neste trabalho, uma vez que a maioria dos sujeitos realiza as refeies no trabalho, apesar de haver poucas supresses das refeies.

CHONE (20) pesquisaram hbitos alimentares relacionados ao refluxo laringo-farngeo, onde o uso de ch e/ou caf foi de 100%, frituras e condimentos de 67% e bebidas gaseificadas de 33%.

PRADO (9) afirmam que alimentos gordurosos (frituras, por exemplo), carboidratos (farinha, macarro e tapioca, por exemplo), bebidas gaseificadas (refrigerante, por exemplo) e com altos teores de cafena (caf e chs) promovem incompetncia do esfncter esofgico inferior, capacidade de clearance alterada, retardo no esvaziamento gstrico, anormalidades na mucosa esofgica, entre outras alteraes, predispondo ao refluxo gastroesofgico e conseqentemente laringo-farngeo.

GOMES (10), encontraram presena de sintomas disppticos em 70% dos sujeitos portadores de refluxo laringo-farngeo.

Costa (19), num trabalho em que avaliaram 87 sujeitos, encontraram a seguinte prevalncia de sintomas disppticos, em ordem decrescente: pirose, epigastralgia, plenitude ps-prandial e eructaes.

Gavazzoni (13) encontraram as seguintes porcentagens referentes ao tipo de patologia gastroenterolgica apresentada pelos sujeitos do seu estudo: gastrite (25%), hrnia de hiato (9,9%), esofagite (9,9%) e duodenite (4,54%). A gastrite tambm predominou no trabalho ora apresentado, porm esofagite e duodenite no foram mencionadas por nenhum dos pacientes.

Globo farngeo (77,27%), disfagia (56,81%), tosse seca (54,54%), disfonia (50%) e pigarro (38,64%) foram os resultados encontrados por GAVAZZONI (13) no que se refere freqncia dos sintomas larngeos nos sujeitos do seu estudo, dados estes que so concordantes com os resultados deste trabalho (com exceo da disfagia).

Segundo BASTOS (1), os achados larngeos nos casos de laringite por refluxo variam de acordo com a gravidade do caso, podendo ir desde hiperemia e edema leves do tero posterior da laringe at quadros dramticos como lcera de contato, granulaes larngeas, leucoplasias, paquidermia interaritenidea, estenose subgltica e desgenerao neoplsica do epitlio. Atualmente, acredita-se que um grande nmero de leses benignas das pregas vocais, como ndulos, plipos e edema de reinke tambm podem estar relacionados ao RLF, j que a inflamao local leva a padres fonatrios abusivos podedo causar estas leses secundrias.


CONCLUSO

Os dados obtidos aps a realizao do trabalho permitem as seguintes concluses:

- o refluxo laringo-farngeo (RLF) predominou no sexo feminino;

- a patologia sobressaiu na faixa etria dos 20 aos 40 anos;

- a maior parte dos sujeitos da pesquisa faz suas refeies nos prprios locais de trabalho;

- quanto rotina de dieta, no foram observadas supresses significativas pois quase todos os indivduos realizam todas as refeies dirias;

- os alimentos presentes no cardpio manauense, predisponentes ao RLF, de acordo com a ordem de citao, foram: fritura, caf, ch, pimenta, farinha, refrigerante, tapioca e tucupi;

- a maioria dos sujeitos da pesquisa apresentou sintomas disppticos, entre eles: pirose, epigastralgia, plenitude ps-prandial, eructaes, sialorria e flatulncia;

- as patologias gastroenterolgicas esto presentes na minoria dos sujeitos, sendo observadas as seguintes: gastrite, hrnia de hiato e lcera gstrica;

- os sintomas larngeos apresentados pelos sujeitos, de acordo com sua ordem de surgimento, foram: globo farngeo, disfonia, pigarrro, tosse seca e odinofagia;

- as patologias larngeas encontradas em associao com o RLF foram: fenda gltica, ndulos vocais, hipertrofia das tonsilas palatinas, plipo, laringite crnica, faringite crnica e faringite alrgica; e

- a maioria dos sujeitos apresenta sintomas compatveis com RLF entre 1,1 e 5 anos.


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1 Mestre em Doenas Tropicais e Infecciosas pela Universidade Estadual do Amazonas. Mdico Otorrinolaringologista e Professor Universitrio dos Cursos de Graduao em Medicina e Fonoaudiologia da UEA e do Centro Universitrio Nilton Lins.
2 Fonoaudiloga, Mestre em Distrbios da Comunicao Humana pela UFSM. Professora do Curso de Graduao em Fonoaudiologia do Centro Universitrio Nilton Lins.
3 Bacharel em Fonoaudiologia pelo Centro Universitrio Nilton Lins. Fonoaudiologa, Ps-Graduanda em Voz.
4 Graduando em Medicina pelo Centro Universitrio Nilton Lins.

Endereo para correspondncia: Alexandre Borges Barbosa - Rua So Jos, 150 - Cond. Joaquim Ribeiro, Casa 19 - Aleixo - Manaus / AM - CEP 69083-010 - Telefone: (92) 3248-8360 / (92) 8829-7550 - Fax (92) 3622-5777 - E-mail:alexandre_otorrino@yahoo.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gesto de Publicaes) da R@IO em 23 de novembro de 2007. Cod. 376. Artigo aceito em 13 de maro de 2008.
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