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Ano: 2008  Vol. 12   Num. 2  - Abr/Jun Print:
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Eficcia dos Exerccios de Adaptao do Reflexo Vestibulo-ocular na Estabilidade Postural do Idoso
Adaptation Exercises of Vestibulo-ocular Reflex on Balance in the Elderly
Author(s):
Lucinda Simoceli1, Roseli Saraiva Moreira Bittar2, Juliana Sznifer3
Palavras-chave:
idoso, queda, tontura, reabilitao vestibular, desequilbrio
Resumo:

Introduo: A prevalncia de queixas de equilbrio atinge 85% dos indivduos acima de 65 anos e esto diretamente relacionadas ao maior risco de quedas e suas seqelas. Objetivo: Avaliar a estabilidade corporal e a melhora clnica dos pacientes aps terapia de reabilitao vestibular (RV) segundo dois mtodos distintos: a reabilitao vestibular clssica com treinamento global do sistema de equilbrio (RVC) e a adaptao do Reflexo Vestbulo-ocular (RVO). Mtodo: 39 pacientes acima de 65 anos com distrbio de equilbrio corporal e indicao de tratamento pela RV foram alocados aleatoriamente em dois grupos: Protocolo de CAWTHORNE e COOKSEY modificado (Grupo RVC) e adaptao do RVO (Grupo RVO). Os pacientes foram avaliados antes e aps o tratamento pelo protocolo de Limite de Estabilidade (LE) da Posturografia Dinmica Computadorizada (PDC), pela escala clnica Disability Index (DI) e auto-avaliao baseada em porcentagem referida de melhora. Resultados: Completaram adequadamente o estudo 16 indivduos do Grupo RVC e 16 do Grupo RVO. Os grupos mostraram-se homogneos quanto faixa etria, sexo e alteraes de equilbrio observadas. Aps o tratamento ambos os grupos apresentaram variaes semelhantes dos parmetros do limite de estabilidade, da escala clnica adotada e da auto-avaliao. Concluso: Ambos os protocolos de RV mostraram-se semelhantes em sua eficcia no restabelecimento do equilbrio corporal dos pacientes.

INTRODUO

A prevalncia de queixas de equilbrio na atinge 85% dos indivduos acima de 65 anos (1,2) e esto diretamente relacionadas ao maior risco de quedas e suas seqelas. Estimase que mais de um tero dos idosos acima de 75 anos caem a cada ano (3). A identificao precisa da causa do desequilbrio, a abordagem medicamentosa, a correo diettica e a reabilitao do equilbrio so de extrema importncia nessa populao e tm o intuito de minimizar, no apenas a morbidade associada, mas ainda os custos previdencirios envolvidos. A abordagem exclusivamente sintomtica dos problemas do equilbrio, na persistncia das doenas caractersticas desta faixa etria, no traz benefcios slidos (4).

O comprometimento vestibular uma das principais causas de alteraes de equilbrio nos idosos. A propenso s quedas est diretamente relacionada a fatores de risco como tonturas, obstculos do ambiente, comprometimento visual, urgncia urinria, comprometimento da cognio, uso de drogas sedativas ou psicoativas, medo de cair, condio social e histrico prvio de queda (5,6). Idosos que caem tm a confiana em sua capacidade fsica abalada e acabam por reduzir suas atividades sociais (7).

A reabilitao vestibular um mtodo altamente eficaz tanto no tratamento do desequilbrio do idoso, como na preveno de quedas. Atualmente, sua indicao recomendada, em pacientes com alteraes puramente vestibulares, centrais ou ainda no caso do idoso que apresenta comprometimento multissensorial (8,9). Nossos resultados com pacientes idosos submetidos reabilitao vestibular utilizando o mtodo de CAWTHORNE e COOKSEY apontam efetividade de 81,8% (4).

A literatura concordante em afirmar que a principal conseqncia do envelhecimento natural do sistema vestibular a degenerao do reflexo vestbulo-ocular (10). A manifestao clssica de sua falncia o desequilbrio rotao do corpo com conseqente desvio da marcha. O treinamento intensivo desse reflexo, aliado a outros estmulos, tem se mostrado eficaz tanto na recuperao do equilbrio, como na preveno das quedas (11,12).

O objetivo do estudo foi avaliar os benefcios clnicos e a eficcia dos exerccios exclusivos de adaptao do reflexo vestbulo-ocular (RVO) em idosos portadores de desequilbrio corporal.


MTODO

O desenho do estudo corresponde a um ensaio clnico aleatorizado, cego, com durao de 60 dias. Este protocolo de pesquisa foi aprovado pela Comisso de tica sob o nmero 1027/03 e recebeu Auxlio Pesquisa pela Fundao de Apoio Pesquisa do Estado de So Paulo - FAPESP - sob o nmero de processo 04/09052-4. A amostra foi composta por 39 pacientes com mais de 65 anos, portadores de desequilbrio corporal por mais de trs meses e indicao de RV, que concordaram com a realizao da pesquisa assinando um consentimento informado. Foram critrios de excluso o uso de drogas com ao sobre o equilbrio; restrio motora e/ou visual que impedissem a avaliao posturogrfica e a realizao dos exerccios de RV; ausncia de resposta estimulao calrica; doenas sistmicas sem controle medicamentoso; realizao prvia de protocolos de exerccios visando o restabelecimento do equilbrio corporal.

Antes da interveno por reabilitao vestibular, foram realizadas duas avaliaes clnicas: Escala Disability Index (DI) (13), cujo melhor escore zero (ausncia de disfuno) e o pior 5 (incapacidade severa de longa data), e Escala Anlogo Visual (EAV) em porcentagem de melhora, sendo 0% ausncia de melhora e 100% remisso completa dos sintomas. A primeira avaliao ocorreu antes do incio da terapia (dia 1) e a segunda ao final da terapia de reabilitao vestibular (dia 60).

Para avaliao quantitativa do deslocamento do centro de massa corporal, foi realizado o limite de estabilidade (LE) pelo equipamento Equitest, NeuroCom Inc. Cada paciente foi submetido ao LE em trs momentos: 30 dias antes do incio da terapia (pr), primeiro dia de estudo (dia 1) e depois de finalizada a terapia de RV (dia 60). Para a anlise estatstica foram utilizados os 5 parmetros do LE: latncia para o incio do movimento (LM), velocidade de realizao do movimento (VM), maior deslocamento do centro de massa corporal na primeira movimentao (ponto final da excurso - PFE), o maior deslocamento obtido ao longo de toda a testagem (excurso mxima - EM) e controle direcional do movimento (DM).

Os pacientes selecionados foram alocados aleatoriamente em dois grupos pelo terapeuta responsvel pela orientao e acompanhamento dos exerccios, sem prvio conhecimento do pesquisador que realizou as avaliaes clnicas e posturogrficas: GRUPO RVC, submetido a exerccios de reabilitao vestibular segundo o mtodo de CAWTHORNE (14) e COOKSEY (15), duas vezes ao dia, durante 60 dias; GRUPO RVO, submetido aos exerccios de adaptao do reflexo vestbulo-ocular segundo TUSA e HERDMAN (16), duas vezes ao dia, durante 60 dias.


RESULTADOS

Trinta e nove (39) pacientes foram includos neste estudo, 19 em RVC e 20 em RVO. Trs pacientes do RVC e 4 do RVO apresentaram descompensao de comorbidades clnicas durante o perodo de reabilitao. A anlise estatstica foi realizada com os 16 pacientes restantes em cada grupo que completaram o protocolo. Os grupos mostraram- se equivalentes em relao idade (p=0,701), ao sexo (p=1,000), ao nmero de comorbidades (p=0,311) e DI (p=0,238). No houve diferena entre os parmetros quantitativos do LE basal em ambos os grupos: LM (p= 0,432), VM (p = 0,751), PFE (p = 0,822), EM (p = 0,424) e DM (p= 0,165).

Quando avaliado o Disability Index (DI), observamos reduo estatisticamente significativa dos escores do DI aps a reabilitao. A reduo observada em RVC foi de 1,9 0,8 (min: 0; max: 3; mediana: 2,0), e em RVO foi de 1,8 0,9 (min: 0; max: 3; mediana: 2) (p=0,956). Os resultados podem ser observados no Grfico 1.


Grfico 1. Representao grfica (Box-plot) dos escores obtidos no Disability Index basal e ps tratamento nos dois grupos de estudo. GRVC: Grupo de reabilitao vestibular clssica; GRVO: Grupo de reflexo vestbulo-ocular



A anlise da escala anlogo visual apresentou melhora dos ndices em todos os pacientes de RVC (100%) aps o tratamento, e destes, doze pacientes (75%) apresentaram melhora acima de 60%, um deles (6,3%) referiu remisso completa dos sintomas. No grupo RVO, apenas dois indivduos (12,5%) mantiveram o quadro clnico inalterado. Dos 14 pacientes (87,5%) que melhoraram, 13 (81,2%) apresentaram melhora acima de 60% e, destes, dois (12,5%) apresentaram remisso completa dos sintomas. No foram observadas pioras clnicas (p = 0,283).

A anlise do limite de estabilidade apontou melhora de todos os parmetros do RVC: latncia do movimento (LM) (p=0,276), velocidade do movimento (VM) (0,221), ponto final de excurso (PFE) (0,216), excurso mxima (EM) (p=0,146) e direo do movimento (DM) (p=0,096), este com tendncia significncia estatstica. O GRVO apresentou melhora na LM (p=0,224) e PFE (p=0,116), melhora com tendncia significncia na DM (p=0,099), melhora com significncia estatstica na EM (p=0,022) e piora na VM (p=0,843). Comparando-se os dois grupos observa-se que a variao foi semelhante em todos os parmetros do LE conforme demonstrado na Tabela 1.




DISCUSSO

Os protocolos preconizados para a reabilitao vestibular de pacientes idosos envolvem estimulao global do equilbrio baseada em exerccios de substituio, adaptao e habituao, embasados na fisiopatologia do desequilbrio no idoso que decorre da senescncia dos sistemas sensoriais e dos efetores msculo-esquelticos (17). No entanto, estas alteraes iniciam-se com a senescncia do sistema vestibular, cuja principal conseqncia a degenerao do reflexo vestbulo-ocular (RVO) (10,18), que leva ao desequilbrio rotao do corpo com conseqente desvio da marcha. O treinamento intensivo desse reflexo, aliado a outros estmulos, tem se mostrado eficaz tanto na recuperao do equilbrio, como na preveno das quedas (11,12). Com base nessas informaes, desenhamos este estudo para verificar se a utilizao de exerccios exclusivos para a adaptao do RVO atingiria a mesma efetividade observada nos longos protocolos de estimulao global, sabidamente efetivos nessa faixa etria. A vantagem do uso exclusivo dos exerccios de adaptao do RVO a facilidade de sua orientao e treinamento, alm do direcionamento da terapia ao reflexo primeiramente comprometido na senescncia vestibular.

Os exerccios de adaptao do RVO foram descritos para acelerar a compensao de leses vestibulares que resultam na assimetria de informao vestibular, tanto na fase aguda das leses quanto em pacientes crnicos cuja compensao central no tenha sido atingida (19,20). No entanto, no h descries na literatura de seu uso exclusivo para o tratamento do desequilbrio crnico do idoso e para a preveno de quedas. Provavelmente essa proposta no foi considerada em funo da fisiopatologia do desequilbrio caracterstico do idoso, que reflete alteraes globais, tanto multissensoriais como msculoesquelticas.

Quando analisamos a escala Disabily Index (DI) observamos que ambos os grupos apresentaram escores intermedirios de impacto da doena (mdia RVC: 2,6 e RVO: 2,3), o que significa que nossa amostra foi constituda por indivduos com incapacidade leve ou moderada s tarefas habituais, mas cujos sintomas interferiam nas atividades fora de casa. Apesar do impacto da doena, a sintomatologia de nossa amostra corresponde aos casos mais freqentes de idosos com alterao de equilbrio corporal. Aps a terapia, a melhora clnica dos grupos foi praticamente igual pelo DI (p=0,956), e pela escala anlogo-visual (p=0,283). Tais resultados atestam que o impacto subjetivo dos dois protocolos no quesito melhora clnica do equilbrio foi semelhante.

Para dar confiabilidade aos achados quantitativos obtidos pela posturografia, os pacientes fizeram o teste duas vezes antes do incio da interveno teraputica, avaliao prvia e no primeiro dia do estudo. Essa avaliao prvia, realizada 30 dias antes do incio do protocolo visou observar o aprendizado do teste pelo paciente, usando-o como seu prprio controle clnico. Esse aprendizado no ocorreu, o que nos sugere que a melhora obtida ao final da interveno no pode ser atribuda a aprendizado e sim reabilitao vestibular.

Os achados do limite de estabilidade so interessantes e revelam importantes dados em relao s variaes do deslocamento do centro de massa corporal dos pacientes idosos. O primeiro parmetro avaliado a latncia do movimento (LM), tempo decorrido entre o sinal que indica o incio do teste e o incio do deslocamento do centro de massa corporal (CMC). Essa latncia eleva-se com a idade, em conseqncia demora progressiva na codificao da ordem para iniciar o movimento, alm do retardamento no processamento central para desencadear o incio do movimento. O aumento de latncias associado a risco de queda em idosos (21, 22). Essas latncias tambm esto associadas aos aspectos cognitivos das respostas neurais, pois preciso reconhecer o estmulo e gerar uma resposta motora pertinente. No caso dos idosos, testes que avaliam a latncia de resposta para controle postural e o incio de movimento enfatizam sua relao com o estado cognitivo e a ateno dos pacientes (23, 24).

Os grupos estudados apresentavam latncias normais para a idade na resposta ordem de movimento, o que denota uma situao cognitiva preservada e adequada. Aps os exerccios de RV, ambos apresentaram reduo das latncias que, apesar de no significantes, sugerem que fatores como a confiana no equilbrio, maior estabilidade corporal e ajustes posturais otimizados, reduziram o tempo de resposta ao estmulo. Essa observao implica diretamente na reduo do nmero de quedas, seja o protocolo escolhido o de adaptao do RVO ou o global.

O segundo parmetro a velocidade mdia do movimento (VM) com que se realizam os deslocamentos do CMC. O controle adequado da velocidade de movimento depende da integrao harmnica de reflexos posturais e da escolha de estratgias de movimento. Nesse parmetro os grupos apresentaram variaes diferentes, sendo que GRVC aumentou a velocidade e GRVO diminuiu, mas sem significncia estatstica. No encontramos um motivo para justificar a diferena observada e acreditamos que o aumento da amostra acabe igualando essa defasagem.

O terceiro e quarto parmetros avaliados so o ponto final da excurso (PFE) e a excurso mxima (EM), respectivamente o ponto mais distante atingido pelo deslocamento na primeira movimentao sustentada do CMC e a maior extenso de deslocamento do CMC obtido pelo paciente. O PFE e a EM refletem a rea de estabilidade corporal nas 4 direes cardinais ao redor do corpo na posio ereta. Tambm nesses parmetros os pacientes apresentavam-se no limite de normalidade para a idade e aps a RV, ambos melhoraram suas marcas de forma semelhante, ampliando os limites de estabilidade corporal (Tabela 1). Esses dados refletem a igual eficcia dos dois protocolos utilizados na ampliao dos limites de estabilidade corporal do idoso.

O quinto parmetro o controle direcional (DM), que caracteriza a preciso e harmonia com que se realiza o movimento corporal. O controle direcional um dos parmetros mais finos do teste, pois a sua realizao depende da integrao precisa de todas as aferncias sensoriais, alm do ajuste cerebelar que coordena contraes e flexes na medida adequada para manter o corpo e a cabea na tangente da linha do movimento. Os pacientes apresentavam controle direcional normal pr-tratamento e melhoraram aps terapia com tendncia significncia tanto em GRVC (p=0,096) quanto em GRVO (p=0,099). Mais uma vez, observamos que h melhora da integrao sensorial e seu controle, seja qual for o protocolo utilizado.

Descreve-se na literatura uma hierarquia nas estratgias utilizadas para ajuste postural. Em bases de suporte fixo, como o caso do teste de limite de estabilidade, a variao do centro de massa corporal depende das estratgias de tornozelo, que permite deslocamentos anteriores de +/- 80 e posteriores de +/- 40 e a estratgia de quadril, que necessariamente ser requisitada caso o deslocamento do CMC ultrapasse os limites referidos e os ps permaneam imveis (25,26). Para ampliar a rea de deslocamento alm dos limites de deslocamento compreendidos pela estratgia de quadril utilizado o passo, tendo como alternativa adicional, o apoio de membros superiores. Contudo, em abalos repentinos ou em superfcies instveis o passo pode ser a principal estratgia selecionada, especialmente em idosos (27, 28). Estudando o ajuste postural, RUNGE et al. (29) verificam o papel do sistema vestibular nas respostas rpidas e observam que os vestibulopatas utilizam com maior freqncia a estratgia do passo, principalmente em oscilaes rpidas da superfcie de apoio. Os idosos, por sua vez, optam com maior freqncia por vrios passos para corrigir uma oscilao corporal ao invs de utilizar a estratgia de quadril. O sistema vestibular importante tanto para estratgia de quadril como do passo, mas a seleo de uma ou outra central (26, 29). Os resultados observados indicam que houve impacto positivo no apenas na seleo das estratgias, como na agilidade de respostas, pela interferncia do treinamento pela reabilitao vestibular. Essas modificaes implicam diretamente na estabilidade corporal e preveno de quedas.

Nossos resultados nos permitem supor que um protocolo de exerccios de adaptao focado no RVO e sua repercusso sobre o posicionamento da cabea melhora da percepo global de equilbrio. Acreditamos que o alinhamento da cabea com o corpo seja um fator primordial na expanso dos limites de estabilidade corporal. Os dois protocolos foram igualmente eficientes, o que pode sugerir que o trabalho exclusivo do sistema vestibular produza os efeitos fundamentais de estabilizao do CMC. Com esses achados, conclumos pela importncia do RVO na manuteno da postura e no deslocamento e no apenas nos movimentos angulares e de velocidade.

A facilidade de execuo dos exerccios de adaptao do RVO outro aspecto favorvel no treinamento do idoso, que muitas vezes apresenta dificuldade na compreenso dos exerccios. Um fato fundamental na melhora desses pacientes , sem dvida, o entendimento de sua doena e da necessidade de executar os exerccios corretamente. O sistema de equilbrio engloba estruturas do sistema lmbico e do crtex frontal, que promovem o complexo aprendizado baseado na experincia postural e respostas motoras. Esses centros so importantes para os propsitos de desenvolvimento e adaptao postural, no entanto, tambm contribuem para comportamentos maladaptados como ansiedade, medo, privao e fobia (7, 30).

Logo, a compreenso da doena, suas manifestaes e a forma de trat-la provavelmente favorecem a plasticidade neuronal envolvida na compensao do equilbrio, justificando ainda a melhor resposta nos parmetros dos testes utilizados que envolvem a cognio.

Para finalizar, conclumos que houve efetividade semelhante dos exerccios exclusivos de adaptao vestibular (RVO) e da reabilitao vestibular clssica com treinamento global do sistema de equilbrio nos parmetros do limite de estabilidade corporal e na melhora clnica dos idosos estudados.


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1. Doutora em Medicina. Mdica Colaboradora do Setor de Otoneurologia do HCFMUSP.
2. Doutora em medicina. Mdica Assistente do Setor de Otoneurologia do HFMUSP.
3. Mestre em Cincias. Fonoaudiloga Colaboradora do Ambulatrio de Reabilitao Vestibular do HCFMUSP.

Instituio: Hospital das Clnicas da Faculade de Medicina da Universidade de So Paulo. So Paulo / SP - Brasil.

Endereo para corresponncia:
Lucinda Simoceli
Departamento de Otorrinolaringologia da FMUSP ICHC
Avenida Enas de Carvalho Aguiar 255, 6 andar - sala 6021
So Paulo / SP - CEP: 05403-000
E-mail: otoneuro@hcnet.usp.br

Fundao de Apoio Pesquisa do Estado de So Paulo - FAPESP.

Artigo recebido em 14 de novembro de 2007.
Artigo aceito em 2 de julho de 2008.
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