Title
Search
All Issues
11
Ano: 2008  Vol. 12   Num. 3  - Jul/Set Print:
Original Article
Versão em PDF PDF em Português Versão em PDF PDF em Ingls TextoTexto em Ingls
ngulos Faciais Pr e Ps-operatrios em Pacientes Submetidos Rinoplastia
Pre and Post Operative Facial Angles in Patients Submitted to Rhinoplasty
Author(s):
Rogrio Pasinato1, Marcos Mocellin2, Murilo Carlini Arantes3, Marina Serrato Coelho4, Daniela P. Dall'Igna5, Andra T. Soccol5
Palavras-chave:
rinoplastia, tcnicas, medidas
Resumo:

Introduo: Parmetros usados em cirurgias estticas faciais atualmente so baseados em POWELL e HUMPHREYS (1). Estes autores formularam relaes adequadas entre a face e o nariz, definindo os ngulos faciais. Objetivo: Comparar ngulos nasolabial, nasofrontal, nasomentoniano e nasofacial pr e ps-operatrios em pacientes submetidos rinosseptoplastia. Mtodo: Prospectivamente 37 pacientes, com mdia de idade de 3011 anos, sendo 13 (36%) homens e 24 (64%) mulheres, submetidos rinosseptoplastia. Os ngulos nasolabial, nasofrontal, nasomentoniano e nasofacial foram medidos e comparados, antes e depois da cirurgia, em fotografias de perfil. Resultados: Observou-se aumento mdio de 8,6o no ngulo nasolabial, de 8,5o no nasofrontal e diminuio de 2,3o no ngulo nasofacial, sendo que todas as medidas apresentaram uma diferena estatisticamente significativa entre pr e ps-operatrio. O ngulo nasomentoniano aumentou, em mdia, 1,6o, diferena sem significncia estatstica. Concluses: Os ngulos nasolabial e nasofrontal aumentam significativamente aps a realizao da rinosseptoplastia, enquanto o nasofacial diminui. No foi observada alterao significativa no ngulo nasomentoniano com a realizao da cirurgia.

INTRODUO

A rinosseptoplastia tem como objetivos proporcionar uma funo nasal adequada e um resultado esttico satisfatrio. difcil definir a beleza da face objetivamente, mas pode ser caracterizada por uma combinao de simetria, propores e relao harmnicas entre as estruturas.

Parmetros usados em cirurgias estticas faciais atualmente so baseados em POWELL e HUMPHREYS (1). Estes autores formularam relaes adequadas entre a face e o nariz, definindo os ngulos faciais.

O objetivo deste estudo comparar ngulos nasolabial, nasofrontal, nasomentoniano e nasofacial pr e ps-operatrios em pacientes submetidos rinosseptoplastia no Hospital de Clnicas da Universidade Federal do Paran.


MTODO

Foram avaliados prospectivamente 37 pacientes submetidos rinosseptoplastia no Hospital de Clnicas da Universidade Federal do Paran no perodo de fevereiro a outubro de 2007. Estes pacientes apresentavam mdia de idade de 3011 anos, variando de 16 a 60 anos, sendo 13 (36%) homens e 24 (64%) mulheres.

Todos foram submetidos rinosseptoplastia sob sedao associada anestesia local e as cirurgias realizadas por residentes em otorrinolaringologia do terceiro ano, sempre acompanhadas por um orientador.

A avaliao foi feita atravs de fotografias digitais. Os ngulos nasolabial, nasofrontal, nasomentoniano e nasofacial (Figura 1) foram medidos e comparados, antes e depois da cirurgia, usando o programa MB-Ruler nas fotos de perfil direito.


Figura 1. ngulo nasolabial (A), nasofrontal (B), nasomental (C) e nasofacial (D).



O ngulo nasolabial formado pela unio da columela e do lbio superior; o ngulo nasofrontal criado a partir do nasion, tangenciando a glabela e o dorso nasal; o ngulo nasomentoniano se d entre uma reta que tangencia o nasion e a ponta nasal e outra que tangencia a ponta nasal e o pogonion; o ngulo nasofacial definido pela inclinao do dorso nasal em relao ao plano facial e corresponde projeo do nariz.

Dados obtidos foram tabulados e analisados com teste t para amostras pareadas usando o programa SPSS 10.0 for Windows. Significncia estatstica foi considerada para p<0,05.


RESULTADOS

Todos os 37 pacientes foram submetidos rinosseptoplastia primria sob sedao e anestesia local. Nenhum paciente apresentou complicaes no trans e ps-operatrio.

Observou-se aumento mdio de 8,6 no ngulo nasolabial (Figura 2), de 8,5 no nasofrontal (Figura 3) e diminuio de 2,3 no ngulo nasofacial (Figura 4), sendo que estas medidas apresentaram uma diferena estatisticamente significativa entre pr e ps-operatrio. O ngulo nasomentoniano (Figura 5) aumentou, em mdia, 1,6, diferena sem significncia estatstica. Valores detalhados das medidas destes ngulos podem ser observados na Tabela 1.


Figura 2. Correlao do ngulo nasolabial pr e ps-operatrio.


Figura 3. Correlao do ngulo nasofrontal pr e psoperatrio.


Figura 4. Correlao do ngulo nasofacial pr e ps-operatrio.


Figura 5. Correlao do ngulo nasomentoniano pr e psoperatrio.




Na Figura 6 so apresentadas fotos pr e psoperatrias de uma paciente de 29 anos submetida rinosseptoplastia fechada, tcnica bsica, associada a ponto interdomal. Esta paciente apresentava, no pr e psoperatrio, respectivamente, ngulo nasolabial de 79 e 96; nasofacial de 36,9 e 37,6; nasomentoniano de 123,4 e 126,3 e nasofrontal de 139,2 e 139,5.


DISCUSSO

So poucos os artigos encontrados na literatura que demonstrem as medidas de ngulos faciais em pacientes aps cirurgia esttica facial. Conforme POWELL e HUMPHREYS (1), o ngulo nasolabial ideal de 90 a 95o para homens e 95 a 110 para mulheres.

Neste estudo encontramos, em mdia, 107,67,5 no psoperatrio, com aumento estatisticamente significativo, comparando com o pr-operatrio.

INGELS et al. (2) encontraram diferena significativa no ngulo nasolabial em pacientes submetidos rinosseptoplastia aberta com colocao de poste columelar, resseco da poro ceflica das cartilagens laterais inferiores e ambos os procedimentos associados, porm essa diferena no foi observada no grupo em que no foi realizada a colocao de enxerto columelar ou resseco de cartilagem lateral inferior.

KURAN et al. (3) tambm observaram aumento significativo neste ngulo aps a cirurgia.

WISE et al. (4) descreveram uma diferena de 1,413,33 no ngulo nasolabial, sem significncia estatstica entre pr e ps-operatrio. Os dados apresentados por este autor diferem dos deste estudo, em que encontramos diferena de 8,69, com aumento significativo aps a realizao da cirurgia.

CARDENAS et al. (5) descrevem uma tcnica de sutura para corrigir ptose de ponta nasal, conseguindo ngulo nasolabial adequado.

esperado um ngulo nasofrontal entre 115 e 130 e nasomentoniano entre 120 e 132. Nos pacientes avaliados neste estudo foram encontrados valores de 145,87,6 e 124,44,6, respectivamente. O ngulo nasofacial ideal 36, sendo o dos pacientes do estudo, em mdia, 35,44,4.


CONCLUSO

Os ngulos nasolabial e nasofrontal aumentam significativamente aps a realizao da rinosseptoplastia, enquanto o nasofacial diminui. No foi observada alterao significativa no ngulo nasomentoniano com a realizao da cirurgia.


REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

1. Powell N, Humphreys B. Proportions of the aesthetic face. New York, Thieme-Stratton; 1984.

2. Ingels K, Orhan KS. Measurement of Preoperative and Postoperative Nasal Tip Projection and Rotation. Arch Facial Plast Surg. 2006, 8:411-415.

3. Kuran I, Tmerdem B, Tosun U, Yildiz K. Evaluation of the Effects of Tip-BindingSutures and Cartilaginous Grafts on Tip Projection and Rotation. Plast Reconstr Surg. 2005, 116(1):282.

4. Wise J, Becker SS, Sparano A, Steiger J, Becker DG. Intermediate Crural Overlay in Rhinoplasty; A Deprojection Technique That Shortens the Medial Leg of the Tripod Without Lengthening the Nose. Arch Facial Plast Surg. 2006, 8:240-244.

5. Crdenas JC, Carvajal J, Ruiz A. Securing nasal tip rotation through suspension suture technique. Plast Reconstr Surg. 2006, 117(6):1750-5.














1. Doutor. Mdico Professor do Departamento de Otorrinolaringologia da UFPR.
2. Doutor. Chefe do Departamento de Otorrinolaringologia do HC-UFPR.
3. Mdico Residente em Otorrinolaringologia.
4. Mdica Residente em Otorrinolaringologia do HC-UFPR.
5. Mdica Otorrinolaringologista.

Instituio: Hospital de Clnicas da Universidade Federal do Paran. Registro no Comit de tica da Instituio 1779.196/2008-09. Curitiba / PR - Brasil.

Endereo para correspondncia:
Murilo Carlini Arantes
Rua Mariano Torres 401 - Apto 101 - Centro
Curitiba / PR - Brasil - CEP: 80060-120
Fax (+55 41) 3360-6291
E-mail: murilocarlini@yahoo.com.br

Artigo recebido em 12 de setembro de 2008.
Artigo aprovado em 17 de outubro de 2008.
  Print:

 

All right reserved. Prohibited the reproduction of papers
without previous authorization of FORL © 1997- 2023