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Ano: 2009  Vol. 13   Num. 3  - Jul/Set Print:
Editorial
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Editorial
Editorial
Author(s):
Geraldo Pereira Jotz
Palavras-chave:
Prezado (a) Colega,

Este nmero da Revista @rquivos Internacionais de Otorrinolaringologia nos traz o tema "Comportamento vocal de crianas em idade pr-escolar", mostrando mais uma vez que o abuso vocal uma das constantes na nossa primeira infncia. Em 1997, ao realizarmos a defesa da nossa Tese de Doutorado junto a Universidade Federal de So Paulo, destacamos atravs da anlise perceptiva auditiva e computadorizada da voz de crianas institucionalizadas que, a luta pelo espao " no grito", ou seja, fazendo parte do meti infantil o abuso vocal, combatido por profissionais da voz e professores. A tecnologia tem sido um importante instrumento de avaliao dos distrbios vocais em crianas nos ltimos 40 anos, principalmente com o advento das fibras pticas rgidas e flexveis, bem como com a avaliao computadorizada da voz. No entanto, no podemos deixar de dizer que a relao dos profissionais de sade com seus pacientes so fundamentais na teraputica a ser empregada.

O Humanismo na relao mdico-paciente tem tido grandes transformaes, desde os movimentos renascentistas contra as servides feudais, at o aparecimento da era nuclear. Em 25 de fevereiro de 1958, F. Chedi publicava na Folha da Tarde em Porto Alegre uma coluna intitulada: "At onde chegaremos? O PENSAMENTO J DIRIGE A MQUINA". Este artigo citava que "at agora os construtores de robots esforavam-se por imitar o homem. Na indstria, inmeros dispositivos mecnicos, eltricos ou eletrnicos foram criados para substituir a ao humana".

Na atualidade, entre outras coisas, temos o "da Vinci Surgical System", aparelho de cirurgia robtica j disponvel em alguns hospitais do pas que, nos mostra alta definio de imagem em 3D, grande preciso na disseco cirrgica e pequena curva de aprendizado, estando o cirurgio na mesma sala cirrgica do paciente no comando da estao cirrgica ou no outro lado do planeta, para realizar o procedimento cirrgico. Alia-se a isto, alta tecnologia com preciso milimtrica.

Acreditamos que este tipo de avano no arsenal teraputico, mais um entre tantos equipamentos j existentes a serem oferecidos para o tratamento dos nossos pacientes.

Entretanto, cabe ressaltar que nada substitui a "mo do homem" na relao mdico-paciente.

Cada vez mais os estudos a respeito da qualidade de vida dos nossos pacientes, nos mostram o feedback que precisamos para continuar o aperfeioamento das nossas relaes e, no somente o progresso tecnolgico. A conhecida frase do Mdico e Professor Sir. William Osler, Chefe do Departamento de Clinica Mdica da Universidade John Hopkins (sculo XIX), em Baltimore, Estados Unidos, se encaixa perfeitamente neste contexto: "As humanidades so os hormnios que catalisam o pensamento e humanizam a prtica mdica".

O mdico humanista tem como vizinho prximo a clara verso ativa, altrusta e afetiva dessa filosofia de vida, ou seja, tem a capacidade de comover-se diante da dor e da limitao alheia.

Desejamos a voc uma boa leitura.

Um forte abrao!

Geraldo Pereira Jotz
Editor - Revista @rquivos Internacionais de Otorrinolaringologia

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