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Ano: 2010  Vol. 14   Num. 2  - Abr/Jun
DOI: 10.7162/S1809-48722010000200008
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Aspectos Epidemiolgicos dos Pacientes com Traumas Maxilofaciais Operados no Hospital Geral de Blumenau, SC de 2004 a 2009
Epidemiological Characteristics of Trauma Patients Maxillofacial Surgery at the Hospital Geral de Blumenau SC From 2004 to 2009
Author(s):
Jos Carlos Martins Junior1, Frederico Santos Keim2, Ernani Tiaraju de Santa Helena3.
Palavras-chave:
epidemiologia, traumatismos maxilofaciais, fraturas sseas.
Resumo:

Introduo: Acidentes envolvendo a face apresentam incidncia crescente nas ltimas quatro dcadas. A literatura mdica faz referncia ao aumento das colises automobilsticas e violncia urbana, como as principais causas desses traumatismos, principalmente em indivduos jovens. Objetivo: Levantar o perfil epidemiolgico de 222 pacientes de fraturas faciais do Hospital Santo Antnio de 2004 a 2009. Mtodo: Estudo de casos com anlise retrospectiva de pronturios de pacientes com diagnstico de fratura facial. Foram consideradas as variveis gnero, idade, profisso, grau de escolaridade, procedncia, local e nmero de ossos envolvidos, etiologia e tempo mdio de internao dos pacientes. Resultados: O sexo masculino predominou com 178 casos (80,1%), a mdia de idade foi de 29,6 anos, 86 (38,73%) tinham emprego fixo. Os solteiros 178 casos (80,18%). Primeiro grau completo predominou entre os pacientes, 74 (33,34%), e a maioria residia na cidade de Blumenau, 175 (78,82%). A agresso fsica foi a principal responsvel pela indicao cirrgica com 79 casos (35,58%), com envolvimento de um osso em 193 casos (86,9%). O principal osso acometido foi a mandbula com 90 casos (40,54%). A mdia de tempo de internao foi de 2,5 dias. Concluso: O perfil epidemiolgico dos 222 pacientes : individuo masculino, na faixa etria de 20 a 29 anos, solteiro, com baixa escolaridade e empregado. A etiologia prevalente foi a agresso, com envolvimento de um osso, sendo a mandbula o osso mais acometido.

INTRODUO

O trauma maxilofacial pode ser considerado como uma agresso devastadora encontrada em centros de trauma devido s consequncias emocionais e possibilidade de deformidade, alm do impacto econmico que causa em um sistema de sade (1).

Trata-se de um trauma de abrangncia multidisciplinar, envolvendo principalmente as especialidades de otorrinolaringologia,oftalmologia, cirurgia plstica, maxilofacial e neurocirurgia.

Uma agresso maxilofacial envolve no s tecidos moles e ossos, mas tambm, por extenso, pode acometer o crebro, olhos, seios da face e dentio.

O diagnstico e tratamento dessas leses obtiveram grande progresso nos ltimos anos. O trauma facial tornou-se um assunto inevitvel para os mdicos devido ao fato de sua frequncia ser cada vez maior, principalmente nas quatro ltimas dcadas, associado ao aumento dos acidentes com veculos automotores e da violncia urbana (2,3).

Sua etiologia heterognea e o predomnio maior ou menor de um fator etiolgico se relaciona com algumas caractersticas da populao estudada como idade, sexo, classificao social, local, urbana e residencial (4).

Estudos mostram que os homens esto mais expostos ao trauma devido ao maior nmero de condutores de veculos automotivos, por praticarem mais esportes de contato fsico, alm de terem uma vida social mais intensa, consequentemente ingerirem mais lcool e outras drogas (1,2). Porm, principalmente nas trs ltimas dcadas, h um aumento crescente dos traumas em mulheres, geralmente na faixa etria at 40 anos, devido sua maior participao em atividades que antes eram de predomnio masculino (5,6).

Tambm h relatos na literatura de que algumas caractersticas populacionais, como viver em meio rural e urbano, nveis scio-econmicos ou educacionais influenciam na etiopatogenia e gravidade dos traumas faciais (4,7,8).

Este estudo tem por objetivo conhecer o perfil epidemiolgico dos pacientes que se submeteram cirurgias de traumatologia maxilofacial em um Hospital Geral da cidade de Blumenau, SC.


MTODO

Este projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa da FURB, sob o parecer no. 046/09.

No perodo de julho de 2004 a agosto de 2009 foram realizadas, por um nico cirurgio, 790 cirurgias maxilofaciais no Hospital Santo Antnio de Blumenau. O trabalho baseou-se na avaliao retrospectiva de pronturios de pacientes com diagnstico de fratura facial operados neste mesmo perodo.

Neste estudo foram includos pacientes com diagnstico de fratura facial e submetidos cirurgia de urgncia ou eletiva. Os pacientes eram provenientes do ambulatrio de cirurgia maxilofacial do Hospital Santo Antnio ou Policlnica de Blumenau, SC.

Foi utilizado como critrio de excluso, pacientes com traumatismo facial com comprometimento apenas de tecidos moles, aqueles com fraturas simples (lineares) ou luxaes que no necessitaram de encaminhamento para o bloco cirrgico ou que foram reduzidos de forma incruenta no prprio pronto socorro.

A coleta de informaes foi atravs da ficha de identificao, solicitao de AIH (autorizao de internao hospitalar), ficha de evoluo e descrio cirrgica. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgio.

Entre as informaes inclumos: idade (em anos), sexo, procedncia, estado civil (solteiro, casado, divorciado, vivo e outros), situao ocupacional (autnomo, estudante, empregado, do lar, desempregado, aposentado e outros), escolaridade (primeiro grau incompleto ou completo, segundo grau completo ou incompleto, superior completo ou incompleto e analfabeto), local anatmico da fratura (mandibular, zigomtica, arco zigomtico, maxilar, nasal, orbital e frontal), nmero de ossos envolvidos (de um at cinco ossos), etiologia do trauma e o tempo mdio de internao em dias.

As variveis foram apresentadas em tabelas e grficos com frequncia absoluta e relativa. Para as variveis continuas, foram calculadas a media e respectivo desvio padro e mediana.


RESULTADOS

Foram avaliados 222 pronturios de pacientes com diagnstico de fratura facial. A maioria dos pacientes era do sexo masculino com 178 casos (80,1%) e com idade entre 1 e 60 anos (Tabela 1).

Apesar da maioria dos pacientes, 175 do total (78,82%), serem provenientes da cidade de Blumenau, h procedncia de cidades vizinhas como mostra a (Tabela 1).

Analisamos tambm o estado civil dos pacientes operados e observamos que os indivduos solteiros apresentaram mais trauma facial que levaram a cirurgia, 148 no total, representando 66,6%. Oitenta e seis indivduos estudados possuem emprego fixo (38,7%) (Tabela 1).

Fizemos uma relao entre grau de escolaridade e trauma facial e observamos que a maior parte dos pacientes operados tinham somente o primeiro grau, 133 no total (61,7 %) (Tabela 1).

Quanto etiologia, observamos que em 79 pacientes (36%) a causa principal que os levaram cirurgia foi a agresso fsica, seguida de acidentes de trnsito com 41 casos (19%) e acidentes envolvendo moto 27(12%), (Tabela 2).

Os ossos da face por ordem de envolvimento foram a mandbula, osso nasal e zigoma (Tabela 2), sendo a maioria com envolvimento de somente um osso (Tabela 2). A mediana do tempo de internao foi de 1 dia.

Analisando a etiologia por faixa etria, pudemos constatar que de todas as agresses, 72 (91.1%) foram em indivduos acima de 18 anos. Assim como de todos os acidentes de trnsito, 81 (90%) foram nesta mesma faixa etria (Tabela 3).

Com relao escolaridade, observamos que pessoas com menor escolaridade sofreram mais agresses e acidentes de trnsito, respectivamente 48 (60,7%) e 51(56,6%) (Tabela 4).

De acordo com a etiologia e o nmero de ossos fraturados por paciente, pode-se perceber em nosso estudo que em pacientes com apenas um osso fraturado a principal etiologia foi agresso: 72 casos (91,1%); j em pacientes com 2 ou mais ossos fraturados o acidente trnsito foi mais prevalente com 55 casos 75,3% (Tabela 5).

















DISCUSSO

Em relao ao sexo, estudos mostram que o mais acometido o masculino, com os seguintes resultados, 80,7% de 788 pacientes (7); 78% de 164 (9); e 79,88% de 1024 pacientes (10). Nossos resultados tambm evidenciaram predomnio do sexo masculino com 178 casos (80,1%).

Em outro trabalho, observamos maior prevalncia de trauma de face em homens (84,9%), brancos (82,7%) e com idade mdia de 29 anos de 513 pacientes estudados (11).

Nosso estudo evidenciou o predomnio do envolvimento de pacientes entre 20 a 29 anos, com 88 casos (38), sendo que o menor numero de casos operados se deu na faixa etria de 0 a 9 anos, 5 casos (2,5%), e a mediana de todas as idades foi igual a 27 anos.

H estudo que mostra que a faixa etria mais acometida foi de 20 a 29 anos, sendo que aproximadamente 2/3 (69,8%) das fraturas ocorreram entre as idades de 11 a 39 anos (11). O que coincide com nossos achados onde observamos 84 pacientes (37,83%) na faixa etria entre 20 e 29 anos.

CHRCANOVIC BR et al. relataram que a maioria das fraturas ocorreu em adultos na faixa etria de 21 a 30 anos (12).

Em crianas e adultos acima de 50 anos, as fraturas foram menos frequentes em nosso estudo. No ocorreu nenhuma interveno cirrgica em pacientes acima de 60 anos.

H trabalhos que observaram que a incidncia baixa de trauma facial entre crianas e idosos, deve-se ateno de familiares, permanncia no lar e aos cuidados da infncia e s caractersticas prprias da terceira idade, como pouca atividade social e esportiva, sarem pouco de casa e quando o fazem esto acompanhados (13,14).

Quanto ocupao, MONTOVANI et al (2006) encontraram maior incidncia em estudantes (16,6%) e pedreiros (11,2%). Nossa pesquisa mostra que em 86 casos (38,73%) os pacientes possuam emprego fixo, em 53 casos (23,87%) eram autnomos e 20 eram estudantes (9%).

Em nosso estudo evidenciamos um maior acometimento de cirurgias de trauma facial em pacientes que possuam baixo nvel de escolaridade (analfabetos e ensino fundamental) 63%. Podemos supor que tal fato tenha ocorrido devido ao estudo ter sido realizado em hospital com atendimento predominantemente via Sistema nico de Sade (SUS).

O perfil do trauma maxilofacial heterogneo e o predomnio de fatores etiolgicos se relaciona com algumas caractersticas da populao e do hospital estudado, comprovada por nossa amostragem.

Os acidentes envolvendo a face apresentam incidncia crescente nas ltimas quatro dcadas, a literatura mdica faz referncia ao aumento das colises automobilsticas e violncia urbana como sendo as principais causas desses traumatismos, principalmente em indivduos jovens (2,3).

Um estudo recente apontou os acidentes com veculos automotores como ainda sendo a principal causa de trauma facial grave (15). Entretanto tais achados so justificados devido ao trabalho ter sido realizado em uma instituio de referncia regional de centro de trauma, afetando desta forma os tipos de trauma que o hospital atendia quanto gravidade dos doentes.

Com relao etiologia do trauma facial, BRAUSTEIN PW (1957), estudou 1000 acidentes com 2253 vtimas e observou que 72,1% dos traumas eram causados por veculos automotores.

De acordo com MONTOVANI et al (2006), dentre as causas mais comuns, destacaram-se os acidentes automobilsticos (28,3%), agresses (21%) e as quedas acidentais (19,5%).

No estudo de WULKAN et al (2005) com 164 pacientes, a violncia interpessoal foi a causa geral mais comum (48,1%), seguida de queda (26,2%). O que corrobora com a tendncia dos estudos mais atuais em mostrar um aumento na incidncia de violncia interpessoal e sugerirem que esta seja a principal etiologia nos traumas de face (16,17). Dado que pde ser comprovado por nosso estudo, onde obtivemos um predomnio da etiologia por agresso com 79 casos (35,5%), seguida por acidentes de carros com 41 casos (18%), motos com 27 casos (12%) e queda com 25 casos (11%).

Quando os trabalhos correlacionam a etiologia do trauma facial com a faixa etria, percebemos em alguns estudos que a principal etiologia entre pessoas de 0 a 19 anos foi a queda (17,18,19,20), outro estudo observou que tanto em crianas (de 0 a 9 anos) quanto em adultos maiores de 60 anos a etiologia mais frequente foi a queda, 46,8% e 40,7% respectivamente (11).

Em nosso estudo, a mesma faixa etria (0 a 19 anos) apresentou uma prevalncia de 19,4%, entretanto quando observamos apenas a faixa etria de 0 a 9 anos, encontramos uma prevalncia de queda como fator etiolgico bastante significativo com 80%. Alguns autores inferem muitos fatores que possam favorecer para que a queda seja significativamente mais frequente nesta faixa etria: a locomoo e equilbrio so diretamente proporcionais idade; a conscincia da aparncia da face e sua importncia social aumentam com a idade (durante uma queda, crianas maiores e adultos consideram proteger a face) (21).

O acidente automobilstico foi a principal causa dos traumas faciais na faixa etria de 20 a 29 anos (11). Entretanto, nesta faixa etria, encontramos um nmero maior de agresso fsica, 36 casos (42,8%). Estudos recentes revelam tambm que na faixa etria de 20 aos 39 anos, a principal causa a violncia interpessoal, 55,5% (9,22,23), confirmando nossos achados.

Quando correlacionada a idade de 40 anos ou mais, WULKAN et al. (2005) observaram ser tambm a queda o principal mecanismo de fratura por trauma (62,6%) que geralmente resulta de mltiplas causas patolgicas (por exemplo, osteoporose).

Mecanismos fisiolgicos como propriocepo alterada, fraqueza, tremor e reflexos diminudos facilitam a queda. Infeco de trato urinrio e de pulmo e o uso de lcool tambm so referidos (22).

Em nosso trabalho evidenciamos ser a agresso fsica a principal etiologia, em maiores de 40 anos, com 12 casos (25%).

Quanto ao tipo de fratura, em seus estudos de casos, MONTOVANI et al (2006) observaram 371 fraturas faciais simples - uma nica fratura na face -(72,3%) e 142 fraturas faciais mltiplas (27,6%). Em nosso estudo tambm constatamos uma maior prevalncia de fraturas simples, com 193 casos (86,93%) Segundo o tipo de fratura, relatam que a mandbula foi o local mais afetado (35%), seguido do zigoma (24%) e do nariz (23%).

J CHRCANOVIC et al. (2004) relataram, aps estudar 1.326 fraturas de face em 911 pacientes, que o osso facial mais fraturado foi a mandbula, seguida por complexo zigomtico e nariz.

A incidncia em nosso estudo foi, em ordem decrescente: mandbula 94 casos (35,8%), nariz 60 casos (22,9%), zigomtico 55 casos (20,9%), rbita 20 casos (7,6%) e maxilar com 17 casos(6,4%).

Um estudo de 2748 casos relatou que 1176 (42,7%) pacientes tiveram fraturas do tero mdio facial e 512 (18,6%) tiveram fraturas do tero inferior "mandibular". A maioria dos pacientes com fraturas de tero mdio facial tiveram a regio zigomaticomaxilar acometida 422 (35,8%), enquanto fraturas da regio parasinfisria foram as mais comuns da mandbula 156 (30,4%) (24).

Nosso estudo constatou 134 fraturas do tero mdio facial (57,51%), 94 pacientes com envolvimento de tero inferior (40,34%) e 5 casos com envolvimento de tero superior (2,14%).

A casustica de WULKAN M et al. (2005) envolveu em grande parte, traumas de grande energia, resultando em sua maioria fraturas de mandbula (21,9%), seguida de fraturas do tipo Le Fort, pan facial ou complexas (17,8%).

MONTOVANI et al. (2006) correlacionaram as fraturas isoladas simples ou de baixa complexidade com as agresses, e fraturas de alta complexidade com os acidentes automobilsticos. O predomnio em nosso estudo foi de trauma de fraturas isoladas simples ou de baixa complexidade, 193 casos (86,93%).

HAGAN EH, HUELKE DF (1961) relataram que 55,8% das fraturas mandibulares eram relacionadas com acidentes automobilsticos, 17% com agresses corporais e 14% com outras causas.

ROWE NL, KILLEY HC (1968) descreveram que 11,6% das fraturas da mandbula relacionavam-se com acidentes automotores, 15,8% com motocicletas, 18% com agresses corporais e 12% com quedas acidentais.

Pudemos relacionar as fraturas mandibulares e acidentes motociclsticos em 12 pacientes (12,76%), automobilsticos em 17 pacientes (18,08%), agresso em 36 (38,29%), queda em 7 pacientes operados (7,44%), sendo o restante com causas diversas 22 (23,4%).


CONCLUSO

Conclumos que o perfil epidemiolgico dos 222 pacientes submetidos a cirurgias de fraturas faciais realizadas pela especialidade de traumatologia maxilofacial do Hospital Santo Antnio em Blumenau, Santa Catarina de 2004 a 2009 individuo masculino, na faixa etria de 20 a 29 anos, solteiro, com baixa escolaridade e empregado.

A etiologia prevalente foi a agresso, com envolvimento apenas de um osso fraturado sendo a mandbula o osso mais acometido.


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1 Cirurgio Bucomaxilofacial do Hospital Santa Catarina e Santo Antnio de Blumenau - SC. Acadmico do Curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau FURB.
2 Acadmico de Medicina da FURB.
3 Professor Doutor. Mdico.

Instituio: Universidade Regional de Blumenau - FURB. Blumenau / SC - Brasil. Endereo para correspondncia: Frederico Santos Keim - Rua Victor Konder, 99 - Apto 601 - Bairro: Victor Konder - Blumenau / SC - Brasil - CEP: 89010-000 - Telefone: (+55 47) 9193-6583 - E-mail: kikosk@hotmail.com

Artigo recebido em 11 de Fevereiro de 2010. Artigo aprovado em 26 de Maro de 2010.
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