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Ano: 2010  Vol. 14   Num. 4  - Out/Dez Print:
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Associao entre Perda Auditiva e Sintomatologia Depressiva em Idosos
Association Between Hearing Loss and Depressive Symptoms in Elderly
Author(s):
Adriane Ribeiro Teixeira1, Andra Krger Gonalves2, Cntia de La Rocha Freitas3, Cristina Loureiro Chaves Soldera4, ngelo Jos Gonalves Bs5, Ana Maria Pujol Vieira dos Santos6, Slvia Dornelles7.
Palavras-chave:
Depresso, Perda auditiva, Envelhecimento.
Resumo:

Introduo: A perda auditiva provoca dificuldades na compreenso da fala, o que origina afastamento do meio familiar e social. Este isolamento pode estar associado a quadros depressivos. Tipo de estudo: clnico prospectivo. Objetivo: Verificar a associao entre perda auditiva e depresso em um grupo de idosos no institucionalizados. Mtodo: A amostra foi composta por indivduos com idade igual ou superior a 60 anos, submetidos avaliao audiolgica completa e rastreio de sintomatologia depressiva com a escala de depresso geritrica (GDS). Resultados: Foram avaliados 54 idosos, sendo 26 (48,1%) do sexo feminino e 28 (51,9%) do sexo masculino. Constatou-se que 39 (72,2%) apresentaram limiares auditivos alterados, sendo 17 (31,5%) com perda auditiva leve e 22 (40,7%) com perda auditiva moderada. Foram evidenciados sinais de depresso em 25 idosos (46,3%), sendo que 22 (40,7%) apresentavam perda auditiva. A anlise dos dados evidenciou associao entre a presena de perda auditiva e depresso (p=0,016). Apesar de no significativa (p=0,18), a associao entre o grau de perda auditiva foi positiva em relao gravidade dos sinais de depresso. Concluso: Nos idosos pesquisados, ocorreu forte associao entre a perda auditiva e os sinais de depresso e tendncia a existir associao entre o grau de perda auditiva e a gravidade dos sinais de depresso.

INTRODUO

O envelhecimento uma realidade mundial, mesmo nos pases mais pobres. No Brasil, especialmente, o processo est ocorrendo de forma radical e acelerada, indicando que, em 2020, o pas ocupar a sexta posio em nmero de idosos (1). Este processo provoca uma srie de modificaes nos sistemas funcionais, de forma progressiva e irreversvel, havendo intensificao de limitaes sensitivas e motoras, bem como o aparecimento ou o agravamento de doenas crnico-degenerativas (2).

O declnio da capacidade de ouvir em idosos chamado de presbiacusia. Estudos evidenciam que, no Brasil, a prevalncia de perda auditiva, nesta populao, varia entre 36% e 81% (3,4). O envelhecimento, porm, no pode ser considerado o nico fator causador da perda auditiva, pois uma srie de fatores negativos intrnsecos e extrnsecos pode provocar ou agravar os distrbios auditivos, tais como a profisso do indivduo, o uso de medicamentos ototxicos, a exposio ao rudo e doenas apresentadas pelos indivduos (diabetes, hipertenso, aterosclerose - por exemplo) (3, 5, 6).

Estudos evidenciam que a presbiacusia tem incio na terceira dcada de vida, sendo os efeitos constatados a partir da quinta dcada (7). A perda auditiva geralmente de tipo neurossensorial, simtrica, com configurao audiomtrica predominantemente descendente nos homens e horizontal nas mulheres (8, 9). O grau varia de leve a moderadamente severo, sendo que a audio dos homens mais afetada do que a das mulheres. O agravamento da perda auditiva est diretamente relacionado ao aumento da idade (6, 8, 10).

A presbiacusia provoca distrbios sociais, psicolgicos e emocionais, com reduo da vida social, aumento dos problemas de relacionamento com familiares, amigos e no trabalho. Estes distrbios afetam negativamente a mobilidade e as atividades de vida diria (11, 12, 13).

Dentre os problemas psicolgicos observados nos idosos acometidos por perda auditiva, est a depresso (12, 14, 15, 16, 17). Esta associao pode ocorrer principalmente devido ao isolamento social, uma vez que ouvir bem um requisito importante para a interao social (13, 18)

A depresso um dos problemas mentais mais comuns em idosos. Entre 15% e 30% dos indivduos deste grupo apresentam sintomatologia depressiva, sendo que o no tratamento pode estar associado a declnio fsico, doenas, piora da qualidade de vida e declnio mental (19, 20). Estudos demonstram que a depresso afeta principalmente os idosos (quando comparados com grupos de adultos e jovens) (21), com maior prevalncia no gnero feminino (22, 23, 24).

Considerando os pressupostos tericos descritos na literatura especializada, que remetem a uma relao entre a perda auditiva e a depresso, este estudo tem como objetivo verificar a associao entre a presena e o grau de perda auditiva e a sintomatologia depressiva, em um grupo de idosos no institucionalizados.


MTODO

Este estudo teve delineamento transversal, observacional, descritivo e prospectivo. A amostra foi composta por indivduos com idade igual ou superior a 60 anos (25). Dentre os critrios de incluso estavam: idade dentro da faixa etria estabelecida, assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, ausncia de cera obstrutiva no meato acstico externo e realizao completa das avaliaes selecionadas para a pesquisa.

Para a realizao do trabalho, os indivduos foram submetidos avaliao audiolgica e rastreio de sintomatologia depressiva. A avaliao audiolgica constou de audiometria tonal liminar, realizada em cabine acstica, com pesquisa de limiares tonais por via area (de 250 Hz a 8000 Hz) e por via ssea (de 500 Hz a 4000 Hz), utilizando-se audimetro da marca Interacoustics, modelo AD-28. Foram realizadas, ainda, a audiometria vocal (ndice Percentual de Reconhecimento de Fala e Limiar de Recepo de Fala) e medidas de imitncia acstica. Para a timpanometria e a pesquisa de reflexos acsticos, foi utilizado o analisador de orelha mdia da marca Interacoustics, modelo AT235.

A presena e o grau de perda auditiva foram determinados utilizando-se a classificao da Organizao Mundial da Sade, com a mdia dos limiares auditivos por via area nas frequncias de 500 Hz a 4000 Hz. Valores de mdia entre -10 dBNA e 25dBNA indicam que o indivduo apresenta limiares auditivos normais; entre 26dBNA e 40dBNA, perda auditiva leve; entre 41dBNA e 60dBNA, perda auditiva moderada, entre 61dBNA e 80dBNA perda auditiva severa e mdia de limiares acima de 81dBNA, perda auditiva profunda. Para este trabalho foi considerada a mdia da melhor orelha (26).

O rastreio da sintomatologia depressiva foi feito por meio da Escala de Depresso Geritrica (GDS) (27). Este instrumento, j traduzido e validado no Brasil (28), composto por quinze itens, sendo o indivduo orientado a assinalar sim ou no aps cada pergunta. A aplicao foi realizada de forma individual, em uma sala de atendimento, aps a avaliao audiolgica.

De acordo com as normas de interpretao da GDS, a cada resposta que evidenciasse tendncia depressiva era atribudo um (1) ponto. A avaliao foi feita da seguinte forma (29):

 menos de 5 pontos: ausncia de sintomatologia depressiva;

 entre 5 e 10 pontos: sintomatologia depressiva leve a moderada;

 11 pontos ou mais: sintomatologia depressiva grave.

Aps a finalizao da avaliao, foi criado um banco de dados, para posterior anlise estatstica quantitativa. Foram considerados estatisticamente significantes valores de p menores ou iguais a 0,05.

A anlise descritiva das variveis quantitativas foi realizada por meio do clculo de frequncias absolutas, mdias e desvio-padro. Para o clculo das associaes entre presena/ausncia de perda auditiva e sintomatologia depressiva e grau de perda auditiva e nvel de sintomatologia depressiva foi feita utilizando-se o qui-quadrado.

Esta pesquisa faz parte do projeto 'Caracterizao de idosos atendidos em projeto extensionista', aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa da Universidade (CEP) conforme protocolo 125H.


RESULTADOS

Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar a existncia de associao entre a presena e o grau de perda auditiva e a sintomatologia depressiva em um grupo de idosos no institucionalizados.

Foram avaliados 54 indivduos de 60 a 84 anos, com mdia de idade de 70,4 7,16 anos, sendo 26 (48,1%) do sexo feminino e 28 (51,9%) do sexo masculino.

Com relao audio, conforme os dados apresentados na Tabela 1, foi constatada presena de perda auditiva na maior parte dos indivduos da amostra. O grau de perda auditiva variou de leve a moderado.

A anlise dos dados da escala de depresso geritrica evidenciou que, dos 54 idosos avaliados, 25 idosos apresentavam sintomatologia depressiva (46,3%), conforme mostra a Tabela 2.

Os dados apresentados na Tabela 3 demonstram que houve associao entre a presena de perda auditiva e depresso (p=0,016), uma vez que, dos 25 (46,3%) idosos com depresso, 22 (40,7%) apresentavam perda auditiva. Quando analisada a associao entre o grau de perda auditiva e a sintomatologia depressiva, no houve, porm, associao significativa (p=0,18). Constatou-se, contudo, tendncia positiva em relao gravidade dos sinais de depresso. Ou seja, quanto maior a perda auditiva maior a gravidade dos sinais (Tabela 4).















DISCUSSO

Considerando o aumento da expectativa de vida e a elevada prevalncia da perda auditiva na populao idosa, importante averiguar a interferncia desta alterao nos aspectos psicossociais.

No que se refere depresso, verificou-se que 25 idosos (46,3%) apresentaram sintomas depressivos de grau leve a profundo. Este valor superior ao descrito na literatura especializada. Trabalhos prvios no pas, usando o mesmo instrumento desta pesquisa (GDS) evidenciaram que aproximadamente 30% dos idosos no institucionalizados apresentavam sintomas de depresso (23, 30, 31). Destaca-se, porm, que em tais pesquisas no foi observada a condio auditiva dos componentes da amostra.

A anlise dos dados coletados evidenciou que, no grupo estudado, a maior parte dos idosos apresentou perda auditiva (72,2%). Este resultado superior a alguns trabalhos consultados (3, 6), e inferior a outros (4). Tal como descrito anteriormente, a prevalncia da presbiacusia citada na literatura varia muito (de 36% a 81%) Acredita-se que esta variao possa ocorrer devido s caractersticas das amostras pesquisadas. Destaca-se, porm, que o estudo de BERIA, RAYMANN, GIGANTE, FIGUEIREDO, JOTZ, ROITHMANN et al (4) avaliou um grupo de idosos no sul do pas, tal como neste trabalho, mas com nmero amostral maior. Assim, acredita-se que, se houvesse aumento no nmero da amostra, o percentual de idosos com perda auditiva seria equivalente, especialmente por se tratar de uma populao semelhante (idosos da capital e regio metropolitana do RS).

Quanto ao grau, constatou-se que a perda auditiva apresentada pelos idosos avaliados variou de grau leve a moderado. Este resultado corrobora a maior parte dos dados descritos na literatura especializada nacional (3, 6, 10) e internacional (9). As perdas auditivas de grau leve no so consideradas incapacitantes pela Organizao Mundial da Sade (26). Deve-se considerar, porm, que estudos sobre a acstica dos fonemas do portugus brasileiro (32) demonstram que sons extremamente importantes para a discriminao de fala, tais como as consoantes fricativas, apresentam intensidade extremamente reduzida (em torno de 15dBNA). Assim, perdas auditivas de grau leve devem ser consideradas importantes e passveis de interveno, uma vez que causam distrbios na compreenso da fala e podem contribuir para o afastamento social do indivduo, ocasionando ou agravando distrbios emocionais e psicossociais.

Analisando-se a relao entre presena/ausncia de sintomatologia depressiva e presena/ausncia de perda auditiva, constatou-se que houve associao significativa (p=0,016). Os resultados obtidos evidenciaram que, no grupo estudado, a presena da perda auditiva est contribuindo para a presena de distrbios psicolgicos. Acredita-se que este fato possa ser parcialmente explicado pelo afastamento das relaes sociais e familiares, uma vez que os distrbios auditivos impedem, parcial ou totalmente, a efetiva comunicao entre os indivduos e afetam negativamente as relaes sociais (11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 33, 34), tanto pelo dficit de compreenso do idoso, como pela falta de ambiente silente (mais adequado para a tarefa de discriminao auditiva) e at mesmo despreparo do interlocutor para se fazer entender (fala mais articulada e pausada).

Quando comparados os resultados obtidos quanto ao grau de perda auditiva/sintomatologia depressiva, constatou-se, porm, que no houve associao significativa (p=0,18). Apesar de no significativa (p=0,18), a associao entre o grau de perda auditiva foi positiva em relao gravidade dos sinais de depresso. Ou seja, quanto maior a perda auditiva, maior a gravidade dos sinais de depresso. A anlise dos dados evidencia, ento, tendncia a esta associao, uma vez que, dos 29 idosos (53,7%) com ausncia de depresso, a maior parte apresentava limiares auditivos normais (22,2%). Considerando-se os 23 (42,6%) idosos com depresso leve a moderada, somente 3 (5,6%) apresentavam limiares auditivos normais. Os demais apresentavam perda auditiva leve (14,8%) ou moderada (22,2%). Os indivduos com depresso severa (3,8%) apresentavam perda auditiva leve (1,9%) ou moderada (1,9%).

Relaes menos consistentes ou fracas entre perda auditiva e depresso em idosos foram relatadas por outros autores (35, 36). Este fato pode ser atribudo adaptao psicolgica perda auditiva, que varia de indivduo para indivduo, que ocorre por meio de um conjunto de processos sociais e psquicos (37, 38).

Outro fator que deve ser levado em considerao que a sintomatologia depressiva pode estar relacionada com as dificuldades de compreenso de fala vivenciadas pelos idosos, mas que tais dificuldades no esto diretamente relacionadas ao nvel de alterao da audio. Em estudo realizado por MAGALHES e GOFFI-GOMEZ (39), constatou-se que idosos com os mesmos graus de perda auditiva apresentaram diferentes valores de ndice de reconhecimento de fala provavelmente devido a ao substrato fisiolgico das presbiacusias (alteraes cocleares ou retrococleares).


CONCLUSO

Conclui-se que houve, nos idosos pesquisados, forte associao entre a perda auditiva e os sinais de depresso e tendncia a existir associao entre o grau de perda e a gravidade dos sinais de depresso.


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1 Doutora em Gerontologia Biomdica (PUCRS). Professora Adjunta da UFRGS - Departamento de Psicologia do Desenvolvimento e da Personalidade - Curso de Fonoaudiologia.
2 Doutora em Psicologia Social (USP). Professora Adjunta da UFRGS - Escola de Educao Fsica (ESEF).
3 Doutora em Cincias do Movimento Humano (UFRGS). Professora Adjunta da UFSC.
4 Doutoranda em Gerontologia Biomdica (PUCRS). Professora da UFCSPA - Departamento de Fonoaudiologia.
5 PhD em Medicina pela Tokay University, School of Medicine, Japo. Professor Adjunto da PUCRS - Programa de Ps-Graduao em Gerontologia Biomdica.
6 Doutora em Fitotecnia (UFRGS). Professora Adjunta do Curso de Educao Fsica da ULBRA - Canoas.
7 Doutora em Sade da Criana e do Adolescente - UFRGS. Professora Adjunta da UFRGS - Departamento de Psicologia do Desenvolvimento e da Personalidade.

Instituio: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pontifcia Universidade Catlica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Porto Alegre / RS - Brasil. Endereo para correspondncia: Adriane Ribeiro Teixeira - Rua Ramiro Barcelos, 2600 - Instituto de Psicologia da UFRGS - Bairro Santa Ceclia - Porto Alegre / RS - Brasil - CEP: 90035-003 - Telefone: (+55 51) 3308-5066 - E-mail: adriane.teixeira@gmail.com

Artigo recebido em 24 de Julho de 2010. Artigo aprovado em 2 de Setembro de 2010.
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