Title
Search
All Issues
5
Ano: 2011  Vol. 15   Num. 1  - Jan/Mar Print:
Original Article
Versão em PDF PDF em Português Versão em PDF PDF em Ingls TextoTexto em Ingls
Comparao dos Indicadores de Risco para Surdez em Neonatos Encontrados nos Anos de 1995 e 2005
Comparison of Indicators of Risk of Deafness in Newborns Studied in the Years 1995 and 2005
Author(s):
Monique Kelly Duarte Lopes1, Teresa Maria Momensohn Santos2.
Palavras-chave:
surdez, doena, recm-nascido.
Resumo:

Introduo: Os dados apresentados pelo Centro de Vigilncia Epidemiolgica do Estado de So Paulo apontam que o nmero de crianas acometidas por doenas infecto-contagiosas aumenta a cada ano. Algumas dessas doenas so consideradas de risco para a audio. Objetivo: Verificar e comparar a ocorrncia de indicadores de risco para Deficincia Auditiva durante o intervalo de 10 anos em uma maternidade de So Paulo. Mtodo: Estudo de carter quantitativo e retrospectivo, realizado a partir do levantamento e anlise de dados dos registros fornecidos por uma maternidade da cidade de So Paulo. Foram levantados os registros dos bebs que nasceram de janeiro a dezembro dos anos de 1995 (n=2.077) e 2005 (n=5.129), e inclusos os que apresentaram indicadores de risco para surdez como prematuridade, baixo peso e asfixia, alm de possuir diagnstico confirmado ou suspeita de doenas infecto-contagiosas do grupo TORSCH-A. Resultados: Foram considerados os pronturios de 565 crianas nascidas em 1995, e de 1047 em 2005. Dentre os indicadores de risco para surdez, observou-se diferena significativa para o indicador prematuridade e asfixia, no havendo diferena significativa para o indicador baixo peso. Os indicadores de risco prematuridade, baixo peso e asfixia foram mais frequentes que a Toxoplasmose, a Sfilis e o HIV+. As crianas nascidas em 1995 tenderam a ter um maior nmero de indicadores de risco e/ou doenas do que as nascidas em 2005 (p<0,001). Concluso: A maior incidncia de indicadores em 1995 aponta melhoria na sade, diminuindo ao longo de 10 anos o ndice de recm-nascidos com risco para surdez.

INTRODUO

O processo de aquisio e desenvolvimento da fala e da linguagem possuem estreita relao com a audio. A identificao das alteraes auditivas logo nos primeiros meses de vida do beb permite que ocorra a interveno ainda no perodo crtico e ideal de estimulao da linguagem e da audio, possibilitando o desenvolvimento da capacidade de receber, reconhecer, identificar e discriminar os sons que os cercam (1,2).

Com isso, a preocupao e as recomendaes sobre a interveno fonoaudiolgica, como forma de prevenir e/ou amenizar as consequncias da falta de estimulao sonora devido perda auditiva tm impulsionado muitas pesquisas (3), que apontam que no Brasil 65% dos casos de surdez na infncia so decorrentes de problemas adquiridos no perodo pr e/ou ps-natal, enquanto que 4% so resultantes de causas hereditrias (4).

Sabe-se que 2-4:100 recm-nascidos que egressam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam perda auditiva bilateral (5), que podem ser causadas por infeces congnitas por transmisso materno-infantil. Estas tm merecido ateno h algumas dcadas devido preocupao com as sequelas e prejuzos que trazem audio (6).

Em 1974, o infectologista NAHMIAS (7), j preocupado com as sequelas das doenas infecto-contagiosas por transmisso materno-infantil e, com o objetivo de chamar a ateno dos mdicos para a existncia desse grupo de infeces congnitas, com caractersticas semelhantes, criou a sigla TORCH (Toxoplasmose, Rubola Congnita, Citomegalovrus e Herpes). Em 1982, o JCIH acrescentou sigla TORCH a letra S, indicativa da Sfilis Congnita, e atualmente, escrita como TORSCH-A, pois foi acrescida mais uma vez, recebendo a letra A, de AIDS.

Entretanto, mesmo com a preocupao de alguns estudiosos, observa-se ainda que os indicadores de risco presentes ao nascimento no tm sido valorizados como indicadores de alterao auditiva (8), mesmo sendo estabelecida a associao entre algumas infeces congnitas e a perda de audio, como mostra um estudo sobre os agentes infecciosos mais frequentes relacionados com hipoacusia que so o Citomegalovrus, o vrus da Rubola, o Toxoplasma gondii e o vrus Herpes (9,10,11,12,13).

Diante dos dados apresentados v-se a necessidade de estudos epidemiolgicos sobre a ocorrncia de indicadores de risco, principalmente das doenas do grupo TORSCH-A na populao de recm-nascidos, pois um levantamento dessa natureza permitir que aes e programas de promoo de sade mulher possam ser implementados (14,15).

Assim como, recomendaes orientando sobre como prevenir as doenas infecto-contagiosas por transmisso materno-infantil, alertando de forma segura e eficaz os riscos para a audio de seus filhos, alm de manter um olhar mais atencioso sobre a Toxoplasmose, a Herpes e o Citomegalovrus na categoria de notificao recomendada, uma vez que essas fazem parte dos indicadores de risco para surdez apresentados pelo JCIH.

Devido a isso, o objetivo deste estudo foi o de verificar e comparar a ocorrncia de indicadores de risco para deficincia auditiva durante o intervalo de 10 anos (1995 e 2005) em um hospital municipal da cidade de So Paulo - SP.


MTODO

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comit de tica em pesquisa do Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mrio de Moraes Altenfelder Silva - SP, sob nmero 39/08, e foi caracterizada como quantitativa, retrospectiva. Realizou-se um levantamento e anlise de dados secundrios dos registros de cadernos fornecidos pelo Berrio do Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mrio de Moraes Altenfelder Silva - SP, popularmente conhecido como Maternidade Vila Nova Cachoeirinha.

A amostra foi constituda pelos registros secundrios disponveis dos bebs nascidos na maternidade, no perodo de janeiro a dezembro dos anos entre 1995 e 2005.

A escolha do intervalo de 10 anos dos anos de 1995 e 2005 resultou da anlise do histrico das aes do Ministrio da Sade que ocorreram no pas para as doenas do grupo TORSCH-A consideradas indicadores de risco para surdez.

Com a perda de alguns dos dados do ano de 1995 foi possvel levantar o nmero de 2.077 nascidos vivos, e para o ano de 2005, o valor de 5.129. Aps esse primeiro levantamento foi iniciada a anlise dos Cadernos de Diagnstico referentes aos anos estabelecidos, passando por um processo de triagem. Os critrios de incluso adotados foram:

 Possuir indicadores de risco para a Deficincia Auditiva: Prematuridade, Baixo Peso e Asfixia;

 Possuir casos confirmado, suspeito ou exposto de uma das doenas infecto-contagiosas do grupo TORSCH-A, apontados pelo JCIH em 2007.

Ao final dessa seleo foram encontrados 565 recm-nascidos com indicadores de risco para a Deficincia Auditiva (D.A.) no ano de 1995, e 1047 recm-nascidos com algum indicador de risco para a D.A. para o ano de 2005, sendo esses valores considerados como a constituio da amostra para cada ano.

Assim, o estudo seguiu envolvendo a anlise de amostras de pronturios de 565 crianas nascidas em 1995 e 1047 crianas nascidas em 2005. Foram observadas as seguintes variveis:

 Gnero: feminino ou masculino;

 Peso: em kg;

 Idade Gestacional: em semanas;

 Prematuridade: sim ou no;

 Baixo peso: sim ou no;

 Asfixia: sim ou no;

 Consanguinidade: sim ou no;

 Toxoplasmose: confirmado, suspeito ou no;

 Rubola: confirmado, suspeito ou no;

 Sfilis: confirmado, suspeito ou no;

 Citomegalovrus: confirmado, suspeito ou no;

 Herpes: confirmado, suspeito ou no;

 HIV: exposto ou no.

Os demais indicadores de risco descritos pelo JCIH em 1994 e 2007 foram desconsiderados mediante a falta de informaes na descrio da Alta Hospitalar dos sujeitos.

A varivel Peso, alm de ter sido verificada como possuir baixo peso ou no, foi utilizada na criao de categoria de faixa de peso: < 1500g, 1500 a 2500g e >2500g, a partir dos nmeros referidos no caderno de registro. Os dados obtidos em cada ano foram colocados em uma planilha do programa Microsoft Excel 2003.

Para comparar as distribuies do Sexo, faixa de Peso e Indicadores de risco nos anos de 1995 e 2005 foi adotado o teste Qui-Quadrado (BUSSAB e MORETTIN, 2002). Nos testes de hiptese foi fixado nvel de significncia de p< 0,05, e a anlise foi realizada com o auxlio dos aplicativos Statistical Package for Social Sciences (SPSS) verso 11.0 e Minitab verso 15.


RESULTADOS

Ao comparar cada indicador de risco entre os dois anos foi visto que a Prematuridade apresentou diferena significativa entre as distribuies das porcentagens nos dois anos, sendo a porcentagem de crianas prematuras maior no ano de 1995 (p<0,001). O indicador de risco Baixo Peso no apresentou diferena significativa entre as porcentagens de ocorrncia (p=0,209); e a Asfixia apresentou diferena significativa entre as porcentagens nos dois anos (p=0,027), sendo a porcentagem de ocorrncia em 1995 maior que em 2005 (Tabela 1).

Na Tabela 2 so apresentadas as distribuies de frequncias e porcentagens das doenas encontradas nos cadernos analisados (Toxoplasmose, Sfilis e HIV) nos dois anos. Crianas que no foram classificadas na planilha como casos confirmados, suspeitos ou expostos foram consideradas como no tendo a doena. Em 2005, houve 17 casos (1,6%) confirmados ou suspeitos de Toxoplasmose, havendo diferena significativa entre as porcentagens de ausncia dessa doena nos dois anos, com ocorrncia (confirmado ou suspeito) maior em 2005 (p=0,008). Para Sfilis, houve apenas 1 caso confirmado em 1995 (0,2% do total de crianas nesse ano). Em 2005 houve 14 casos confirmados e 21 suspeitos, que correspondem a 3,3% das crianas nascidas nesse ano. Houve diferena significativa entre as porcentagens de ocorrncia de Sfilis nos dois anos (p<0,001), sendo a porcentagem de ocorrncia maior em 2005. Para o HIV, houve diferena entre as porcentagens de crianas expostas doena nos dois anos (p<0,001), com porcentagem de expostos em 2005 maior que em 1995.

A associao entre os 3 indicadores de risco analisados mostrou que no ano de 1995, 1,2% das crianas no apresentaram nenhum destes, enquanto que em 2005 essa porcentagem foi de 9,1%. Em 1995, a maior porcentagem observada entre os indicadores foi de crianas com Prematuridade e Baixo Peso (28,9%), enquanto que em 2005 s o Baixo Peso (31,1%). Ainda em 1995, houve ocorrncia simultnea dos 3 indicadores em 7,3% das crianas, enquanto que em 2005 a porcentagem foi de 3,2%. Houve diferena significativa entre as distribuies de porcentagens conjunta de Prematuridade, Baixo Peso e Asfixia nos dois anos (p<0,001) (Tabela 3).

Considerando os 3 indicadores de risco e as 3 doenas encontradas foi calculado o nmero de indicadores e doenas presentes em cada criana. As frequncias e porcentagens dos nmeros encontrados nos dois anos so apresentadas na Tabela 4. Nos dois anos, o maior nmero de indicadores e doenas observado em uma mesma criana foram 3. A maioria das crianas apresentou 1 nico indicador de risco ou doena (57,1% em 1995 e 69,4% em 2005). As crianas nascidas em 1995 tenderam a ter um maior nmero de indicadores de risco e/ou doenas do que as nascidas em 2005 (p<0,001).

As anlises das associaes entre Prematuridade, Baixo Peso e Asfixia com a Toxoplasmose, nos anos de 1995 e 2005. No ano de 2005, dos 16 casos suspeitos, 14 (87,5%) no apresentaram nenhum dos riscos analisados e 2 (12,5%) apresentaram prematuridade. O nico caso confirmado de Toxoplasmose, em 1995, apresentou somente Prematuridade. O caso de Sfilis confirmado em 1995 no apresentou nenhum dos indicadores Prematuridade, Baixo Peso ou Asfixia. Em 2005, a maioria dos casos confirmados ou suspeitos tambm no apresentou nenhum desses indicadores. Dos 12 casos expostos por HIV em 1995, 41,7% apresentaram Prematuridade, e 33,3% no apresentaram nenhum dos riscos Prematuridade, Baixo Peso ou Asfixia. Em 2005 a maioria dos expostos (88,3%) no apresentou nenhum dos 3 riscos.








DISCUSSO

O indicador Prematuridade mostrou diferena significativa na comparao entre os anos (p<0,001), com maior prevalncia nos recm-nascidos do ano de 1995, assim como o indicador Asfixia que obteve maior prevalncia nesse mesmo ano (p<0,027), s no havendo diferena significativa para o indicador Baixo Peso (p<0,209). Esses achados podem ser justificados de acordo com as melhorias ao longo dos anos na maternidade, auxiliando e provendo bons recursos e profissionais de qualidade s mulheres que procuram atendimento e acompanhamento durante o perodo puerperal, diminuindo ao longo de 10 anos o ndice de recm-nascidos pr-termos ou com Asfixia (16,17,18).

Somente a Toxoplasmose, Sfilis e HIV foram encontrados e analisados, isso pode ser explicado pelo fato de que em 1995 o atendimento e ateno dada gestante era precria e a maioria dos testes para a identificao de doenas transmitidas pela me no eram realizados. Mais tarde, aps a dcada de 90, com a insero de programas voltados a sade da mulher foi possvel chamar a ateno de um grupo maior dessas, desde o incio da gestao para o acompanhamento do pr-natal, podendo triar de forma mais fidedigna, alertando os casos suspeitos e confirmados destas doenas (19,20,21).

Quando analisados e comparados os indicadores de risco (Prematuridade, Baixo peso e Asfixia) e as doenas (Toxoplasmose, Sfilis e HIV) em 1995 e 2005, houve maior ocorrncia de indicadores de risco que as doenas propriamente, j que os indicadores so evidenciados logo ao nascimento dessas crianas, no dependendo de exames mais objetivos e invasivos para a sua identificao (8,12,22).

Ao associar a porcentagem de casos de Toxoplasmose nos dois anos (1995 e 2005) com a presena de indicadores de risco, somente o ano de 1995 apresentou alguma relao, nesse caso, com a Prematuridade.

No foram encontrados estudos que corroborassem esse achado, mas outros indicadores de risco como Peso ao nascer tiveram melhor relao em alguns estudos (23), que encontraram como segunda doena mais frequente na gestao das mes de muito Baixo Peso as infeces, chamando ateno o grande nmero de mes com Sfilis, Toxoplasmose e HIV.

A Sfilis, quando associada aos indicadores de risco, no apresentou nenhuma relao, o que difere dos resultados da pesquisa (24) na Guin-Bissau, que verificaram uma forte associao de sorologia positiva para Sfilis com parto prematuro e natimortalidade.

O HIV quando associado aos indicadores de risco apresentou casos somente no ano de 1995, em que 41% desses relacionaram com a Prematuridade, o que vem corroborar com alguns estudos (25,26,27), que ao compararem a ocorrncia dos indicadores de risco e doenas infecto-contagiosas para a deficincia auditiva infantil. O indicador de risco mais frequente foi permanncia em UTI neonatal com perodo superior a 48 horas, ficando em torno de 80% o nmero de recm-nascidos que permaneceram. Esse dado foi esperado, visto que a maioria dos RN pr-termo necessita de cuidados intensivos ao nascimento.

A partir da anlise dos dados levantados foi possvel mostrar a importncia, para a sade pblica e para a fonoaudiologia, do levantamento realizado sobre os indicadores de risco e a necessidade de melhorar programas de assistncia mulher. Desse modo a identificao de doenas infecto-contagiosas e de indicadores de risco para a surdez logo no incio da gestao e/ou da vida de um beb podero permitir o adequado encaminhamento para os programas de identificao e reabilitao, diminuindo a extenso das sequelas sobre o desenvolvimento da criana. Ao mesmo tempo, com campanhas de adeso aos programas, que promovem sade pode-se conseguir a diminuio desses indicadores e das doenas que possam acarretar em perda de audio.









CONCLUSO

A partir da anlise dos dados foi possvel mostrar a ocorrncia de indicadores de risco para deficincia auditiva, e a importncia para a sade pblica e para a fonoaudiologia, da necessidade de melhorar programas de assistncia mulher. Uma vez que, os dados obtidos revelam um maior nmero de indicadores de risco no ano de 1995, havendo uma melhoria ao longo dos anos, sendo evidenciado programas voltados a sade da mulher criado ao longo de 10 anos. Desse modo a identificao de doenas infecto-contagiosas e de indicadores de risco para a surdez logo no incio da gestao e/ou da vida de um beb podero permitir o adequado encaminhamento para os programas de identificao e reabilitao, diminuindo a extenso das sequelas sobre o desenvolvimento da criana. Ao mesmo tempo, com campanhas de adeso aos programas, que promovem sade pode-se conseguir a diminuio desses indicadores e das doenas que possam acarretar em perda de audio.


REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

1. Andrade GMQ, Resende LM, Goulart EMA, Siqueira AL, Vitor RWA, Janurio JN. Deficincia auditiva na toxoplasmose congnita detectada pela triagem neonatal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008, 74(1):21-8.

2. Yoshinago- Itano C, Sedey A, Coulter D, Mehl A. Language development of early and later-identified children with hearing loss. Pediatrics. 1998, 102:1161-1171.

3. Prevots DR, Parise MS, Segatto TC, Siqueira MM, Santos ED, Ganter B et al. Interruption of measles transmission in Brazil, 2000-2001. J Infect Dis. 2003, 187(1):111-20.

4. Pelegrin N. Avaliao e diagnstico precoce da surdez. In: 1 Encontro Nacional Interdisciplinar na rea da Deficincia Auditiva. Anais. Rio de Janeiro: MEC/INES; 1990, 15-8.

5. Northen JL, Downs MP. Hearing in children. Baltimore: Willims &Wilkins Co; 1991.

6. Joint Committee on Infant Hearing 1994. Disponvel em: http://www.jcih.org/history.htm em: 16.08.2008.

7. Nahmias AJ. The TORCH complex. Hosp Prac. 1974, 9:65-72.

8. Pupo AC, Balieiro CR, Figueiredo, RSL. Estudo retrospectivo de crianas e jovens com deficincia auditiva caracterizao das etiologias e quadro audiolgicos. Rev CEFAC. 2008, 10(1):84-91.

9. Stagno S, Britt W. Cytomegalovirus Infections. In: Remington JS, Klein JO, Wilson CB, Baker CJ. Infectious Diseases of the Fetus and Newborn Infant. 6th ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2006, 739-81.

10. Silva AA, Maudonnet O, Panhoca R. A deficincia auditiva na infncia. Retrospectiva de dez anos. ACTA AWHO. 1995, 14(2):72-5.

11. Kadoya R, Ueda K, Miyazaki C, Hidaya Y, Tokugawa K. Incidence of congenital rubella syndrome and influence of the rubella vaccination program for schoolgirls in Japan, 1981-1989. Am J Epidemiol. 1998, 148(3):263-8.

12. Nbrega MD, Weckx LLM, Juliano Y. Study of the hearing loss in children and adolescents, comparing the periods of 1990-1994 and 1994-2000. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2005, 69:829-38.

13. Arvin AM, Whitley RJ, Gutierrez KM. Herpes Simplex Virus Infections. In: Remington JS, Klein JO, Wilson CB, Baker CJ, editors. Infectious Diseases of the Fetus and Newborn Infant. 6th ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2006.

14. Osis MJD. PAISM: um marco na abordagem da sade reprodutiva no Brasil. Cad Sade Pblica. 1998, 14 Suppl:25-32.

15. Costa AM. Desenvolvimento e implantao do PAISM no Brasil. In: Giffin K; Costa, SH, organizadores. Questes da sade reprodutiva. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1999, p. 319-35.

16. Victora CG, Barros FC, Tomasi E, Menezes AM, Horta BL, Weiderpass E, Csar J, Costa JSD, Olinto MT, Halpern R, Garcia MDM, Vaughan JP. Tendncias e diferenciais na sade materno-infantil: delineamento e metodologia das coortes de 1982 e 1993 de mes e crianas de Pelotas, Rio Grande do Sul. Cad Sade Pblica [online]. 1996, 12 (suppl.1):7-14.

17. Serruya SJ, Cecatti JG, Lago TDG. O Programa de Humanizao no Pr-natal e Nascimento do Ministrio da Sade no Brasil: resultados iniciais. Cad Sade Pblica. 2004, 20(5):1281-1289.

18. Nagahama EEI, Santiago SM. O cuidado pr-natal em hospital universitrio: uma avaliao de processo. Cad Sade Pblica. 2006, 22(1):173-79.

19. Watkin PM. Neonatal otoacustic emission screening and the identification of deafness. Arch Dis Child. 1996, 74(1):16-25.

20. Lichtg I. Audio: abordagens atuais. Pr-Fono. 1997, 4-22.

21. Fowler KB, Dahle AJ, Boppana SB, Pass RF. Newborn hearing screening: will children with hearing loss caused by congenital cytomegalovirus infection be missed? J Pediatr. 1999, 35:60-4.

22. Andrade GMQ, Resende LM, Goulart EMA, Siqueira AL, Vitor RWA, Janurio JN. Deficincia auditiva na toxoplasmose congnita detectada pela triagem neonatal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008, 74(1):21-8.

23. Araujo BF, Tanaka ACDA. Fatores de risco associados ao nascimento de recm-nascidos de muito baixo peso em uma populao de baixa renda. Cad Sade Pblica [online]. 2007, 23(12):2869-2877.

24. Labbe AC, Mendona AP, Alves AC, Jaffar S, Dias F, Alvarenga IC, Frost E, Morency P, Milord F, Pepin J. The impact of syphilis, HIV-1 and HIV-2 on pregnancy outcome in Bissau, Guin-Bissau. Sexually Transmissible Diseases. 2002, 29:157-167.

25. Vieira EP, Miranda EC, Azevedo MF, Garcia MV. Ocorrncia dos indicadores de risco para deficincia auditiva infantil no decorrer de quatro anos em um programa de triagem neonatal de um hospital pblico. Rev Soc Bras Fonoaud. 2007, 12(3):214-20.

26. Abrams EJ, Matheson PB, Thomas PA. Neonatal predictors of infection status and early death among 332 infants at risk of HIV-1 infection monitored prospectively from birth. Pediatrics. 1995, 96:451-58.

27. Goedert JJ, Mendez H, Drumond JE. Mother to infant transmission of human immunodeficiency virus type 1: association with prematurity or low ANTI-gr 120. The Lancet. 1989, 8676:1351-54.









1 Mestre em Fonoaudiologia pela Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo (PUC/SP). Preceptora da Residncia Multiprofissional do HU - MA em Fonoaudiologia. Fonoaudiolga da UTI Neonatal do HU Materno Infantil - MA.
2 Doutora em Distrbios da Comunicao Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de So Paulo. Diretora clnica e de pesquisa do Instituto de Estudos Avanados da Audio Momensohn Santos; Professora titular da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo.

Instituio: Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo. So Paulo / SP - Brasil. Endereo para correspondncia: Monique Kelly Duarte Lopes - Rua Tarquinio Lopes, 11A - Anil - So Lus / MA - Brasil - CEP: 65047-170 - Telefone: (+55 98) 8712-7118 - E-mail: moniqlopes@gmail.com

Artigo recebido em 30 de Agosto de 2010. Artigo aprovado em 20 de Novembro de 2010.
  Print:

 

All right reserved. Prohibited the reproduction of papers
without previous authorization of FORL © 1997- 2024