Title
Search
All Issues
5
Ano: 2011  Vol. 15   Num. 4  - Out/Dez
DOI: 10.1590/S1809-48722011000400005
Print:
Original Article
Versão em PDF PDF em Português Versão em PDF PDF em Ingls TextoTexto em Ingls
Processamento auditivo em crianas com fissura labiopalatina com e sem histria de otite
Hearing process in children with cleft lip and palate with or without history of otitis
Author(s):
Tamyne Ferreira Duarte de Moraes1, Karina Krhembhl Salvador1, Mariana Sodrio Cruz2, Carolina Ferreira Campos3, Mariza Ribeiro Feniman4.
Palavras-chave:
audio, fenda labial, fissura palatina, otite mdia.
Resumo:

Introduo: Considerando que perdas auditivas e complicaes otolgicas podem interferir no processo de maturao do sistema nervoso central, este estudo teve como objetivo verificar o desempenho de crianas com FLP com e sem histrico de otite mdia na avaliao do processamento auditivo. Mtodo: Estudo prospectivo. Foram avaliadas 20 crianas com fissura labiopalatina operada, na faixa etria de 7 a 10 anos, divididas em grupo I - 10 crianas com fissura labiopalatina com histria de otite - e grupo II - constitudo de 10 crianas com fissura labiopalatina sem histria de otite. Foram realizados testes diticos, monticos e dicticos. Resultados: Todas as crianas apresentaram desempenho ruim em pelo menos um teste dictico. Nos testes diticos os maiores ndices de desempenho ruim foram das crianas pertencentes ao grupo I, enquanto que nos testes monticos, o desempenho ruim foi encontrado em maior nmero nas crianas do grupo II. Concluso: Tanto as crianas com histria de otite como as sem histria de otite apresentaram desempenho ruim nos testes do processamento, ou seja, algum tipo de alterao central foi encontrada em 100% das crianas estudadas em ambos os grupos.

INTRODUO

Com o objetivo de se obter uma adequada avaliao de todo o sistema vestbulo-coclear, a utilizao de testes que avaliam o processamento auditivo tem se mostrado um instrumento desafiador da audiologia clnica (14).

Perdas auditivas e histrias de otite mdia podem ser indicadores de risco para o desenvolvimento do processamento auditivo, assim como para o desenvolvimento da linguagem, fala e aprendizagem, visto que a literatura tem demonstrado que crianas com histrico de otites de repetio durante a infncia tendem a apresentar diferenas significantes no desempenho nas atividades de percepo auditiva, memria auditiva, aquisio de linguagem oral e progresso escolar (4,16).

Segundo a American Speech Hearing Association (2) (ASHA), distrbio do processamento auditivo (DPA) uma alterao em um ou mais mecanismos ou processos do sistema auditivo responsveis pelos comportamentos de localizao e lateralizao sonora; discriminao auditiva; reconhecimento de padres auditivos; aspectos temporais da audio, incluindo resoluo, mascaramento, integrao e ordenao temporal; desempenho auditivo na presena de sinais competitivos e desempenho auditivo com sinais acsticos degradados.

Ao estudar a relao entre a otite mdia recorrente, linguagem e processamento auditivo, foram verificados que a linguagem e processamento auditivo de crianas com histria de Otite Mdia com Efuso (OME) apresentaram resultados significantemente piores que crianas que no apresentavam histria (8). Diversos autores afirmaram que crianas com otites de repetio durante a infncia tendem a apresentar diferenas significantes no desempenho nas atividades de percepo auditiva, memria auditiva, aquisio de linguagem oral e progresso escolar (4, 3, 20,29).

Outros autores (23) que afirmaram que sujeitos com perda auditiva perifrica provavelmente tero desempenho prejudicado nos testes do processamento auditivo. No entanto, pode haver pessoas que, mesmo apresentando perda auditiva perifrica (de grau leve a moderado), apresentam processamento auditivo normal.

A fissura labiopalatina (FLP) resultado de uma malformao decorrente de falhas no desenvolvimento ou na maturao dos processos embrionrios (1).

Diversos estudos (10,11,21,27) deram nfase audio perifrica na populao com FLP, sendo amplamente conhecida alta incidncia de alteraes de orelha mdia e/ou perdas de audio, decorrentes de um mecanismo de aerao velotubal deficiente. Assim, a otite mdia e perdas auditivas do tipo condutivo, geralmente bilaterais, vm figurando como patologias importantes nessa populao. Essas alteraes tm como consequncia uma privao sensorial, levando a um indicador de risco para alteraes no desenvolvimento do processamento auditivo, da linguagem, da fala, aprendizagem e potencial cognitivo da criana com FLP.

Entretanto, estudos mostram-se emergentes (5,7,9,17,18) sobre o processamento auditivo em crianas com FLP.

A identificao de dificuldades do processamento auditivo verbal e no verbal em crianas pr-escolares e escolares tem sua importncia afirmada em bases acadmicas, maturacionais, psicolgicas e econmicas. A identificao precoce de crianas com limitaes nas habilidades de processamento da informao auditiva reduzem o tempo e os custos da interveno (15).

Considerando que perdas auditivas e complicaes otolgicas podem interferir no processo de maturao do sistema nervoso central, este estudo teve como objetivo verificar o desempenho de crianas com FLP com e sem histrico de otite mdia na avaliao do processamento auditivo.


MTODO

Este trabalho foi aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa da instituio onde foi realizado, com protocolo nmero 15/2001.

Participaram deste estudo 20 crianas de ambos os gneros matriculados regularmente em um hospital de referncia em reabilitao de anomalias craniofaciais no interior do estado de So Paulo.

Os critrios de incluso dos participantes deste estudo foram: ter FLP operada, faixa etria de 7 a 11 anos, no apresentar queixa e/ou infeco das vias areas superiores em situao de exame, no apresentar histrico de desordens neurolgicas, concordncia dos pais e assinatura com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

As crianas formaram dois grupos, divididos segundo a presena ou no de histria de otite:

-Grupo I (GI) - constitudo de 10 crianas com FLP com histria de otite.

-Grupo II (GII) - constitudo de 10 crianas com FLP sem histria de otite.

Foi realizada comparao entre os achados dos grupos amostrados (GI e o GII).

Os testes do processamento auditivo utilizados foram selecionados considerando a faixa etria e o desenvolvimento da audio.

Os testes aplicados se dividem em diticos, monticos e dicticos.

Os testes diticos (22) so testes onde estmulos iguais so apresentados simultaneamente para ambas as orelhas. So eles: Teste de Localizao Sonora em cinco direes (direita, esquerda, atrs, acima e frente) (22), Testes de Memria para Sons Verbais e No-Verbais em Sequncia (22) e o Teste da Fuso Auditiva-Revisado - AFT-R (24) que um procedimento para medir a habilidade do processamento temporal, determinando a durao (em ms) em que o ouvinte pode detectar um breve intervalo de silncio entre dois tons, e relatar se ele ouviu um ou dois tons.

Os testes monticos (28) so os testes nos quais estmulos diferentes ou no so apresentados simultaneamente na mesma orelha, ou seja, ipsilateralmente. So eles: Teste de Palavras e Frases com Mensagem Competitiva Ipsilateral - Pediatric Speech Inteligibility (PSI) em que os estmulos verbais utilizados so 10 frases que so apresentadas aleatoriamente, juntamente com a mensagem competitiva, e devem ser identificadas pela criana por meio da indicao da figura que a representa, sendo que a mensagem competitiva uma histria infantil; o Teste de Fala no Rudo com Figuras e com Palavras (PSI com palavras) composto por 10 palavras que devem ser identificadas por meio da figura correspondente palavra ouvida podendo ser realizado com duas formas distintas de mensagem competitiva ipsilateralmente (o rudo branco ou uma histria infantil); o Teste de Frases com Mensagem Competitiva Ipsilateral (SSI) em que so utilizados estmulos verbais compostos por 10 frases sintticas de terceira ordem e a mensagem competitiva utilizada um texto de histria do Brasil.

Os testes dicticos so compostos por estmulos diferentes apresentados simultaneamente para ambas as orelhas. O Teste Dictico com Sons No-Verbais Competitivos (22) realizado com trs sons ambientais (barulho de trovo, barulho de sino de igreja e barulho de uma porta batendo) e trs sons onomatopeicos (som de gato miando, cachorro latindo e galo cacarejando), que devem ser identificados por meio da indicao das figuras que os representam. Estes sons foram combinados entre si e sincronizados no tempo a fim de formar doze pares. No Teste Sttagered Spondaic Word (SSW) (6) so utilizados como estmulos verbais 160 palavras disslabas compostas do portugus brasileiro e o Teste Dictico de Dgitos (26) so constitudo por 20 pares de dgitos que representam disslabos na lngua portuguesa.

Estes testes foram realizados em cabina acstica por meio de um audimetro de dois canais acoplado a um CD player.

Os resultados foram analisados e comparados com o padro de normalidade proposto por cada teste, sendo clas-sificados como desempenho ruim os que apresentaram es-cores abaixo da normalidade e desempenho bom os demais.

Foi realizada anlise estatstica descritiva dos grupos de acordo com o desempenho em cada teste, comparando os resultados do grupo I e grupo II.


RESULTADOS

Algumas crianas que participaram deste estudo no puderam realizar todos os testes propostos e descritos na metodologia deste trabalho, pois no compreenderam as instrues para realizao do teste ou apresentavam problemas articulatrios. Assim, o teste Dictico de Dgitos no foi realizado em uma criana (GI), o teste SSW no foi realizado em quatro crianas (1 GI e 3 GII) e o teste SSI/PSI no foi realizado em duas crianas (GII).

Na Tabela 1 esto descritos os resultados dos testes avaliados de acordo com o desempenho das crianas nos grupos amostrados.






DISCUSSO

Os dois grupos (GI e GII) apresentaram desempenho ruim na maioria dos testes. Entretanto, a populao com histria de otite (GI) apresentou resultados piores na avaliao do processamento auditivo, se comparado com a populao sem histria de otite (GII).

Foi observada que, independente da presena de histria de otite nos primeiros anos de vida, a populao com fissura labiopalatina apresentou dificuldades considerveis nos testes aplicados, indicando porcentagem de alterao em ambos os grupos, sendo a otite um agravante desta situao.

Crianas sem histria de otite (GII) apresentaram desempenho normal nos testes diticos, enquanto que, nos demais testes, foi predominante desempenho ruim. J as crianas com histria de otite (GI) apresentaram ndices inferiores de desempenho normal, comparadas com o GII, sendo mais frequente o desempenho ruim nos testes dicticos.

Estes dados esto concordantes com a literatura encontrada, tendo em vista que na maioria dos estudos que envolvem processamento auditivo e FLP os resultados das avaliaes apresentam altos ndices de alteraes. (7,5)

Comparando o desempenho bom e ruim entre as crianas avaliadas e pertencentes a um mesmo grupo, foi possvel concluir que os testes que apresentaram maiores resultados de desempenho ruim foram o SSW e o Dictico No Verbal para GI. No GII, os testes PSI e SSI tambm apresentaram alto ndice de desempenho ruim, alm do SSW e Dictico No Verbal.

Em crianas sem FLP e com suspeita de alterao auditiva houve maior alterao nos resultados dos testes dicticos, especialmente o Dictico de Dgitos e o SSW, sendo que o alto grau lingustico destes testes fez com que fossem mais sensveis para identificar alteraes de processamento auditivo (12).

Com relao ao teste AFT-R, o ndice de desempenho alterado do grupo com histria de otite (GI - 60%) foi maior. Sabe-se que um maior limiar de fuso auditiva leva a uma maior probabilidade de dficit de processamento temporal e interferncia na percepo de fala (19).

A literatura relata que crianas com FLP apresentam limiares de fuso auditiva significantemente maiores do que crianas sem esta malformao (9). Este fato pode ser justificado pela alta ocorrncia de otite na populao com FLP.

Presena de histria de otite durante a infncia pode interferir no desenvolvimento de habilidades auditivas e na percepo de traos distintivos da fala, podendo levar a alteraes fonolgicas.

Em crianas sem FLP, mas com presena de histrico de otite, os testes monticos podem apresentar resultados inferiores, quando comparados com os resultados de crianas sem histrico de otite (13).

A presena de histrico de otite pode acarretar em maiores prejuzos nas habilidades auditivas de figura-fundo e fechamento auditivo, memria auditiva e linguagem (25).

A determinao exata das relaes entre a otite mdia e o Transtorno do Processamento Auditivo ainda no foi amplamente elucidada. necessrio cautela nas interpretaes dos resultados e determinao precisa de outras variveis que podem estar intervindo paralelamente como etiologia para o Transtorno do Processamento Auditivo, como desnutrio, ambientes socioculturais pouco estimuladores, reduo da motivao e estados de sade em geral (30).


CONCLUSO

Foi observada que, independente da presena de histria de otite nos primeiros anos de vida, a populao com FLP apresentou importantes dificuldades nos testes aplicados, indicando porcentagem de desempenho ruim em ambos os grupos, sendo a otite um agravante desta situao.

Desse modo, sugere-se a avaliao do processamento auditivo em toda a populao com FLP e no apenas naquela em que as otites so indicadores de risco, a fim de que se estabelea um amplo e completo trabalho de reabilitao, visto que dificuldades de processamento auditivo podem interferir no desenvolvimento da linguagem e rendimento escolar.


REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

1. Altmann EBC. Fissuras labiopalatinas. Carapicuba: Pr-Fono; 1997.

2. American Speech-language-hearing Association (ASHA) - Central auditory processing: current status of research and implications for clinical practice. Am J Audiol. 1996, 5(2):41-54.

3. Asbjornsen A, Holmefjord A, Reister S, Moller P, Klausen O, Prytz B et al. Lasting auditory attention impairment after persistent middle ear infections: a dichotic listening study. Develop Med Child Neurol. 2000, 42(7):481-486.

4. Balbani APS, Montovani JC. Impacto das otites mdias na aquisio da linguagem em crianas. J Pediatr. 2003, 79(5):391-6.

5. Beloni M, Santos MFC. Processamento auditivo em crianas com fissura labiopalatina no-sindrmica. In: Anais do 20 Encontro Internacional de Audiologia; 2005 abril: So Paulo, SP [em CD-ROM].

6. Borges ACLC. Disslabos Alternados - SSW. In: Pereira LD, Schochat E. Processamento auditivo central: manual de avaliao. So Paulo: Lovise, p.169-178.

7. Boscariol M, Andr KD, Feniman MR. Crianas com fissura isolada de palato: desempenho nos testes de processamento auditivo. Braz J Otorhinolaryngol. 2009, 75(2):213-20.

8. Campbell N, Hugo R, Uys I, Hanekom J, Millard S. Early recurrent otitis media, language and central auditory processing in children. S Afr J Commun Disord. 1995, 42:73-84

9. Cassab TV, Zorzetto NL. Teste da fuso auditiva-revisado (AFT-R) em crianas com fissura labiopalatina. ACTA ORL/Tcnicas em Otorrinolaringologia. 2006, 24(4):272-76.

10. Feniman MR, Souza AG, Jorge JC, Lauris JRP. Achados otoscpicos e timpanomtricos em lactentes com fissura labiopalatina. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008, 74(2):248-52.

11. Gloudy S, Lott D, Canady J, Smith RJH. Conductive hearing loss and otopathology in cleft palate patients. Otolaryngology-Head and Neck Sugery. 2006,134(6):946-948.

12. Gonales AS, Souza LB, Souza VMC. Avaliaao do processamento auditivo:relato de experincia clnica. In: Aquino AMCM. Processamento Auditivo: eletrofisiologia e pscioacstica. So Paulo: Lovise, 2002.

13. Hall JW, Grose JH. Effect of otitis media witheffusion comodulation masking release in children. J Speech Hear Res. 1994, 37(6):1441-49.

14. Jacob LCB, Alvarenga KF, Zeigelboim BS. Avaliao audiolgica do sistema nervoso auditivo central. Arq Int Otorrinolaringol. 2000, 4(4):144-51.

15. Kelly D. A rationale for screening for central auditory processing difficulties at the kindergarten and second-grade levels: considerations for the Speech-Language Pathologist. Disponvel em: www.turtan.com.

16. Klausen O, Moller P, Holmefjord A, Reisaeter S, Asbjornsen A. Lasting effects of otitis media with effusion on language skills and listening performance. Acta Otolaryngol Suppl. 2000, 543:73-76.

17. Laasonen M, Haapanen ML, Menp P, Pulkkinen J, Ranta R, Virsu V. Visual, Auditory, and Tactile Temporal Processing in Children With Oral Clefts. Journal of Craniofacial Surgery. 2004, 1(3):510-8.

18. Lemos ICC. Habilidade de Ateno Auditiva em Crianas de Sete Anos Com Fissura Labiopalatina: Estudo Comparativo. Tese, Bauru, 2007.

19. McCrosckey R, Keith RW. AFT-R: Auditory fusion test-revised. San Antonio, TX: Psychological Corporation, 1996.

20. Northern JL, Dows MP. Audio em crianas. So Paulo: Manole, 3 ed., 1989.

21. Pegoraro-Krook MI, Souza JCRD, Teles-Magalhes LC, Feniman MR. Interveno Fonoaudiolgica na Fissura Palatina. In: Ferreira LP, Beffi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de Fonoaudiologia. So Paulo: Roca. 2004; p. 439-455.

22. Pereira LD. Temas Sobre o Desenvolvimento - Processamento Auditivo. 1993, (11):7-14.

23. Ramos CS, Pereira LD. Processamento auditivo e audiometria de altas freqncias em escolares de So Paulo. Pr-Fono Rev Atual Cient. 2005, 17(2):153-164.

24. Samelli AG, Schochat E. Processamento auditivo, resoluo temporal e teste de deteco de GAP: reviso da literatura. Rev CEFAC. 2008, 10(3):369-377.

25. Santos MFC, Ziliotto KN, Monteiro VG, Hirata CHW, Pereira LD, Weckx LLM. Avaliao do Processamento Auditivo Central em Crianas Com e Sem Antecedentes de Otite Mdia. Rev Bras Otorrinolaringol. 2001, 67(4):448-54.

26. Santos, MFC. Processamento auditivo central: teste dictico de dgitos em crianas e adultos normais. Tese, So Paulo, Universidade Federal de So Paulo Escola Paulista de Medicina de Medicina, 1998:198.

27. Souza D, Ninno CQMS, Borges GP, Silva TM, Miranda ES. Perfil audiolgico de indivduos operados de fissura de palato no Hospital da Baleia de Belo Horizonte. ACTA ORL/Tcnicas em Otorrinolaringologia. 2006, 24(3):170-173.

28. Toniolo IMF, Rossi AG, Borges ACLC, Pereira LD. Processamento Auditivo: habilidade auditiva de memoria sequencial verbal e nao verbal em escolares. Rev Sade. 1994, 20(3-4):11-22.

29. Wertzner HF, Oliveira MMF. Semelhanas entre sujeitos com distrbio fonolgico. Pr-Fono Revista de Atualizao Cientfica. 2002, 14(2):143-152.

30. Mahon E. Processamento Auditivo Central e Otite Mdia. 1999. Centro de Especializao em Fonoaudiologia Clnica (CEFAC), Recife. Muscrito.









1) Fonoaudiloga. Mestranda do programa de Ps-Graduao da Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de So Paulo, rea Fonoaudiologia.
2) Mestre. Doutoranda em Sade Coletiva pela FMB/UNESP.
3) Fonoaudiloga Graduada pelo Curso de Fonoaudiologia a FOB/USP.
4) Professora Titular do Departamento de Fonoaudiologia FOB/USP Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).

Instituio: Universidade de So Paulo, Faculdade de Odontologia de Bauru, Departamento de Fonoaudiologia, Clnica de Fonoaudiologia. Bauru / SP - So Paulo. Endereo para correspondncia: Mariza Ribeiro Feniman - Alameda Dr. Octvio Pinheiro Brizolla, 9-75 - Vila Universitria - Bauru / SP - Brasil - CEP: 17012-901 - Telefone: (+55 14) 3235-8332 - E-mail: feniman@usp.br

Artigo recebido em 17 de Maro de 2011. Artigo aprovado em 21 de Julho de 2011.
  Print:

 

All right reserved. Prohibited the reproduction of papers
without previous authorization of FORL © 1997- 2023