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Ano: 2011  Vol. 15   Num. 4  - Out/Dez
DOI: 10.1590/S1809-48722011000400007
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Emisses otoacsticas como instrumento de vigilncia epidemiolgica na sade do trabalhador
Otoacoustic emissions as an instrument of epidemiological surveillance in the health of the workers
Author(s):
Priscila Feliciano de Oliveira1, Oscar Felipe Falco Raposo2, Any Caroline Arago dos Santos3, Luana Araujo dos Santos4.
Palavras-chave:
rudo ocupacional, servios de sade do trabalhador, testes auditivos.
Resumo:

Introduo: O rudo um agente nocivo audio sendo frequente nos ambientes urbanos e laborativos. Dentre as estruturas do sistema auditivo, as clulas ciliadas externas so as primeiras a serem lesadas e as emisses otoacsticas identificam mnimas alteraes cocleares. Objetivo: Analisar alteraes cocleares com as otoemisses acsticas evocadas transientes em indivduos expostos ao risco combinado: rudo e produtos qumicos. Mtodo: Participaram da pesquisa 49 trabalhadores de uma empresa de cimento, com idade entre 19 e 49 anos, tempo de exposio de no mnimo dois anos e limiares auditivos normais. Foi realizadas anamnese e emisses otoacsticas antes e ps-atividade laborativa. Os resultados do exame foram relacionados com as variveis: tempo de exposio ao rudo, idade, exposio a produtos qumicos e hbitos sonoros. Os testes estatsticos utilizados foram: T de Student, qui-quadrado de Pearson e Exato Fisher e caracteriza-se por um estudo clnico prospectivo. Resultados: Na primeira testagem houve presena de emisses em todos os trabalhadores, a mdia de amplitude de 10,22 dBSPL na orelha direita e 9,48 dBSPL na orelha esquerda. Na segunda testagem houve uma variao de 0,69 dBSPL na orelha esquerda e 0,42 dBSPL na orelha direita, sendo que 79,6% dos indivduos tiveram presena de emisses bilateralmente e 20,4% ausncia em pelo menos uma orelha. Ao analisar a relao entre variao de emisses com as variveis, no se observou dado estatisticamente significante. Concluso: As emisses otoacsticas na sade do trabalhador buscam prevenir o dano ao sistema auditivo atravs das alteraes cocleares.

INTRODUO

H muito tempo, o rudo considerado um agente nocivo sade do homem, sendo este cada vez mais frequente tanto nos ambientes urbanos quanto nas atividades laborativas. Sabe-se que os danos ocasionados audio pelo rudo ocupacional so irreversveis, a exemplo da perda auditiva induzida por rudo (PAIR).

A PAIR uma diminuio gradual da audio devido exposio a elevado nvel de presso sonora. Trata-se de uma patologia irreversvel, neurossensorial e predominantemente coclear. Desenvolve-se gradualmente de forma mais rpida num perodo de 6 a 10 anos. Aps esse tempo sua progresso torna-se mais lenta, tendendo a estabilizar-se. As frequncias mais atingidas so as agudas, sendo que caso a exposio seja eliminada, a evoluo da perda auditiva tambm cessa (1).

Alm de implicaes auditivas, a PAIR tambm causa alteraes extra auditivas, bem como alteraes psicossociais caracterizadas por isolamento, estresse, dificuldade de sono, diminuio da auto- estima, depresso; alm de transtornos neurolgicos, vestibulares, digestivos, cardiovasculares e hormonais (2). Portanto, uma interveno precoce nos trabalhadores expostos ao rudo.

Um dos meios de atuao preventiva o monitoramento audiomtrico que pode ser realizado pela avaliao auditiva (audiometria tonal, vocal e imitanciometria). Alm destes exames bsicos, com o advento das emisses otoacsticas (EOA) possvel a identificao de leses antes mesmo de a perda auditiva ser instalada.

A aplicao das EOA, que um exame objetivo, serve tambm de auxlio no diagnstico diferencial da perda auditiva neurossensorial, e possibilita a identificao de mnimas alteraes funcionais do sistema auditivo. As EOA so respostas de frequncias especficas nas quais as clulas ciliadas externas (CCE) encontram-se normais ou prximas do normal, o que permite investigar simultaneamente diferentes partes da cclea (3). Desse modo, acredita-se que as otoemisses presentes podem estar relacionadas integridade das CCE (4).

Em pacientes expostos a elevado nvel de presso sonora, as EOA podem estar afetadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas subjetivos e dos sinais audiomtricos, demonstrando a agresso das CCEs, fato que revela as EOA como um exame complementar importante (5,6).

Pensando nesses aspectos foi realizado um estudo com 30 indivduos com limiares auditivos normais do ramo de tecelagem. Todos os trabalhadores faziam o uso de proteo auricular e estavam expostos a rudo que alternava entre 80 a 90 dB NPS. A metodologia englobou audiometria tonal liminar e emisses otoacsticas evocadas transientes (EOAT) em cabina acstica, pr e ps-exposio a elevado nvel de presso sonora por 5 horas de trabalho. Na anlise dos resultados das EOAT. Houve diminuio significativa da reprodutibilidade em todas as frequncias pesquisadas na orelha direita e esquerda ps-exposio ao rudo (5).

Com o intuito de verificar correlao entre mudana temporria de limiar auditivo, variaes nas amplitudes de respostas das EOAE e susceptibilidade perda auditiva induzida por rudo foram utilizado, na pesquisa, exames de EOA e audiometria. Fizeram parte do estudo dois grupos de trabalhadores: um com limiares auditivos normais e outro com diagnstico de PAIR. Todos os exames foram realizados antes e aps exposio a um rudo de 105 dB NA, por dez minutos, em cada uma das orelhas; por meio de fones em cabina acstica. Nas EOAET, as variaes das amplitudes de resposta geral foi menor que 1 dB, e as variaes por banda de frequncia, menor que 3 dB. No houve diferena significativa entre as orelhas direita e esquerda (7).

Um estudo comparativo foi realizado para confirmar a eficcia das EOAT com o intuito de correlacionar a audiometria tonal liminar, na avaliao de alteraes cocleares decorrentes do rudo. Foram selecionados 32 trabalhadores do sexo masculino de uma fbrica de metal. Realizaram audiometria e EOAT pr e ps-jornada de trabalho, porm no foi verificada alterao significativa na audiometria tonal. J as EOAT evidenciaram uma reduo significativa aps exposio ao rudo, com o valor mdio de 1,2 1,1dB. Concluiu-se que as EOA so sensveis na avaliao na coclear aps a exposio ao rudo (8).

Uma populao que est exposta ao elevado nvel de presso sonora so os trabalhadores da produo de cimento, objeto do nosso estudo. Alm do rudo, tambm esto expostos a outro agente: a vibrao, que pode interferir de forma negativa na sade auditiva. A exposio concomitante: rudo e vibrao podem agravar ainda mais os efeitos causados na audio, bem como alterar o bem-estar fsico e mental. Desta forma, o objetivo do presente estudo analisar as respostas das otoemisses acsticas evocadas transientes em indivduos expostos a rudo ocupacional.


MTODO

Este estudo teve delineamento epidemiolgico do tipo transversal e foi aprovado pelo Comit de tica e aprovado com o nmero CAAE- 3601.0.000.107-10 (Anexo).

A amostra foi composta por 49 sujeitos com limiares auditivos normais de uma empresa do ramo de produo de cimentos. Foram includos na pesquisa trabalhadores do gnero masculino e feminino, porm a maioria da populao pesquisada do sexo masculino, uma vez que quase a totalidade da populao que atua no segmento. Os trabalhadores que participaram da pesquisa estavam expostos a um nvel de rudo acima de 85 dB NPS e faziam o uso de proteo auricular. Tambm tinham histrico de exposio a rudo ocupacional a pelo menos dois anos por uma jornada de 8 horas dirias.

As audiometrias foram fornecidas pelo servio de sade da empresa e foram selecionados apenas os audiogramas que apresentaram limiares compatveis com os padres de normalidade nas duas orelhas. Os exames foram realizados em um nico servio por um fonoaudilogo, sempre com o mesmo audiometro.

Aps a seleo dos sujeitos de forma aleatria, eles foram convidados a preencherem uma anamnese que foi elaborada pelas pesquisadoras. Os dados da anamnese tinham a finalidade de obter informaes sobre o tempo de exposio ao rudo, uso de proteo auricular, presena de zumbido e informaes sobre a sade em geral.

Em seguida foi realizado o exame de EOAT antes da jornada de trabalho com um repouso acstico de 14 horas. A testagem foi realizada na prpria empresa, dentro de uma cabine acstica, que obedecia s normas da ANSI. Tal fato garantiu que o rudo de fundo no interferisse na testagem. Foi utilizado o equipamento manual de EOAE OTOPORT LITE, nmero de srie OPL 09101991, fabricado pela Otodynamics LTD. Como parmetro, o equipamento de EOAT em questo produz clique no linear como estmulo, apresentado em uma intensidade de 84 dB PK, para avaliar as bandas de meia-oitava centralizadas nas frequncias 1,0; 1,5; 2,0; 3,0 e 4 kHz. Foram utilizados 260 cliques com um tempo mximo de testagem de 300 segundos. Os critrios utilizados se baseiam nos parmetros de configurao do equipamento que consta no manual do fabricante.

Em uma terceira etapa da pesquisa foi realizada a repetio da EOAT ps-jornada de trabalho de 08 horas dirias. A testagem foi realizada em um nico dia, sendo as EOAT ps-jornada realizada no mximo 15 minutos aps o encerramento da atividade laborativa. O trabalhador foi convidado a retornar a sala que realizou a primeira testagem, aps a jornada de trabalho para realizao da segunda testagem com as EOAT.

A classificao e interpretao dos resultados foram feitas de acordo com piora, melhora ou manuteno da amplitude de resposta das EOAT, comparando-se os exames realizados antes e aps a exposio ao rudo.

Aps a finalizao da avaliao foi criado um banco de dados com o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, verso 17.0) para posterior anlise estatstica. Para a caracterizao da populao foi utilizada estatstica descritiva (mdia, mediana, desvio padro, mximo e mnimo) e para avaliar a relao entre as variveis independentes (idade, exposio a produtos qumicos, tempo de exposio ao rudo, hbitos sonoros e zumbido) foi realizado os testes T de Student, qui-quadrado de Pearson e ExatoFisher. Foram considerados estatisticamente significantes valores de p menores ou iguais a 0,05.


RESULTADOS

Os trabalhadores apresentaram idade mdia de 31,2 anos e o tempo de exposio ao rudo ocupacional variou de 2 a 28 anos, sendo que 42,85% dos trabalhadores ficaram expostos a elevado nvel de presso sonora por um perodo de tempo de 02 a 05 anos.

Com relao ao produto qumico, apenas 13 relataram exposio a algum agente e 30 trabalhadores informaram no realizar nenhuma atividade que envolvesse exposio a elevado nvel de presso sonora. Quanto ao zumbido, 44 (89,8%) trabalhadores no apresentaram queixa e apenas cinco (10,2%) a relataram, sendo este do tipo apito ou chiado.

Com relao avaliao das EOAT, todos os trabalhadores apresentaram EOAT presentes na primeira testagem, sendo esta caracterizada, conforme descrito na Tabela 1.

Na segunda testagem, entre os 49 trabalhadores envolvidos na pesquisa, 09 deles apresentaram ausncia de EOAT na orelha direita e cinco na orelha esquerda, como pode ser observado na Tabela 2.

Na anlise da segunda testagem, 39 (70,6%) apresentaram EOAT presentes em ambas as orelhas, 04 (8,2%) apresentaram ausncia bilateralmente e 06 (12,2%) em apenas uma das orelhas, desse modo 10 dos sujeitos envolvidos nessa pesquisa tiveram ausncia de EOAT em pelo menos uma das orelhas

Considerando a amplitude mdia da orelha direita de 10,22 dB na primeira testagem e 9,80 dB na segunda testagem, possvel observar maior variao da amplitude geral na OE como pode ser observado na Tabela 3.

Correlacionando a varivel dependente (EOAT) com as independentes no se observou valores estatisticamente significantes.












DISCUSSO

Conforme descrito nos resultados, a populao pesquisada foi submetida realizao das EOAT em duas etapas, sendo que na primeira testagem 100% dos trabalhadores apresentaram EOAT presentes. Em contraposio, a literatura relata que existem casos de ausncia de reposta para EOAT mesmo nos indivduos com limares auditivos normais (5, 6, 7, 8, 9, 10,11).

Na primeira testagem, antes da jornada de trabalho, o resultado da amplitude geral das EOAT, na orelha direita, foi de 23 dB[AC1]de amplitude mxima e 4,2 dB de mnima. J na orelha esquerda, a amplitude mxima foi de 19,80 dB e mnima de 1,90 dB o que evidenciou maior amplitude mxima na orelha direita. Esses dados corroboram com estudos que tambm relataram maior amplitude na orelha direita (6,10). Tal fato pode ser descrito por acreditar-se que as EOA espontneas podem influenciar nas respostas das EOAT na orelha direita, uma vez que apesar de ser geralmente bilaterais, ao se apresentar unilateralmente, so mais frequentes na orelha direita como pode ser observado em outras pesquisas (12,13).

Vale ressaltar que a mdia geral das amplitudes da orelha direita (10,22 dB) e esquerda (9,48 dB) no apresentou diferena estatisticamente significativa podendo tambm ser observado em vrios estudos (5, 7, 11, 14, 15).

Ao compararmos as respostas das EOAT na primeira e na segunda testagem verificou-se prevalncia de maiores amplitudes de respostas das EOAT antes da jornada de trabalho, sendo que na orelha direita, 97,5% apresentaram melhores respostas na primeira testagem, e na orelha esquerda foram 88,6%. Desse modo a amplitude geral frequentemente foi melhor na primeira testagem e pior na segunda testagem aps a exposio ao rudo, como tambm pode ser observado na literatura pesquisada (5, 6, 7, 8, 9, 10, 11).

Na anlise das EOAT observou-se que 40% apresentaram ausncia bilateral e 60% unilateral. Em contrapartida FIORINI verificou ausncia predominantemente bilateral em 48,7% dos casos e apenas 20% de ausncia unilateral (11).

Dos que apresentaram ausncia de resposta em pelo menos uma orelha, nove (18,36%) falharam na orelha direita e cinco (10,2%) na orelha esquerda aps a exposio ao rudo. FIORINI tambm referiu maior prevalncia de ausncia de EOAT para orelha direita em trabalhadores expostos ao rudo (11), em contrapartida, Souza encontrou maior ausncia nas EOAT para orelha esquerda (6).

No que diz respeito reprodutibilidade coclear foi analisada a variao da mdia da amplitude geral entre a primeira e a segunda testagem, sendo 0,42 dB para orelha direita e 0,69 dB para orelha esquerda. Tal fato tambm pode ser observado em um estudo no qual os pesquisadores encontraram variaes das amplitudes de resposta geral com valores menores que 1 dB (7). Entretanto a literatura evidenciou que houve reduo significativa no nvel das EOAT aps exposio ao rudo, sendo os valores maiores que 1 dB (8). Outro estudo ainda relatou valores acima de 1,7dB (5).

De todos os trabalhadores que apresentaram ausncia de resposta em pelo menos uma orelha, nenhum deles mencionou dificuldade em escutar. Esse dado sugere que mesmo aps a exposio ao rudo, os trabalhadores no apresentaram sintomas auditivos perceptveis. Na literatura pesquisada, foi observado que a ausncia de resposta das EOAT sugere leso inicial das clulas ciliadas externas, sendo assim o sintoma muitas vezes imperceptvel, porm j evidencia alterao da membrana basilar e esta pode ser identificada precocemente por meio das EOAT (16).

Os 10 trabalhadores que apresentaram ausncia de resposta em pelo menos uma orelha possuam idade mdia de 35,3 anos e tempo de exposio ao rudo de 7,8 anos. Entretanto, no foi encontrada diferena estatisticamente significante entre tempo de exposio, idade, exposio a produto qumico e ausncia de emisses.

Dos 49 trabalhadores pesquisados, apenas cinco (10,2%) relataram presena de zumbido, sendo que no houve diferena estatisticamente significativa entre presena de zumbido e ausncia de emisses. Em contrapartida, na literatura pesquisada, h uma alta prevalncia de zumbido na populao exposta a rudo ocupacional (17, 18).






CONCLUSO

Quanto anlise comparativa da amplitude geral das EOAT antes a aps a atividade laborativa observou-se:

-Maior variao da amplitude na orelha esquerda (0,69 dB) em relao orelha direita (0,42 dB);

-Verificaram-se melhores respostas antes da atividade ocupacional: 97,5% na orelha direita e 88,6% na orelha esquerda.

-Tanto na primeira como na segunda testagem a orelha direita apresentou maior amplitude mxima em relao orelha esquerda.

Quanto anlise das respostas obtidas na segunda testagem das EOAT:

-20,4% dos trabalhadores apresentaram EOAT ausentes em pelo menos uma das orelhas. Destes, 100% usou proteo auricular em empresas anteriores e utilizam atualmente, 50% trabalha com produtos qumicos, apenas 10% pratica atividade extra-ocupacional com elevado nvel de presso sonora e nenhum deles informou dificuldade em escutar.

Diante dos achados obtidos observou-se que o exame de EOAT de fato um instrumento que possibilita o monitoramento de variaes no funcionamento das CCE, mesmo em indivduos com limiares auditivos dentro do padro de normalidade. Entretanto a anlise dos resultados evidenciou que no houve dados estatisticamente significantes no que se refere aos critrios adotados: idade, tempo de exposio, exposio a produtos qumicos e atividade extra- ocupacional com elevado nvel de presso sonora.


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1) Mestre em Fonoaudiologia pela PUC SP. Professora Assistente do Ncleo de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Sergipe.
2) Mestrado em Biometria e Estatstica Aplicada pela UFRPE. Professor Assistente do Departamento de Estatstica e Cincias Atuariais da Universidade Federal de Sergipe.
3) Graduao em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Fonoaudiologia. Fonoaudiloga autnoma.
4) Graduao em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Sergipe. Fonoaudiloga autnoma.

Instituio: Universidade Federal de Sergipe. So Cristvo / SE - Brasil. Endereo para correspondncia: Priscila Feliciano de Oliveira - Universidade Federal de Sergipe - Centro de Cincias Biolgicas e da Sade - Av. Marechal Rondon, s/n - Jd Rosa Elze - So Cristvo / SE - Brasil - CEP: 49100-000 - URL da Homepage: www.ufs.br - Telefone: (+55 79) 21056660 - E-mail: oliveirapriscila@hotmail.com

Artigo recebido em 19 de Maro de 2011. Artigo aprovado em 14 de Agosto de 2011.
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