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Ano: 2011  Vol. 15   Num. 4  - Out/Dez
DOI: 10.1590/S1809-48722011000400010
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Caractersticas do zumbido e da hiperacusia em indivduos normo-ouvintes
Characteristics of the tinnitus and hyperacusis in normal hearing individuals
Author(s):
Daila Urnau1, Tania Maria Tochetto2.
Palavras-chave:
audio, zumbido, hiperacusia, questionrios.
Resumo:

Introduo: O zumbido vem se tornando uma queixa otolgica frequente. Outra queixa que encontrada em portadores de zumbido a hiperacusia. Objetivo: Analisar as caractersticas do zumbido e da hiperacusia em indivduos normo-ouvintes com queixa associada de zumbido e hiperacusia. Mtodo: 25 indivduos normo-ouvintes que apresentaram queixas de hiperacusia e zumbido foram pesquisados nesta forma de estudo transversal.Questionou-se sobre a localizao e o tipo do zumbido. Utilizou-se o Tinnitus Handicap Inventory brasileiro e a acufenometria para avaliao do zumbido. Foi elaborado um questionrio sobre hiperacusia abordando aspectos como: sons considerados desconfortveis, sensaes na presena desses sons e dificuldade de compreenso de fala no rudo. Resultados: Dos 25 indivduos, 64% eram mulheres e 36% homens. Em relao ao zumbido, 84% referiram localizao bilateral e 80% pitch agudo. O grau mais encontrado foi o leve (44%). As mulheres apresentaram grau de zumbido estatisticamente superior ao dos homens. Os sons de forte intensidade e as reaes de irritao, ansiedade, necessidade de afastar-se do som foram mais citadas. Dos indivduos analisados, 68% referiram dificuldade de compreenso de fala no rudo e 12% relataram usar protetores auriculares. As frequncias mais encontradas na acufenometria foram 6 e 8 KHz. Concluso: Indivduos normo-ouvintes com queixa de zumbido e hiperacusia apresentaram predomnio de zumbido de pitch agudo, localizao bilateral e grau leve. Os sons considerados desconfortveis foram os de forte intensidade e a reao aos sons mais citada foi irritao. A dificuldade de compreenso de fala no rudo foi referida pela maioria dos indivduos.

INTRODUO

O zumbido vem se tornando uma queixa otolgica frequente. Estima-se que aproximadamente 25 milhes de brasileiros apresentem tal sintoma (1).

Uma anamnese completa a cerca da instalao do sintoma, descrio, localizao, incmodo causado, dentre outros, a primeira conduta frente a indivduos com queixa de zumbido (2). O uso de questionrios de grande valia na avaliao do indivduo com zumbido, pois auxilia na confirmao da presena e determinao do grau de severidade do zumbido (3).

Um dos mtodos mais antigos ainda usados atualmente na avaliao do zumbido a acufenometria (4).

O Tinnitus Handicap Inventory (THI) um questionrio que visa caracterizar e a quantificar o zumbido. resumido, de fcil aplicao e interpretao e confiabilidade para a prtica clnica. Aborda interferncias do zumbido sobre a qualidade de vida do paciente: reaes funcionais, emocionais e catastrficas ao zumbido (5). O THI foi traduzido e validado para o portugus brasileiro em 2005 por FERREIRA et al (6)

Outra queixa que vem sendo encontrada em portadores de zumbido a hiperacusia (7, 8, 9,10). A hiperacusia uma reduo da tolerncia aos sons ambientais, uma resposta exagerada ou inapropriada aos sons que no causam incmodo para a populao em geral. Sua prevalncia varia de 9 a 15%, mas essa porcentagem superior na populao que apresenta zumbido (8).

O decrscimo da tolerncia sonora est presente quando o indivduo reage negativamente presena de um som que no evocaria reaes semelhantes em ouvintes comuns. Tais reaes podem ser de desconforto, medo, incmodo, sofrimento e outras (11). Os autores comparam a reao de desconforto dos hiperacsicos (geralmente para sons fracos) com a reao de indivduos normais na presena de um som de forte intensidade

A hiperacusia ocorre em indivduos com audio normal (12,7). Dos indivduos com queixas de zumbido, apenas 8 a 20% apresentam audio normal (13,12,7).

O objetivo desse estudo foi analisar as caractersticas do zumbido e da hiperacusia em indivduos normo-ouvintes com queixa associada de zumbido e hiperacusia.


MTODO

Este um estudo transversal, descritivo, no-experimental, quantitativo de dados obtidos de voluntrios normo-ouvintes que referiram queixas de hiperacusia e de zumbido. Para o recrutamento dos sujeitos, a pesquisa foi divulgada no stio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), jornais locais e estaes de rdio.

A coleta de dados ocorreu no perodo de maio a julho de 2010, no Servio de Atendimento Fonoaudiolgico (SAF) da UFSM. Participaram da pesquisa, somente os indivduos que concordaram com a metodologia da pesquisa, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Conforme Resoluo 196/1996).

O presente estudo esteve vinculado ao Projeto "Pesquisa e base de dados em sade auditiva", registrado no Comit de tica em Pesquisa, sob o nmero 0138.0.243.246-06.

Por meio da anamnese, foi investigada a existncia de zumbido e hiperacusia. Tambm, questionou-se sobre a localizao (unilateral ou bilateral) e o tipo do zumbido (se grave ou agudo). Foram includos no estudo somente indivduos normo-ouvintes que apresentaram queixas de hiperacusia e zumbido.

Foram considerados indivduos normo-ouvintes, aqueles que, na Audiometria Tonal Liminar, apresentaram limiares areos no excedentes a 25 dB em todas as frequncias (14), timpanogramas tipo A (15) e presena de reflexos acsticos.

Realizou-se a inspeo visual do meato acstico externo para descartar presena de empecilhos realizao da ATL. Essa foi executada por via area nas frequncias de 250, 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hz e por via ssea nas frequncias de 500, 1000, 2000, 3000 e 4000 Hz. O equipamento utilizado foi o audimetro digital de dois canais, marca Fonix, modelo FA-12, tipo I e fones auriculares tipo TDH-39P, marca Telephonics.

A timpanometria e o estudo do reflexo acstico foram determinados com o analisador de orelha mdia da marca Interacoustics AZ7, com fone TDH-39 e coxim MX-41, com tom-sonda de 220 Hz a 70 dB NA para timpanometria, e calibrao segundo a norma ISO 389-1991.

A amostra foi composta por 25 indivduos, com idades entre 21 a 70 anos, sendo 16 do gnero feminino e nove do gnero masculino.

Utilizou-se o THI brasileiro (6) para avaliao do zumbido. Depois de preenchido, foi realizado o somatrio de pontos, classificando o zumbido em graus: ligeiro, leve, moderado, severo e catastrfico (16).

Para anlise e caracterizao da hiperacusia, foi elaborado um questionrio, baseado em publicao de AITA (7) e GONALVES, TOCHETTO e GAMBINI (17). O questionrio abordou aspectos como: sons considerados desconfortveis (sirene de polcia, campainha, porta batendo, msica em volume normal e alto, etc), dificuldade de compreenso de fala no rudo, situaes que provocam o desconforto, sensaes na presena dos sons desconfortveis (medo, tenso, irritao, necessidade de sair perto do som, zumbido, etc), uso de protetor auricular e por quanto tempo suporta esses sons (menos de 1 minuto, de 1 a 5, de 5 a 10, ou mais de 10 minutos).

Os indivduos foram submetidos a acufenometria. Neste estudo, pesquisou-se somente o pitch (sensao de frequncia sonora) do zumbido. Conforme o tipo de zumbido relatado pelo paciente, foi apresentado ou um tom puro ou um rudo de banda estreita (narrow band noise) ou ainda rudo de banda larga (white noise), orelha contralateral ao zumbido. Nos casos de zumbido bilateral, o estmulo foi apresentado orelha contralateral ao zumbido mais intenso. O estmulo foi apresentado na intensidade de 15 dBNS nas frequncias de 250 a 8000Hz, at que o indivduo identificasse a frequncia mais prxima de seu zumbido, determinando assim o seu pitch.

A fim de verificar se houve compatibilidade entre o pitch referido pelo paciente e o encontrado na acufenometria, o rudo de banda estreita e o tom puro acima de 1 KHz foram classificados como de pitch agudo e abaixo de 1 KHz como grave. O rudo de banda larga, como abrange uma extensa faixa de frequncias foi considerado compatvel com qualquer pitch referido, agudo ou grave.

Os dados foram tabelados e analisados descritivamente e estatisticamente por meio do teste U de Mann-Whitney e teste de Kruskal-Wallis. Adotou-se o grau de significncia de 5% (p<0,05).


RESULTADOS

A amostra analisada foi representada por 64% de indivduos do gnero feminino e 36% do masculino.

Nos 25 indivduos analisados a localizao mais citada do zumbido foi a bilateral (84%). Dos 16% que referiram zumbido unilateral houve predomnio da orelha direita (75%) contra 25% na orelha esquerda. Em relao ao pitch do zumbido, 80% dos indivduos referiram o agudo.

Os resultados dos graus de zumbido segundo o THI, considerando a totalidade dos sujeitos estudados, esto expostos na Figura 1. A distribuio dos graus de zumbido em relao ao gnero est na Tabela 1.

A Tabela 2 mostra os sons considerados desconfortveis, segundo o questionrio elaborado de hiperacusia.

Considerou-se "outros sons" aqueles com menos de cinco citaes: carro ligado (4), risada alta (3), barulho de geladeira (3), som de msica com volume normal (2), barulho de moto (2), despertador (2), palmas (1), barulho de chaves (1), sons repetitivos (1), criana chorando (1), barulho do chuveiro (1), televiso com volume normal (1), talheres raspando no prato (1), foguetes (1) e interferncia de microfone (1).

Ainda em relao ao questionrio de hiperacusia aplicado, encontrou-se 68% dos indivduos referindo dificuldade de compreenso de fala na presena de rudo. Em relao s situaes que provocam desconforto, obtiveram-se oito respostas. A ausncia de situaes que eliciam o desconforto foi a mais citada, seguida das situaes "no fim do dia" e "quando estou estressado(a)".

A Tabela 3 mostra as reaes aos sons desconfortveis, segundo o questionrio de hiperacusia aplicado.

Na Tabela 3, "outras reaes" foram as que tiveram somente uma citao cada uma: choque, vontade de chorar, medo e pnico.

Quanto ao uso de protetores auriculares, 88% referiram no fazer uso. Houve predomnio de 5 a 10 minutos de tempo de tolerncia aos sons considerados desconfortveis.

As frequncias mais encontradas na acufenometria foram as agudas, principalmente 6 e 8 KHz. A Tabela 4 mostra os resultados da anlise por orelha, entre o pitch referido na anamnese e o encontrado na acufenometria. No foi possvel aplicar teste estatstico nesses achados.

Nove sujeitos referiram zumbido de pitch grave, entretanto tal achado no foi comprovado pela acufenometria. Ou seja, esses indivduos identificaram um som agudo (tom puro ou rudo de banda estreita) ou rudo branco, ao invs do grave referido.



Figura 1. Distribuio dos graus de severidade do zumbido segundo o THI em todos os indivduos avaliados.
















DISCUSSO

A associao entre zumbido e hiperacusia muito encontrada na literatura: 63% (8,10), 66,7% (7) e 90% (9). Porm, no foram encontrados estudos que investigassem sujeitos com essas duas queixas concomitantes. Assim, os dados obtidos foram comparados a estudos feitos somente com hiperacsicos e somente com portadores de zumbido.

O presente estudo encontrou maior representao de indivduos do gnero feminino (64%). As mulheres so mais acometidas tanto pela hiperacusia (61%) (8), quanto pelo zumbido (67,3%) (18), (52,1%).

Porm, h controvrsias na literatura a respeito da influncia do sexo na prevalncia do zumbido (19). Acredita-se que, o maior percentual de mulheres obtido deve-se a maior disponibilidade das mesmas em procurar auxlio mdico (20), visto que o gnero feminino prevalece na procura por servios de sade (21).

Constatou-se predomnio de sujeitos acometidos por zumbido de localizao bilateral (84%). Achados semelhantes, porm com menores percentuais, foram encontrados por outros estudos (17,19). J FERNANDEZ e SANTOS (22) encontraram apenas 20% da amostra referindo zumbido bilateral.

No presente estudo, o acometimento unilateral da orelha direita foi mais referido do que o da esquerda. O estudo de MARTINES et al. (23) vai ao encontro desse achado. J em publicao de FERNANDEZ e SANTOS (22), o acometimento unilateral na orelha esquerda foi o mais encontrado (65%).

O pitch mais encontrado, tanto na anamnese quanto na acufenometria (Tabela 4), foi o agudo, principalmente nas frequncias de 6 e 8 KHz. A literatura tambm relata o zumbido de pitch agudo como o mais referido pelos pacientes com zumbido (22, 23, 24). Assim como nesse estudo, MENEZES e SANTOS FILHA (4) relatam maior ocorrncia de zumbidos agudos nas mesmas frequncias.

O grau de zumbido mais encontrado no THI foi o leve (44%) (Figura 1), o que concorda com os achados de MARTINES et al. (23) e Paglialonga et al. (25), pois encontraram o mesmo grau em indivduos normo-ouvintes. J PINTO, SANCHEZ & TOMITA (19) obtiveram maior percentual de grau discreto e SAVASTANO (26) de grau moderado, utilizando o mesmo instrumento de avaliao. Os baixos escores encontrados podem ser justificados, j que em torno de 80% dos casos, o zumbido no causa desconforto para o paciente (1,27).

SAVASTANO (26) encontrou associao de graus ligeiros e leves de zumbido a indivduos que tinham perda auditiva, e graus moderados a catastrficos associados a indivduos sem perda auditiva, o que no foi verificado neste estudo. Segundo esse autor, um maior grau de perda auditiva no se correlaciona com maior incmodo com o zumbido.

Segundo o THI, o grau do zumbido foi estatisticamente superior nas mulheres (Tabela 1). Este achado pode ser justificado pela maior prevalncia de doenas afetivas, como a ansiedade e a depresso, em mulheres (19), j que essas so frequentemente descritas e associadas a um maior incmodo ao zumbido (28).

Ao contrrio, PINTO, SANCHEZ & TOMITA (19) no encontraram correlao estatisticamente significante entre o gnero e o incmodo gerado pelo zumbido, segundo o THI. Esses autores referem a depresso como uma possvel influncia indireta do sexo, apontando incidncia duas vezes maior no sexo feminino que no masculino (29).

Os sons de forte intensidade foram os sons desconfortveis mais citados pelos indivduos: som de msica alta, buzina, pessoas falando alto, barulho de trnsito, porta batendo, som sbito e alto, nesta ordem (Tabela 2).

Em estudo realizado com msicos hiperacsicos, GONALVES, TOCHETTO & GAMBINI (17) tambm encontraram, predominantemente, os sons de forte intensidade como desconfortveis: rudo de trnsito, porta batendo, e msica com volume elevado. Os sons que desencadeavam a hiperacusia, no estudo de AITA (7), foram: msica, sons de avies e motores em global. Sons do telefone, campainha, sirenes, batidas de porta tambm foram referidos, mas em menor quantidade.

A dificuldade de compreenso da fala no rudo referida (68%) pode estar intimamente ligada com o mecanismo do zumbido e da hiperacusia, atravs do Sistema Olivococlear Medial (SOCM). Esse sistema age como modulador da atividade das clulas ciliadas externas (CCE) da cclea e, dentre outras funes, atua no reconhecimento dos estmulos auditivos na presena de rudo competitivo (12).

Acredita-se que em pessoas acometidas pelo zumbido, ocorra uma perda da modulao das CCE, gerando uma atividade anormal das vias auditivas, interpretadas de forma errnea como um som. Na hiperacusia, as CCE deixam de exercer sua funo de amplificao no-linear, passando a amplificar sons de fraca e moderada intensidade (30). Provavelmente, uma via crtico-talmica-olivar a responsvel pela ateno seletiva e pela modulao coclear, importantes na discriminao da fala na presena de rudo (12).

Assim, uma disfuno no SOCM, poderia causar o zumbido, a hiperacusia e a dificuldade no reconhecimento de fala no rudo, como evidenciado por HENNIG et al. (31). No estudo citado, indivduos normo-ouvintes com queixas de zumbido e hiperacusia apresentaram desempenho inferior na presena de rudo, com diferena estatisticamente significante, quando comparados a indivduos normo-ouvintes sem queixas audiolgicas.

As reaes aos sons mais referidas foram irritao, ansiedade, necessidade de afastar-se do som, zumbido, tenso e desorientao (Tabela 3). AITA (7) encontrou reaes semelhantes: irritao, zumbido, dor de cabea, diminuio da audio, agressividade, nuseas e angstia. J GONALVES, TOCHETTO & GAMBINI (17) referiram tenso, ansiedade, necessidade de sair perto do som, raiva, irritao e dor, o que se assemelha ao achado neste estudo, porm com diferente nmero de citaes.

A hipersensibilidade pode provocar ansiedade e at medo, podendo ocorrer para determinados sons ou para sons em geral. Isso ocorre porque as conexes entre o sistema auditivo central e as reas do crebro envolvidas na ansiedade e no medo possuem estreita ligao (32).

Devido a essas reaes provocadas pelos sons desconfortveis, 12% dos indivduos estudados referiram usar protetores auriculares. VALENTE et al. (33) encontraram nos casos severos de hiperacusia uso constante de protetores auriculares, pois at a conversao causava incmodo. Segundo BAGULEY (32) a primeira reao a hiperacusia se proteger com protetores auriculares ou outros dispositivos.

Vale ressaltar, que a superproteo auditiva contraindicada, pois pode aumentar ainda mais o ganho auditivo central e agravar a hiperacusia (32). De fato, a Tinnitus Retraining Therapy, terapia sonora indicada para o zumbido e a hiperacusia, baseada na dessensibilizao auditiva, que envolve a retirada gradual dos protetores auriculares (34).

A maioria dos questionados referiu de 5 a 10 minutos de tolerncia aos sons considerados desconfortveis. AITA (7) encontrou tempo inferior a uma hora.

Na acufenometria (Tabela 4), o pitch grave referido por alguns sujeitos, no foi confirmado. Corroborando com os resultados encontrados, MOR (35) tambm encontrou na acufenometria prevalncia de pitch agudo, principalmente nas frequncias de 6 e 8 KHz, em normo-ouvintes com queixa de zumbido.

A ausncia de relao entre o pitch referido na anamnese e o encontrado na acufenometria pode ter ocorrido devido a dificuldade que o paciente tem em comparar e associar tons puros ou rudos ao zumbido, alm de o zumbido ser multitonal, na maioria dos casos (24).


CONCLUSO

Indivduos normo-ouvintes com queixas de zumbido e hiperacusia apresentaram predomnio de zumbido de pitch agudo, localizao bilateral e grau leve. O grau de zumbido foi mais acentuado no gnero feminino.

Os sons de forte intensidade foram considerados os mais desconfortveis. As reaes mais citadas a esses sons foram: irritao, ansiedade e necessidade de afastar-se do som. A dificuldade de compreenso de fala na presena de rudo foi referida pela maioria dos indivduos.


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1) Ps-graduanda. Fonoaudiloga.
2) Doutora em Cincias dos Distrbios da Comunicao Humana. Professora Associada do Departamento de Fonoaudiologia da UFSM, Santa Maria (RS), Brasil.

Instituio: Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria / RS - Brasil. Endereo para correspondncia: Daila Urnau - Rua Lava Ps, 878 - Apto 103 - Centro - Passo Fundo / RS - Brasil - CEP: 99010-170 Telefone: (+55 54) 9135-5594 - E-mail: daila_urnau@yahoo.com.br

Artigo recebido em 28 de Maro de 2011. Artigo aprovado em 10 de Julho de 2011.
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