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Ano: 2012  Vol. 16   Num. 2  - Abr/Jun
DOI: 10.7162/S1809-48722012000200002
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Efeitos da adaptao s prteses auditivas na qualidade de vida, no equilbrio e no medo de queda em idosos com perda neurossensorial
Effects of hearing aids in the balance, quality of life and fear to fall in elderly people with sensorineural hearing loss
Author(s):
Clara Fonseca Lacerda1, Luciana Oliveira e Silva2, Roberto Srgio de Tavares Canto3, Nadia Carla Cheik4.
Palavras-chave:
perda auditiva, qualidade de vida, equilbrio postural
Resumo:

Introduo: O processo de envelhecimento provoca modificaes estruturais e funcionais saude, comprometendo o controle postural e processamento central. Estudos tm abordado a necessidade de identificar os fatores de risco prejudiciais sade auditiva e segurana em idosos acometidos por dficits auditivos e com alteraes de equilbrio. Objetivo: Avaliar o efeito da prtese auditiva na qualidade de vida, no equilbrio e no medo de queda em idosos com perda auditiva bilateral. Mtodo: Estudo clnico e experimental realizado com 56 idosos com perda auditiva neurossensorial, submetidos ao uso da prtese auditiva de amplificao sonora individual (AASI). Os idosos responderam aos questionrios de qualidade de vida Short Form Health Survery (SF-36), Falls Efficacy Scale- Internacional (FES-I) e o teste de Berg Balance Scale (BBS). Aps 4 meses, os idosos que adaptaram ao uso da AASI foram reavaliados. Resultados: Houve 50% de adaptao dos idosos ao AASI. Foi observado que o sexo masculino teve maior dificuldade em adaptar ao aparelho auditivo e que as variveis idade, grau de perda, presena de zumbido e vertigem no interferiram na adaptao prtese auditiva. Houve melhora da qualidade de vida nos domnios Estado da Sade Geral (EGS) e Capacidade Funcional (CF) e do zumbido, assim como o aumento da auto-confiana aps adaptao da prtese auditiva. Concluso: O uso de prtese auditiva propiciou a melhora dos domnios da qualidade de vida, o que refletiu em uma melhor auto-confiana e consequentemente a longo prazo na reduo do medo de queda em idosos com perda auditiva neurossensorial.

INTRODUO

No idoso, a perda auditiva, uma das trs condies crnicas mais prevalentes, ficando atrs somente da artrite e da hipertenso (1,2). Segundo a (3), aproximadamente 90% das pessoas com idade superior a 80 anos apresentam perda auditiva.

Quando ocorre em funo do processo de envelhecimento conhecida como presbiacusia e gera um dos mais incapacitantes distrbios da comunicao, impedindo os idosos desempenharem a sociedade, porque no s provoca a privao sensorial de ouvir, como a dificuldade de compreenso da fala daqueles que o cercam dificultando a plena comunicao (1,4,5,6). Alm disso, acarreta uma srie de problemas sociais, dentre eles: o afastamento das atividades sociais e familiares, baixa auto-estima, isolamento, solido, depresso e irritabilidade (1,7,8). O processo de envelhecimento no representa somente a perda do limiar auditivo, ele gera modificaes estruturais e funcionais comprometendo todos os componentes do controle postural, sensorial (visual, somatossensorial e vestibular), efetor (fora, amplitude de movimento, alinhamento biomecnico, flexibilidade) e o processamento central (9,10).

A diminuio fisiolgica da viso, da audio, da estabilidade corporal, as alteraes articulares e da potncia muscular, podem facilitar os riscos de acidentes e queda pela lentificao das reaes defensivas (11).

As quedas so tratadas como fator de grande relevncia epidemiolgica, social e econmica em todo o mundo, pois, o tipo mais comum de acidente entre os idosos (12). As complicaes lideram as causas de mortes em pessoas acima de 65 anos e promove deficincia fsica, psicolgica, e social, podendo levar o indivduo a dependncia, reduo das atividades dirias e da confiana, alterao do estilo de vida (13) gerando consequncias negativas em relao qualidade de vida (14).

Como a expectativa de vida est aumentando, importante adotar medidas nas quais minimizem os prejuzos causados por ela uma vez que so raras as indicaes cirrgicas e medicamentosas, prevalecendo o uso de adaptaes de aparelho de amplificao sonora individual (AASI). O uso permite o resgate da percepo dos sons da fala, alm dos sons ambientais, promovendo a melhora da habilidade de comunicao (15).

O aumento da visibilidade social do segmento de pessoas com mais de 60 anos, no Brasil, foi um dos fatores que instigaram a mobilizao de rgos governamentais e no governamentais para o atendimento das novas demandas surgidas no mbito da sade, da assistncia e da seguridade social (16). Em 2004 o Ministrio da Sade, instituiu a Poltica Nacional de Ateno Sade Auditiva e atravs da portaria SAS/MS n. 587 houve distribuio da rede estadual para aes na ateno bsica, na mdia e alta complexidade (BRASIL, Ministrio da Sade, 2004). Por meio da deliberao CIB-SUS-MG n 156 em 21/03/2005, a Associao de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Patos de Minas foi credenciada e habilitada prestao de servio do referido programa garantindo ao indivduo o diagnstico, adaptao e fornecimento do aparelho de amplificao sonora individual - AASI (17).

Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar equilbrio, medo de queda e qualidade de vida de idosos com perda auditiva neurossensorial bilateral antes e aps a adaptao ao aparelho de amplificao sonora individual (AASI).


MTODO

Este estudo foi previamente aprovado pelo Comit de tica e Pesquisa com seres humanos da UNITRI (registro n 647923) e seguiu a resoluo 196/96 do Conselho Nacional de Sade. Todos os procedimentos foram explicados como tambm descritos detalhadamente no termo de consentimento, que foi assinado pelos voluntrios, e a partir de ento, iniciou-se a coleta de dados.

A amostra foi constituda por 56 indivduos (32 do sexo masculino) entre 60 e 84 anos, portadores de perda auditiva neurossensorial bilateral, selecionados a partir dos pronturios do Servio de Ateno Sade Auditiva (SASA).

Os pronturios foram constitudos por avaliao do otorrinolaringologista, avaliao audiolgica, fonoaudiolgica, entrevista com assistente social e psiclogo. Todos os voluntrios foram protetizados com aparelhos retroauriculares.

Foram includos os idosos portadores de perda auditiva neurossensorial bilateral inseridos no Sistema de Ateno Sade Auditiva (SASA) de Patos de Minas/ MG com idade entre 60 e 84 anos; e excludos os usurios de prtese ou rtese de membros inferiores; portadores de distrbios neurolgicos e comportamentais; indivduos previamente submetidos reabilitao auditiva; no assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; no compreenso dos comandos para a aplicao dos testes.

Na avaliao foram coletados os dados de identificao, clnicos, antropomtricos (peso, altura e ndice de massa corprea - IMC).

Os voluntrios responderam aos questionrios de qualidade de vida (questionrio SF-36) (18) e de medo de cair (Falls Efficacy Scale - Internacional /FES-I) (19) e realizaram o teste de equilbrio (Berg Balance Scale / BBS) (20). Aps 4 meses, os voluntrios que adaptaram ao AASI, retornaram para reavaliao, refizeram o teste de equilbrio, e responderam alm dos questionrios citados ao Satisfaction with Amplification in Daily Life (SADL) (21). Todos os questionrios aplicados nesta pesquisa foram previamente validados e possuem propriedades psicomtricas adequadas.

Anlise estatstica

A prevalncia das variveis: sexo, grau de perda auditiva, presena de zumbido, presena de vertigem, da amostra foram dicotomizadas e analisadas pelo teste do Qui-quadrado de independncia.

Para anlise comparativa dos escores dos domnios do SF-36 foi utilizado o teste de Mann Whitney. O teste T foi utilizado para comparar os dados antropomtricos e idade da amostra.

Os valores de FES-I, BERG e BBS entre os grupos adaptados, no-adaptados e reavaliados foram comparados por meio da Anlise da Varincia (ANOVA Two Way) e o teste de Post-hoc de Tukey.

Para correlacionar os escores dos domnios do SF-36, a escala BBS, ao FES-I, presena de vertigem, presena de zumbido e idade dos voluntrios foi usada a Correlao de Spearman.

Foi considerado um nvel de significncia de 5%
(p< 0,05) em todos os testes.


RESULTADOS

Nota-se na Tabela 1, uma distribuio homognea entre os sexos e quanto ao grau de perda auditiva e uma alta prevalncia de zumbido e vertigem entre os participantes.

A Tabela 2 apresenta as caractersticas antropomtricas, idade e escore das escalas FES-I e BBS dos voluntrios. Verifica-se sobrepeso na amostra, bom nvel de equilbrio e pouco medo de cair.

Observamos que os voluntrios apresentam bons escores nos domnios do SF-36, o que indica que no h reduo na qualidade de vida em idosos com perda auditiva, entretanto destaca-se reduo do item vitalidade (Tabela 3).

Aps 4 meses da colocao do aparelho auditivo os voluntrios que se adaptaram ao aparelho auditivo foram reavaliados. Em nosso estudo, 50% dos voluntrios adaptaram ao aparelho auditivo. Na Tabela 4, nota-se uma distribuio homognea das variveis antropomtricas e idade entre os grupos.

Quanto adaptao ao AASI, nota-se que o sexo masculino teve maior dificuldade em adaptar ao aparelho auditivo e que o grau de perda auditiva, queixas de zumbido e vertigem, so variveis que no influenciaram na adaptao do AASI (Tabela 5).

Como apontado na Tabela 6, em relao a queixa de zumbido, apenas 4 dos 20 voluntrios no referiram benefcios com o uso da prtese auditiva nesta varivel. Quanto ao questionrio SADL, no item referente a autoconfiana, 100% dos voluntrios relataram melhora desta varivel aps adaptao, sendo que 90% responderam muita melhora da autoconfiana.

Na Tabela 7 observa-se que os idosos que no se adaptaram apresentam maior capacidade funcional que os idosos do grupo adaptado. Entretanto, na reavaliao do grupo adaptado (RA), verificou-se uma melhora significativa ao comparar com a avaliao. Alm disto, houve melhora significativa do EGS do grupo adaptado ao compararmos os valores da avaliao e reavaliao.

Na anlise intergrupo, no houve diferena entre os escores da BBS e da FES-I, no entanto, na anlise intragrupo, o grupo adaptado apresentou menor medo de cair (Tabela 8).

A Tabela 9 apresenta as correlaes obtidas dos grupos avaliados entre os domnios do SF-36 e os escores das escalas FES-I, BBS, presena de vertigem, presena de zumbido e a idade. Verifica-se que no grupo adaptado houve correlao positiva entre a BBS e os domnios CF, DOR, EGS e AS e uma correlao negativa entre a FES-I e os domnios CF e DOR.

Aps a adaptao do AASI, nota-se correlao positiva entre a BBS e os domnios CF e EGS, bem como, entre idade AE e AS. Nota-se uma correlao negativa entre medo de queda e os domnios CF, EGS e VIT.



Valor absoluto (valor percentual)




Os dados esto apresentados em mdia e desvio padro.




Os dados esto apresentados em mdia e desvio padro.
CF, Capacidade Funcional; AF, Aspecto Fsico; EGS, Estado Geral de Sade; VIT, Vitalidade; AS, Aspectos Sociais; AE, Aspectos Emocionais; SM, Sade Mental.




Os dados esto apresentados em mdia e desvio padro.




Valor absoluto (valor percentual).




DISCUSSO

No presente estudo teve por finalidade avaliar a contribuio do aparelho auditivo AASI na qualidade de vida, equilbrio e medo de cair em idosos com perda auditiva neurossensorial bilateral.

Observarmos maior prevalncia de perda auditiva em homens (57%) corroborando com outros estudos (7-8). A queixa de zumbido (69,6%) e vertigem (57%) associada perda auditiva foi altamente prevalente na amostra uma vez que processos degenerativos inerentes idade so responsveis pela ocorrncia de vertigem e zumbido na populao geritrica (10).

O escore mdio do questionrio que avalia equilbrio foi 51 pontos, o que representa um bom equilbrio funcional, provavelmente pelo fato de que nossa amostra foi constituda por idosos no institucionalizados com perda auditiva e boa capacidade funcional, uma vez que foram excludos indivduos que faziam uso de dispositivo de auxlio marcha e que apresentassem doenas neurolgicas.

Quanto ao medo de queda foi observado um escore mdio de 25,5 nos voluntrios desta pesquisa. Resultados similares foram encontrados por (22) que ao avaliar a FES-I de idosos da comunidade e idosos fisicamente ativos encontrou um escore mdio de 24,9 e 27,5 respectivamente. Desta forma podemos inferir que, a perda auditiva no influenciou no medo de queda. Provavelmente, isto est relacionado ao bom equilbrio que os idosos apresentaram o que diminui o medo de queda.

Em geral, as mdias dos escores dos domnios do SF-36 foram acima de 50% demonstrando que os voluntrios tm boa qualidade de vida. Segundo (23) no SF-36 um escore elevado no domnio aspecto fsico e capacidade funcional pode indicar que os idosos possuem pouca limitao ao trabalho e em atividades de vida diria, apresentam boa sade e habilidade funcional.

Sabe-se que o conceito de qualidade de vida (QV) muito amplo, subjetivo, dependente do nvel scio-cultural, das ambies pessoais dos indivduos e no somente da estrutura acometida (24). Isto pode ser observado no presente estudo, pois, nem sempre uma estrutura acometida, como a perda auditiva interfere diretamente na qualidade de vida dos voluntrios, sendo a QV um produto de vrios fatores.

Todos os voluntrios da amostra foram protetizados. Aps 4 meses de uso do AASI, 50% dos voluntrios adaptaram ao aparelho auditivo. Nos voluntrios adaptados houve reavaliao das variveis: qualidade de vida, equilbrio e medo de queda. Este prazo foi estabelecido em virtude de estudos demonstrarem que 90 dias so suficientes para uma boa adaptao e aclimatizao do AASI (25). Quanto aos fatores relacionados adaptao ao AASI, nossos achados esto de acordo com estudo previamente realizado que demonstrou que presena de zumbido e vertigem no influenciam na adaptao ao AASI (26). No entanto, vale salientar que, estudos prvios demonstram que fatores como relato de satisfao com o aparelho, o nmero de horas/dia, participao da famlia (5), expectativas, necessidades de comunicao, grau de perda, tolerncia para sons intensos, expectativas, motivao (4) e reabilitao auditiva (2), so critrios importantes para uma adaptao bem sucedida.

Uma das principais queixas dos idosos com presbiacusia a presena do zumbido que frequentemente um fator de grande repercusso negativa na vida do indivduo, comprometendo a qualidade de vida, dificultando o sono, a concentrao nas atividades dirias e profissionais, assim como a vida social (27). O zumbido uma desordem extremamente frequente em pacientes com perda auditiva, atingindo cerca de 40 milhes de pessoas nos EUA, afetando aproximadamente 1/3 da populao acima dos 65 anos de idade (28). A prtica clnica tem demonstrado que indivduos portadores de perda auditiva associada a zumbido beneficiam-se com o uso de prteses auditivas, pois estas, alm de melhorarem a compreenso da conversao, aliviam o zumbido, (29), demonstraram que o uso da prtese auditiva melhorou o zumbido em 78,2% dos indivduos e em nossa amostra 79% dos voluntrios adaptados se beneficiaram com reduo do zumbido.

De acordo com (6) o uso de prtese auditiva beneficia as atividades cotidianas e a funcionalidade em indivduos portadores de perda auditiva neurossensorial. Isto corrobora com nossos achados, pois encontramos melhora significativa da capacidade funcional (CF) e do estado geral de sade (EGS). Provavelmente devido adaptao ao AASI, ocorreu melhora da audio, da habilidade de comunicao e sentimento de segurana, que tambm influenciaram o aumento do EGS e CF, e consequentemente melhora da qualidade de vida (7).

Tendo como respaldo os achados de (30) acreditamos que o aumento do EGS resultou em aumento nas atividades de vida dirias e consequentemente da CF o que refletiu em reduo do medo de queda dos voluntrios. Outro fator associado a esta reduo possivelmente foi o aumento da confiana e segurana relatados pelos voluntrios a partir dos resultados positivos do questionrio SADL.



Valor absoluto (valor percentual).




CF, Capacidade Funcional; AF, Aspecto Fsico; EGS, Estado Geral de Sade; VIT, Vitalidade; AS, Aspectos Sociais; AE, Aspectos Emocionais; SM, Sade Mental.
A, Grupo Adaptado; NA, Grupo No Adaptado; RA, Reavaliao dos Adaptados.
*p<0,05 comparando A X NA
+p < 0,05 comparando A X RA




A, Grupo Adaptado; NA, Grupo No Adaptado; RA Reavaliao dos Adaptados.
*p < 0,05 comparando A X NA
+p < 0,05 comparando A X R




CF, Capacidade Funcional; AF, Aspectos Fsicos; EGS, Estado Geral de Sade; VIT, Vitalidade; AS, Aspectos Sociais; AE, Aspectos Emocionais; SM, Sade Mental; A, Grupo adaptado; NA, Grupo no adaptado, RA, Reavaliao dos adaptados. *p<0,005 ; +p<0,06; p<0,0




CONCLUSO

Idosos com perda auditiva neurossensorial apresentaram boa qualidade de vida e equilbrio e referiram pouca preocupao em cair. Entretanto aps adaptao ao AASI, houve melhora da qualidade de vida (EGS e CF), reduo do medo de queda e do zumbido e aumento da auto-confiana aps adaptao ao AASI. Vale salientar ainda que somente 50% dos voluntrios se adaptaram e que o sexo masculino teve maior dificuldade em adaptar ao aparelho auditivo e que as variveis idade, grau de perda, presena de zumbido e vertigem, no foram fatores que interferiram na adaptao ao AASI.

A partir deste estudo podemos inferir que to importante o AASI para o idoso, quanto o benefcio direto dele na interveno fisioterpica. O paciente bem adaptado ter maior capacidade de comunicao, aumento da autoconfiana, maior ateno e compreenso das informaes que so fatores importantes em uma interao preventiva e reabilitativa. Vale salientar que o desenvolvimento de novos estudos que visem elucidar os fatores associados adeso ao AASI seria de grande interesse, pois evitaria gastos desnecessrios da sade pblica.


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1) Mestre em Fisioterapia. Fisioterapeuta da Prefeitura Municipal de Patos de Minas.
2) Mestre em Fisioterapia pelo Centro Universitrio do Tringulo (UNITRI). Docente.
3) Ps-Doutorado pela Universidade de Liverpool, Inglaterra (1984) Atuao em Cirurgia, com nfase em Cirurgia Traumatolgica Doutor. Docente do Centro Universitrio do Tringulo, Brasil.
4) Doutorado em Cincias Fisiolgicas pela Universidade Federal de So Carlos, Brasil (2005). Professora da Universidade Federal de Uberlndia / Faculdade de Educao Fsica (FAEFI/ UFU). Programa de Mestrado em Fisioterapia pelo Centro Universitrio do tringulo (UNITRI).

Instituio: Centro Universitrio do tringulo (UNITRI). Uberlndia / MG - Brasil. Endereo para correspondncia: Programa de Educao Fsica FAEFI/UFU - Rua Benjamim Constant, 1.286 - Bairro: Aparecida - Uberlndia / MG - Brasil - CEP: 38400-902 - Telefones: (+55 34) 3822-1096 e 9975-4811 - E-mail: clara_fisio@hotmail.com

Artigo recebido em 13 de agosto de 2009. Artigo aprovado em 18 de dezembro de 2011
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