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Ano: 2012  Vol. 16   Num. 2  - Abr/Jun
DOI: 10.7162/S1809-48722012000200012
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Estudo dos limiares de audibilidade nas altas frequncias em trabalhadores da rea odontolgica
A study of the high-frequency hearing thresholds of dentistry professionals
Author(s):
Andra Cintra Lopes1, Ana Dolores Passarelli de Melo2, Cibele Carmelo Santos3.
Palavras-chave:
audiometria, perda auditiva de alta frequncia, rudo, odontologia geral.
Resumo:

Introduo: Na prtica odontolgica, o Cirurgio-Dentista est sujeito aos efeitos nocivos provocados por diversos agentes, como pelo rudo emitido por seus instrumentos de trabalho. Em 1959, a American Dental Association recomendava avaliaes audiomtricas peridicas e uso de proteo auditiva. So necessrias maiores informaes sobre o comportamento auditivo dessa populao: Cirurgies-Dentistas, Auxiliares e Protticos para se propor medidas de preveno e tratamento precoce. Objetivo: Investigar os limiares de audibilidade em Cirurgies-Dentistas, Auxiliares e Protticos. Mtodo: Forma de estudo: Estudo Clnico.Participaram 108 profissionais, sendo 44 Cirurgies-Dentistas (GI), 36 Auxiliares (G II) e 28 Protticos (GIII). Foram realizadas: entrevista especfica, meatoscopia, audiometria tonal convencional e de altas frequncias, logoaudiometria, imitanciometria. Resultados: A comparao entre as mdias dos limiares evidenciaram piora com o aumento da frequncia para os 3 grupos testados; para a mdia tritonal de 500 a 2000Hz, e 3000 a 6000 Hz, o GIII apresentou os piores limiares, j para a mdia das altas frequncias (9000 a 16.000Hz) o GII apresentou os piores limiares. Concluso: A avaliao audiolgica convencional no identificou exames alterados para os trs grupos testados, no entanto, o exame da avaliao audiolgica complementar como a audiometria de altas frequncias indicou maior sensibilidade na deteco precoce de alteraes auditivas uma vez que a perda auditiva dessa populao acomete as frequncias que no so testadas nos exames convencionais. Dessa maneira enfatizamos nesse trabalho a necessidade de inserir na rotina de exames a audiometria de altas frequncias juntamente com os outros exames audiolgicos.

INTRODUO

O rudo um dos mais significantes agentes nocivos sade, principalmente audio, e est presente no s em ambientes de trabalho como tambm de lazer. Nas doenas adquiridas no ambiente de trabalho, a perda auditiva induzida por rudo (PAIR), ou perda auditiva induzida por nveis de presso sonora elevada (PAINPSE) uma das mais comuns.

Atualmente, o rudo faz parte do cotidiano das pessoas, est presente no trnsito, no lazer, assim como no trabalho, sendo assim, a PAIR poder ser uma das principais doenas crnicas no futuro da humanidade (FIORINI, 2000).

A PAIR definida como perda auditiva sensorioneural, decorrente da exposio ocupacional sistemtica a nveis de presso sonora elevado, ocasionando leso nas clulas ciliadas do rgo de Corti. Em geral, bilateral e simtrica, insidiosa e irreversvel, est diretamente relacionada ao tempo de exposio e susceptibilidade individual. (COMIT NACIONAL DE RUDO E CONSERVAO AUDITIVA, 1999; RABINOWITZ, 2000). Essa alterao auditiva manifesta-se, primeiramente nas frequncias de 4000Hz, 6000Hz e 3000Hz e estende-se, com a progresso, s frequncias de 8000Hz, 2000hz, 1000Hz, 500Hz e 250Hz. Raramente o rudo leva perda auditiva profunda, e em geral, no ultrapassa 75 dB para altas frequncias e 40 dB nas baixas frequncias, atingindo seu mximo nos primeiros 10 a 15 anos de exposio (LUXON, 1998, HANGER, BARBOSA-BRANCO, 2004, GATTO et al, 2005).

Por apresentar um surgimento dos sintomas auditivos tardios e insidiosos, os profissionais geralmente s percebero a dificuldade auditiva quando a leso j est em estgio avanado (SAVA, 2005). A exposio contnua a sons com nveis elevados pode acarretar, alm do dano auditivo, algumas alteraes secundrias, como zumbido, estresse, alteraes fisiolgicas no ritmo cardaco e na presso sangunea, bem como dificuldade na discriminao de sons da fala, principalmente em ambientes ruidosos. O rudo provoca exausto fsica, alteraes qumicas, metablicas e mecnicas do rgo sensorial auditivo, tendo como resultado final uma perda auditiva parcial ou total do rgo de Corti, parte interna do ouvido (OTONI A, BOGER ME, BARBOSA-BRANCO A, SHIMIZU HE, MAFTUM, MA, 2008).

O cirurgio dentista, basicamente est exposto a dois tipos de rudo: o rudo externo ao seu ambiente de trabalho e ao rudo proveniente dos seus equipamentos de trabalho, tais como o rudo provocado pelo motor de alta e baixa rotao, compressor, ar condicionado, amalgamador, sugador entre outros. (HINZE, DELEON e MITCHEL, 1999) Alm do rudo, ficam expostos a outros agentes, entre eles: qumicos (substncias manipuladas, principalmente o mercrio); biolgicos (a cavidade oral rica em microorganismos, assim o risco de contagio de doenas como a hepatite e a AIDS se torna maior); mecnicos (leses corporais ou perfurantes pelos instrumentos utilizados); sociais (trabalho que envolve muita tenso e exige um domnio da situao para facilitar o relacionamento paciente/profissional), e ergonmicos (em funo da postura de trabalho o profissional est sujeito a problemas de coluna, articulaes do brao e varizes) (SOUZA, 1997). De acordo com PRESTA et al. (2004) os profissionais da rea odontolgica tm apresentado com frequncia desconfortos relacionados ao desempenho profissional, os quais podem progredir chegando a leses por esforos repetitivos (LER) ou distrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

A American Dental Association (ADA), em 1959 j recomendava avaliaes audiolgicas peridicas nos cirurgies dentistas, devido exposio prolongada a sons intensos, provocados por instrumentos como brocas de alta velocidade, sistemas de ejeo, mquinas ultra-snicas, cortadores de modelos, equipamentos de alta velocidade de suco e vibrao, o que pode levar a perda auditiva. Estudos (ALTINOZ et al. (2001); FERNANDES et al. (2004)) que realizaram medies do nvel de rudo no ambiente de trabalho dos cirurgies dentistas observaram nveis de rudo superiores a 80 dB NPS.

No Brasil, a Lei 6.514 de 22 de dezembro de 1977 da Consolidao de Leis do Trabalho, relaciona os parmetros que proporcionam o conforto acstico dos trabalhadores juntamente com as normas da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT), sendo que a legislao do trabalho brasileira definiu que o limite mximo de rudo tolervel de 85 dB NPS em uma jornada de trabalho de 8 horas (Segurana e Medicina do Trabalho, 1991); a NBR 10.152, indica que para consultrio odontolgico esse valor deve situar entre 35 e 45 dB(A).

PARAGUAY (1999) em seu estudo verificou que os cirurgies dentistas com cinco ou mais anos de atuao profissional tiveram resultados alterados no exame de audiometria tonal limiar

LEGGAT (2000) relatou que a possibilidade de alguns cirurgies dentistas com mais tempo de profisso sofrerem alteraes auditivas pode ser devido a anteriores exposies a antigos equipamentos, o que no foi considerado neste estudo que a casustica era relativamente jovem.

Estudos (OLIVEIRA et al. (2007), TORRS et al. (2007), MELO et al. (2008)) mostraram que os profissionais da classe odontolgica devem ser conscientizados sobre o rudo ocupacional bem como sobre as consequncias danosas que representam para a sua sade. E essa conscientizao, para o controle e a preveno desses efeitos, deve comear precocemente, durante o curso de graduao, perodo em que o profissional est sendo formado, para que, consciente dos riscos a que est exposto, possa preven-los, em vez de tentar suavizar ou tratar os problemas decorrentes deles.

No Brasil, o trabalho de preveno das doenas ocupacionais e dos acidentes de trabalho teve inicio de 1943, com a Consolidao da Leis do trabalho (CLT) e desde ento os cuidados com a audio do trabalhador que atua em ambientes ruidosos intensificada. Com a promulgao da Portaria no. 3.214/78 houve um importante avano no mbito da conservao auditiva, essa portaria, por meio da NR-7, torna obrigatria a realizao da audiometria tonal liminar.

O interesse pelo diagnstico precoce tem aumentado e considerando o desenvolvimento da tecnologia voltada ao diagnstico da deficincia auditiva, assim como a presena de alteraes auditivas na ausncia de queixas e que no so comumente identificadas na audiometria tonal liminar, outros mtodos tm sido utilizados para identificar precocemente as alteraes auditivas.

De acordo com estudos j realizados a Audiometria Tonal de altas frequncias (entre 9.000 e 18.000 Hz) constitui um instrumento para o diagnstico precoce de alteraes auditivas decorrentes da exposio ao rudo (PORTO et al. (2004), LOPES e GODOY (2006), AMORIN et al. (2008)). Trabalhos MOTA (2002), PORTO et al (2004) realizados para a investigao da audio em frequncias convencionais e altas frequncias na rea odontolgica tem mostrado uma tendncia a rebaixamento dos limiares, ou seja, sugerindo predisposio alterao auditiva mais significativa com o tempo. Conforme o aumento da frequncia, da idade e tempo de exposio houve queda maior da acuidade auditiva. Observaram maior incidncia de perda nas frequncias de 6kHz e 14kHz.

LOPES e GODOY (2006) compilaram a literatura referente contribuio e importncia da audiometria de altas frequncias (AT-AF), na identificao precoce da perda auditiva induzida por rudo. Demonstraram por meio de reviso, que somente a audiometria tonal convencional pode no ser eficaz na preveno e identificao precoce da PAIR, alm de descrever as variveis metodolgicas para sua realizao. As autoras tambm sugerem este mtodo como rotina no Programa de Preveno de Perdas Auditivas Ocupacionais. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi investigar os limiares de audibilidade nas frequncias convencionais e altas frequncias possibilitando uma preveno precoce quanto sade auditiva dessa populao.


MTODO

Este trabalho foi iniciado aps a aprovao do Comit de tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de So Paulo, processo nmero 043/2007. Esta pesquisa foi financiada pelo rgo de fomento FAPESP sob o nmero de processo 2007/01074-7.

Foi um estudo com delineamento transversal em amostra composta por 108 participantes voluntrios da comunidade de Bauru, subdivididos em trs grupos experimentais, sendo o Grupo I (G I) formado por 44 cirurgies dentistas (16 do gnero masculino e 28 feminino) com variao de idade entre 23 e 57 anos (mdia de 34 anos de idade), Grupo II (G II) constitudo por 36 auxiliares, com variao de idade entre 21 e 59 anos (mdia de 38 anos de idade), todas do gnero feminino; e Grupo III por 28 protticos (17 do gnero masculino e 11 feminino) com variao de idade entre 17 e 53 anos (mdia de 35 anos de idade) da rea de odontologia.

Foram convidados a participar os profissionais de clnicas odontolgicas e laboratrios particulares, bem como das Universidades e Faculdades da cidade de Bauru - SP - Brasil que ofereciam o curso de Odontologia, e de hospitais que apresentassem esses profissionais no corpo clnico. Primeiramente, todos os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos deste estudo, o qual foi iniciado aps a concordncia e a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Como critrio de incluso e excluso foram considerados para este estudo apenas profissionais da rea odontolgica com no mnimo dois anos de experincia, e que no apresentassem nenhuma doena pr-existente como caxumba, hipertenso arterial, diabetes, meningite, HIV, sfilis, entre outras que possam comprometer a acuidade auditiva, e ou deficincia auditiva pr-existente.

Todos os indivduos deste estudo foram submetidos :

-Entrevista especfica e meatoscopia: Realizada com o intuito de investigar as caractersticas individuais, tais como idade, tempo de trabalho na funo, hbitos de lazer ruidosos, exposio a produtos qumicos, alm das condies de sade e outras doenas que podem potencializar os efeitos dos riscos ambientais.

-Audiometria tonal liminar convencional (250 a 8.000 Hz); Audiometria tonal liminar de altas frequncias (9.000 a 16.000 Hz), e Logoaudiometria: Foram realizadas com o audimetro SD 50, marca Siemens. Foi utilizado o tom warble para pesquisas dos limiares tonais, os quais foram apresentados por meio dos fones auriculares HDA 200. Para a pesquisa dos limiares tonais, utilizou-se a tcnica descendente, sendo estabelecido o limiar auditivo em 50% das respostas positivas deteco do som (LOPES e GODOY, 2006).

-Imitanciometria: A medida da imitncia acstica e a pesquisa dos reflexos ipsilaterais e contralaterais do msculo estapdio foi realizada com o equipamento GSI Tymp Star. Foram classificadas de acordo com a proposta de JERGER (1970).


RESULTADOS

A anlise dos dados da entrevista especfica evidenciou que 65 participantes se incomodam com o rudo de trabalho, 50 dos participantes relataram dificuldades para compreenso da fala, 8 estiveram no servio militar, 11 informaram a presena de trauma acstico, 32 informaram a exposio a produto qumico e 35 informaram que esto expostos a rudo de lazer.

O Grfico 1 apresenta mdia dos limiares de audibilidades das frequncias avaliadas na orelha direita para todos os grupos.

A comparao da mdia dos limiares de audibilidade de cada frequncia entre os trs grupos avaliados foi realizada por meio do teste de Kruskall-Wallis, considerando significante pelo teste de Dunn. Assim, obteve-se diferena estatisticamente significante na orelha direita nas frequncias de 2kHz (p =,0446), 8kHz (p =,0492), 16kHz (p=,0441) quando a mdia do Grupo I (mdia do limiar em 2kHz 5,91 dB, em 8kHz 11,59 dB e em 16kHz 21,59 dB) foi comparado ao do Grupo II (mdia do limiar em 2kHz 10,69 dB, em 8kHz 18,61 dB e em 16kHz 32,78 dB); portanto pode-se verificar que o GII apresentou estatisticamente piores limiares nas frequncias de 2kHz, 8kHz, 16kHz na orelha direita comparado ao GI.

possvel observar que a orelha direita e a orelha esquerda apresentaram configuraes similares para a audiometria convencional e de altas frequncias quando observados as mdias dos limiares auditivos para todos os grupos,porm a orelha direita apresentou piores limiares auditivos do que quando a comparamos com a orelha esquerda (Grfico 2).

Para a orelha esquerda, as frequncias de 4kHz (p=,0238) e 6kHz (p=,0310) apresentaram diferenas estatisticamente significante entre os limiares das referidas frequncias entre o GI (mdia do limiar em 4kHz 8,41 dB, em 6kHz 14,32 dB) e GII (mdia do limiar em 4kHz 14,03 dB, em 6kHz 20,69 dB) e, entre o GI e GIII (mdia do limiar em 4kHz 15,36 dB, em 6kHz 22,32 dB). Na frequncia de 9kHz da orelha esquerda obteve-se diferena estatisticamente significante (p=,0397) entre o GI (mdia 9kHz 10,91 dB) e GII (mdia do limiar em 9kHz 20,28 dB).

A comparao da mdia dos limiares de audibilidade das frequncias de 500Hz a 2kHz, 3kHz a 6kHz, 9kHz a 16kHz, 12kHz a 16kHz, foi realizada por meio do Teste de Kruskall-Wallis, sendo considerado significncia por meio do teste de Dunn. Para tal comparao obteve-se diferena estatisticamente significante (p=,0147) apenas quando comparou-se a mdia dos limiares entre as frequncias de 3kHz a 6kHz na orelha esquerda entre o G I (10 dB) e G II (15,93 dB), e G I (10 dB) e G III (16,25 dB).

A Logoaudiometria, realizada por meio do LRF confirmaram os resultados da audiometria convencional em 100% dos participantes, assim como o IRF apresentou resultados compatveis com os limiares audiomtricos encontrados nos 100% dos participantes.

Nas medidas da imitncia acstica e pesquisa dos reflexos do msculo estapedio ipisilateral e contralateral foram obtidos registros de curva timpanomtrica tipo A, bilateralmente em 100% dos participantes, indicando, portanto que a orelha mdia no interferiu nos resultados obtidos.


DISCUSSO

Esse estudo foi constitudo por uma amostra de profissionais cirurgies-dentistas, protticos e auxiliares odontolgicos com mais de dois anos de atuao na rea Odontolgica e com mdia de idade para os trs grupos de 35 anos, sendo considerada uma amostra de adultos.

Nessa populao a perda de audio pode acontecer devido prolongada exposio a sons intensos produzidos por instrumento utilizado em seu uso dirio o que traz prejuzo posteriormente sua comunicao e qualidade de vida. HINZE, DELEON e MITCHEL (1999).

Esse trabalho mostrou que somente 60% da amostra se incomodaram com o rudo de trabalho (SOUZA (1997), TRRES et al. (2007), MELO et al. (2008)) e 43,3% dos participantes relataram dificuldades para compreenso da fala enquanto que 32,4% informaram que esto expostos a rudo de lazer.

Esse estudo evidenciou que quando comparados as mdias dos limiares auditivos de todos os grupos se mostraram piores com o aumento da frequncia. MATTEWS et al. (1997), BELTRAMI (1999), FERNANDES e MOTA (2001), MOTA (2002), PORTO et al. (2004), SILVA e FEITOSA (2006), LOPES et al. (2006), LOPES e GODOY (2006), LOPES, ALMEIDA, ZANCONATO e MONDELLI (2007), CARVALHO, KOGA, CARVALHO, ISHIDA (2007). Para todos os grupos tanto a audiometria convencional como a audiometria de altas frequncias para cada orelha apresentaram configuraes similares, porm ao compararmos ambas as orelhas para todos os grupos, observamos que a orelha direita apresentou mdia dos limiares auditivos piores do que as mdias dos limiares auditivos da orelha esquerda. Concordando com o estudo de ZUBICK, TOLENTINO e BOFFA (1980) e discordando do trabalho de GIJBELS et al. (2006) que coletaram dados sobre os efeitos na sade ocupacional entre cirurgies-dentistas e observaram que a perda de audio maior no lado esquerdo para dentistas destro, o que poderia ser explicada pela pequena distncia entre esta orelha e o giro / equipamentos de vibrao para profissionais destros.

A mdia tritonal de 500 a 2000Hz, e 3000 a 6000 Hz, nesse estudo, apresentou piores limiares para o grupo de protticos (GIII), j para a mdia das altas frequncias (9000 a 16.000Hz) o grupo dos profissionais auxiliares (GII) apresentou os piores limiares. Demonstrando a importncia do exame complementar para a avaliao audiolgica que nesse caso seria a audiometria de altas frequncias que se utilizado como um exame de rotina clnica na avaliao desses profissionais ir colaborar para uma deteco precoce das alteraes auditivas e preveno.



Grfico 1. Limiares de Audibilidade para Orelha Direita de todos os Grupos.




Grfico 2. Limiares de Audibilidade para a Orelha Esquerda de todos os Grupos.




CONCLUSO

Nesse estudo foi possvel concluir que a avaliao audiolgica convencional no identificou exames alterados para os trs grupos testados, no entanto a identificao quanto aos limiares em altas frequncias indicaram comprometimento do sistema auditivo perifrico, mais especificamente clulas ciliadas externas, portanto indicam maior sensibilidade na deteco precoce de alteraes auditivas, favorecendo quanto a um exame complementar de preveno.


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1) Doutor. Professor Doutor.
2) Mestre em Cincias da Comunicao Humana pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Fonoaudiloga Clnica Spazio Fonoaudiolgico, Lima - Peru.
3) Mestre em Cincias da Comunicao Humana pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Fonoaudiloga da AMA - Aparelhos Auditivos e CPAP.

Instituio: Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de So Paulo. Bauru / SP - Brasil. Endereo para correspondncia: Andra Cintra Lopes - Alameda Dr. Octvio Pinheiro Brizolla, 9-75 - Departamento de Fonoaudiologia - Vila Universitria - Bauru / SP - Brasil - CEP: 17012-901 - E-mail: aclopes@usp.br

Pesquisa financiada pelo rgo de fomento FAPESP, porcesso n. 2007/01074-7.

Artigo recebido em 30 de setembro de 2011. Artigo aprovado em 26 de outubro de 2011.
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